O velho e o novo Adiós portenho

Sem sobressaltos no caminho, desembarcamos na universitária Córdoba, a mais de sete horas de distância de Mendoza. Localizada no centro geográfico da Argentina, com um forte passado colonial e os dois pés no presente, a cidade herdou monumentos históricos e a Universidade Nacional de Córdoba, fundada em 1613, um de seus principais pontos de interesse.

O Estado de S.Paulo

04 Outubro 2011 | 03h09

A segunda maior cidade da Argentina foi fundada antes de Buenos Aires - e chegou a ser capital do país. O clima é nada menos que empolgante: bares repletos de estudantes se enfileiram junto a ruínas e convidam DJs locais e internacionais a comandar as picapes. Onde mais se encontra uma mistura assim?

O Parque Sarmiento é um dos passeios mais agradáveis por lá - ótimo para relaxar ou fazer um piquenique.

No centro, a Praça San Martín dá acesso à Catedral da cidade e ao Cabildo, ambos construções seculares na cidade fundada em 1537.

Eleita capital cultural das Américas em 2006, a cidade está cheia de ótimos espaços artísticos. Quatro galerias municipais excelentes - dedicadas à arte emergente, contemporânea, clássica e às belas-artes, respectivamente - estão localizadas bem perto umas das outras, pelos arredores do centro. A cena alternativa de cinema sempre apresenta novidades. Jovens designers e artesãos vendem suas criações em mercados de rua nos fins de semana.

Córdoba é ponto de partida para visitar Alta Gracia, a 40 quilômetros, conhecida por ser a cidade onde Ernesto Che Guevara cresceu. A pequena casa onde ele morou com a família foi transformada em museu: a história do revolucionário é narrada pelos cômodos por meio de objetos pessoais, fotos e cartas.

Em 12 horas, um mochileiro descansa no ônibus e chega a Buenos Aires, última parada do nosso roteiro, com pique para mais um dia. A capital argentina é facílima para bater pernas, a pé ou de ônibus e metrô, cujos bilhetes são baratíssimos - custam 1,10 pesos, menos de R$ 0,50. Casa Rosada, Praça e Avenida de Mayo, Café Tortoni, Calle Florida e Teatro Colón, highlights do circuito básico, podem ser vistos em um dia. Dedique mais tempo à livraria El Ateneo Grand Splendid.

Depois, com calma, siga para bairros mais charmosos e agitados, como San Telmo e Palermo Viejo. São bons endereços para compras descoladas, bares da moda e restaurantes caprichados - nem todos assim tão baratos, é verdade. O Puerto Madero é fotogênico, mas não vale a extravagância gastronômica: a comida é cara e genérica.

Se quiser balada de turista, os shows superproduzidos de tango estão lá para isso mesmo. Com jantar incluído e transfer, chegam a custar 900 pesos (R$ 380). Há versões autênticas - a recepção do seu hostel é uma ótima fonte de informações sobre eles e as milongas, bailes tipicamente portenhos onde os moradores dançam em pares.

E uma última dica antes do fim da nossa viagem e do retorno à realidade: tome muito sorvete na cidade. O de doce de leite sempre será bom.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.