Adriana Moreira/Estadão
Adriana Moreira/Estadão

Observar animais ou se sentir um tripulante

O tempo é sempre senhor das decisões na Antártida. É ele quem dirá se você conseguirá acampar fora do barco ou se terá de aprender com um tripulante como se faz coalhada e conserva a bordo - claro, se não quiser ficar bebendo vinho e jogando papo fora (internet não é bem uma opção, já que o sinal é bastante limitado).

O Estado de S.Paulo

09 Julho 2013 | 02h10

Mas, se as condições climáticas permitirem - e geralmente permitem -, as possibilidades de atividades e passeios são de compensar qualquer risco. Do Paratii 2, os turistas poderão chegar a praias remotas em botes, mergulhar, esquiar e acampar - até andar de caiaque está em estudo. Nos tours, estão quase garantidos os encontros com pinguins, focas, leões-marinhos e, com sorte, baleias jubarte, minke ou orcas. Certo mesmo é o traçado de navegação estipulado.

Dorian Bay, onde Klink enfrentou o inverno sozinho entre 1989 e 90, é a primeira parada e dali podem sair botes que cruzem os penhascos de Lemaine Channel e passem por Port Lockroy e sua antiga base britânica, Pleneau Island e Damoi Point. De lá, o Paratii 2 segue para a Ilha Galindez, onde fica a estação ucraniana Vernadsky, e locais a serem escolhidos: Paradise Bay, o arquipélago Melchior, Deception Island e Half Moon Bay.

Durante a viagem, todos poderão se sentir um pouco tripulantes, ajudando nas manobras, na previsão meteorológica, na cozinha e no reconhecimento dos animais - Amyr Klink diz que essa é uma parte bem divertida e costuma render competições de fotografias. "Sempre surge uma habilidade que você não esperava." / ARYANE CARARO

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