Olha o chão! BOIJMANS VAN BEUNINGEN

O mais importante museu de Roterdã data de 1852. Trata-se do Boijmans van Beuningen, cuja coleção reúne 140 mil obras, entre clássicas e modernas, doadas por colecionadores particulares. O catálogo é variado: há de Fra Angelico (Maddona and Child) a Munch (Two Girls beside an Apple Tree); de 152 quadros de Rembrandt (entre eles o Retrato de Aletta Adriaensdochter) a 29 obras de Salvador Dalí (entre eles o White Aphrodisiac Telephone); de Mondrian (Composition with Colour Planes) ao único brasileiro, Ernesto Neto (Célula Nave).

O Estado de S.Paulo

05 Agosto 2014 | 02h05

Uma das obras é uma armadilha para um tropeço. Trata-se de uma auto-escultura do italiano Maurizio Cattelan, de 2002, que sai de um buraco no chão para observar pinturas do século 19. Ele está de pé sobre uma pilha de panfletos anunciando mostras passadas, literalmente apoiado numa precária fundação da história da arte. É para quebrar as pernas do nosso cérebro, como em a Nona Hora, outra de suas esculturas satíricas, em que ele representa o papa João Paulo II atingido por um meteorito. A obra foi vendida pela Christie's de Nova York por US$ 886 mil.

Também balançam os conceitos de dois serviços, digamos assim, do próprio museu. Um é o guarda-volumes, varal criado por Wieki Somer no qual o visitante pendura seu casaco num cabide e o deixa suspenso, formando um carrossel de sobretudos. Outro é o banheiro em forma de pênis na passagem envidraçada entre o prédio principal e o restaurante. Num dos testículos fica o reservado masculino; no outro, o feminino. Pintados de verde-oliva, só fecham as portas quando em uso. A criação, de 1998, é do Atelier van Lieshout.

Em 2008, o museu se uniu ao vizinho Chabot Museum para criar uma linha gratuita de ônibus ligando as escolas de ensino fundamental ao local. É o Boijmans van Beuningen, o "Louvre de Maas", de portas escancaradas à comunidade.

Mais: boijmans.nl; 12,50

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