Aryane Cararo/AE
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Olhar cotidiano sobre Trapani

Com 70 mil habitantes, cidade tem um animado centro antigo, com ruas repletas de crianças, adolescentes, idosos, bicicletas e carros

Aryane Cararo/AE, O Estado de S.Paulo

19 Março 2012 | 21h30

Conhecida pelos gregos como Drepanon (foice), Trapani foi um importante porto desde o século 3 a.C.. Foi quase toda construída sobre salinas - os normandos escreverem que era a cidade mais branca que já tinham visto.

Hoje, com 70 mil habitantes, tem um animado centro antigo, com ruas repletas de crianças, adolescentes, idosos, bicicletas e carros. Prefira caminhar pelo calçadão, com flores nas sacadas, mesas nas calçadas e várias lojas. Vale conhecer a Catedral de San Lorenzo (1635), a Purgatorio (século 17), o bairro judaico e andar pela rua próxima ao antigo mercado de peixe, que lembra um pouco o Malecón cubano.

Dali, a pedida é seguir para Erice, em um trajeto feito por uma estradinha de curvas acentuadas, que oferece mais de meia hora de paisagens espetaculares. Ou por um bondinho que acomoda até oito pessoas e que reduz para 11 minutos a apreciação da vista. O problema é que, com vento (e venta bem por lá), não dá para ir de bonde.

Curiosidades

Porto estratégico a caminho da África, Palermo não escapou à 2ª Guerra Mundial: foi bombardeada em 1943. No centro histórico, um quarteirão em ruínas lembra o episódio

A história detalhada da Cosa Nostra, nome oficial da máfia siciliana, está exposta no Museu da Máfia, inaugurado em meados de 2010 no Castelo de Salemi, a oeste de Palermo

Saiba mais

Palermo

Do cruzamento mais famoso da cidade, o Quatro Cantos, com suas fachadas barrocas, ao neoclássico siciliano Teatro Massimo - maior casa de ópera da Itália e set da cena da morte da filha de Michael Corleone (Al Pacino) em O Poderoso Chefão 3 -, a capital da Sicília é um enclave de influências culturais e arquitetônicas. Pontos imperdíveis: praça e fonte Pretoria, Teatro Politeama, Avenida da Liberdade (à imagem da parisiense Champs Elysées) e Mercado de Ballarò.

Catânia

Segunda maior cidade siciliana, com quase 300 mil habitantes, Catânia tem charme mediterrâneo e um centro que vale a visita. Na catedral, na Piazza Duomo, procure pela imagem de Santa Ágata, padroeira da cidade. Logo em frente, faça fotos na fonte com o obelisco e o simpático elefante, símbolo local.

Ali começa a Via Etnea, principal avenida, onde você caminha à noite avistando pontos alaranjados - lava - escorrendo pelo vulcão. Perto dali fica o Teatro Massimo Bellini, inaugurado em 1890. A uma hora de carro, o teatro grego de Siracusa, do século 5 a.C., ainda hoje recebe espetáculos ao ar livre.

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