Thermas dos Laranjais
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Olímpia e seus parques aquáticos estão em expansão

Primeiro distrito turístico do Estado de São Paulo cresce e ganha mais hotéis para milhares de hóspedes. Estão previstos ainda um bairro só de resorts e um aeroporto internacional

Nathalia Molina, Especial para o Estadão

16 de outubro de 2021 | 05h00

Um bairro só de resorts, um futuro aeroporto internacional e a meta de dobrar os 3 milhões de turistas por ano que recebeu em 2019. Declarada como o primeiro distrito turístico do Estado de São Paulo, Olímpia cresce a toda, com planos de ampliação também de seus dois parques aquáticos, Thermas dos Laranjais e Hot Beach. Junto com grandes hotéis, eles são responsáveis por construir a reputação da cidade paulista como um destino de diversão para toda a família.

Com cerca de 50 brinquedos em 100 mil m² de área, o Thermas dos Laranjais irá aumentar de tamanho para ser capaz de receber até 30 mil pessoas por dia. “Antes da pandemia, nós adquirimos um terreno de 76 hectares para a ampliação do parque”, conta Jorge Noronha, vice-presidente do Thermas dos Laranjais.

Durante o período fechado ao público em consequência da covid-19, foram iniciados os projetos de ampliação do Play Kids, reproduções dos brinquedos do parque para crianças pequenas; do Rio Lento, corredeira leve para se descer em cima de uma boia; e do Lendário, conjunto de toboáguas inspirados no folclore. “Ainda neste ano, o parque iniciará as obras do clube social, a área de lazer para nossos associados, com campo de futebol, quadra de tênis, poliesportivas, academia e quiosque para churrasco.”

O parque aquático e o destino, afirma Noronha, vêm se desenvolvendo há anos de forma consistente. “Desde 2016, vínhamos crescendo uma média de 10% ao ano e imagino que o turismo em Olímpia tenha acompanhado esse patamar, já que o parque foi, desde o início, o propulsor do turismo na região”, diz o executivo do Thermas (inteira a partir de R$ 100, criança de 1 a 6 anos desde R$ 20). “Devido à pandemia, tivemos que fechar muitas vezes. Atualmente, somos o parque aquático mais visitado da América Latina, e Olímpia é a segunda maior rede hoteleira do Estado de São Paulo, só perdendo para a capital, e a quinta maior do Brasil”, destaca.

Mais hotéis em Olímpia inaugurados

No Hot Beach Parque & Resorts, além da expansão no parque para 2022, houve a inauguração de mais um resort em julho deste ano. O Hot Beach Suites, com 442 apartamentos, é o primeiro empreendimento no modelo de multipropriedade aberto pelo Grupo Ferrasa, proprietário do complexo. Nesse sistema, pode-se comprar uma fração de uma unidade. As que têm área de 53 m² acomodam até seis pessoas, e as de 69 m², até oito.

Até 2023, a empresa inaugura outro no mesmo modelo: o Hot Beach You, de 800 habitações. O investimento no negócio incluiu até o lançamento do Hot Beach Residence Club, dedicado a cuidar de multipropriedade. “Com a ampliação, a gente vai poder atender até 12 mil pessoas por dia no parque”, conta Heber Garrido, diretor de Marketing e Vendas do Complexo Turístico Hot Beach Olímpia.

“Somos pioneiros em hospitalidade em Olímpia, e o conjunto integrado de parque aquático e resorts traz segurança para o público”, diz o diretor do complexo, que já superou os números da pré-pandemia e cresceu 16% em julho de 2021, na comparação com o mesmo mês de 2019. A diária mais em conta entre os hotéis do Hot Beach (hotbeach.com.br) sai por R$ 625, no Celebration Resort, em apartamento duplo, com café e acesso ao parque.

Segmento de multipropriedade em expansão

As inaugurações em Olímpia e a aposta em multipropriedade não param. Neste segundo semestre, abriu lá o maior resort do Brasil no total de quartos, o Solar das Águas Park Resort. Com gestão hoteleira da Enjoy, é o maior empreendimento do País em multipropriedade. São quatro torres de 17 andares, com unidades mobiliadas de até 77 m². Com 1 mil suítes, sendo 250 para até sete pessoas, ele pode receber até 6 mil hóspedes.

“O Enjoy Solar das Águas estava sendo construído há três anos, e a sua inauguração foi adiada pela pandemia. Aproveitamos o começo do segundo semestre para abrir por vários motivos: a vacinação no Estado de São Paulo e o aumento de viagens de carro, pois Olímpia permite tal roteiro, com estradas ótimas e bem sinalizadas”, diz Perla Fernandes, diretora de Marketing e Vendas da Enjoy Hotéis & Resorts.

No segundo semestre de 2021, a empresa registrou aumento nas reservas não só para o Solar das Águas, mas também em seu outro empreendimento, o Enjoy Olímpia Park Resort – as diárias no grupo saem desde R$ 520 para dois adultos, com café; duas crianças de até 12 anos são cortesia e ganham ingressos de um dia para o Thermas dos Laranjais e para o Vale dos Dinossauros. “Temos a expectativa de ter melhores resultados com o lançamento do Solar. A meta para o fim de 2021 é de 60% de ocupação média. A cidade é um fenômeno”, ressalta Perla.

Esse sucesso de público atraiu mais redes. Na pandemia, a Accor abriu o Thermas de Olímpia Resorts By Mercure. Globalmente, é o primeiro hotel da empresa a receber a designação By Mercure, criada para que donos de hotéis independentes incorporarem a marca à sua propriedade. A Accor não informou um valor mínimo da hospedagem porque, segundo a empresa, a tarifa é flutuante. Uma pesquisa no site mercure.accor.com resultou no preço a partir de R$ 366 com café da manhã, para dois adultos ficarem de 9 para 10 de novembro no empreendimento de Olímpia. Em 2019, a maior franquia hoteleira do mundo já tinha chegado ao destino paulista, com o gigante Wyndham Olímpia Royal Hotels. São 960 quartos e 11 piscinas – diárias a partir de R$ 780 para duas pessoas, com pensão completa e cortesia de duas crianças de até 12 anos acomodadas no mesmo apartamento dos responsáveis.

Distritos fomentam turismo em São Paulo

A ideia de distritos turísticos é inspirada em conceitos como os do complexo da Disney, na americana Orlando, e de Cancún, no México. “A Disney tem tratamento diferenciado, com plano diretor que impede a localização de empreendimentos que conflitem com a vocação turística”, explica o secretário de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo, Vinicius Lummertz. Isso impede que no distrito seja instalada, por exemplo, uma fábrica.

Para se tornar um distrito turístico, classificação instituída pela Lei nº 17.374/2021, o destino tem de apresentar um plano diretor de turismo e ser capaz de crescer de forma consistente, expandindo a infraestrutura e as atrações. Em Olímpia, por exemplo, a rede hoteleira deve passar de 25 mil para 34 mil leitos. A gestão do distrito é compartilhada entre iniciativa privada, município e Estado.

Olímpia saiu na frente; em seguida, Serra Azul. Agora um terceiro distrito turístico vem sendo considerado no Vale do Ribeira, com vocação ecológica. Outras áreas do Estado reúnem características para se enquadrar no conceito de distrito turístico, seja por cultura, história, meio ambiente ou lazer.

O distrito turístico indica a localização no nome, porém não necessariamente ocupa o município todo (em Olímpia, se concentra no trecho de parques e hotéis) e pode ser formado também pela junção de pedaços de várias cidades. “São diferentes modelos no mundo. O que estamos implementando em São Paulo é uma lei, que cria espaços para o setor e que precisam ser propostos pelos interessados. Tem de ser um polígono que tenha capacidade para desenvolver o turismo, responsável por 10% dos empregos e do PIB no mundo.”

A criação dos distritos turísticos é um ponto central na estratégia do governo paulista. “A indústria automatiza e o agrobusiness mecaniza, a geração de postos de trabalho é nos serviços”, diz Lummertz. “No turismo, a tecnologia gera emprego. Democratiza, baixa custos relativos e abre oportunidade para muitos.”

Todo esse know-how em destino de diversão que Olímpia tem pode começar a ser exportado para diferentes lugares. “Outro projeto é a criação de um centro tecnológico de parques em Olímpia, que seria um distrito industrial em que empresas entrariam para desenvolver projetos específicos de atrações para a área de turismo e parque aquático. Algo que não existe no Brasil, mas que veio da nossa experiência em desenvolver e patentear as próprias atrações, como a Montanha Russa Aquática e o Rio Selvagem”, conta Noronha, do Thermas dos Laranjais.

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