Adriana Moreira
Grande variedade de atrações garantem diversão para todas as idades Adriana Moreira

Grande variedade de atrações garantem diversão para todas as idades Adriana Moreira

Olímpia: testamos os dois parques termais da cidade e contamos as diferenças

Com águas naturalmente aquecidas, Thermas dos Laranjais e Hot Beach Olímpia têm estilos diferentes. Descubra por que a cidade não para de crescer e ganha novidades em ritmo acelerado

Adriana Moreira  e Mônica Nobrega , O Estado de S.Paulo

Atualizado

Grande variedade de atrações garantem diversão para todas as idades Adriana Moreira

Dá para chamar de oásis. No meio da secura e do calorão do extremo norte do Estado de São Paulo, uma típica cidadezinha interiorana desponta com água em abundância. A pequena Olímpia, com 54 mil habitantes, é atualmente uma gigante no turismo: recebeu, no ano passado, 2,2 milhões de visitantes, atraídos pelos dois parques aquáticos que aproveitam águas naturalmente aquecidas, descobertas nos anos de 1950, durante tentativas de achar petróleo. 

Olímpia é a cidade paulista onde o turismo mais cresce em importância econômica. Segundo a prefeitura, mais de 65% da economia do município está atrelada ao turismo – essa proporção era da ordem de 40% em 2016. A hotelaria tem papel decisivo nesse movimento. Os três hotéis mais novos têm juntos 1.840 quartos – o Wyndham Olímpia Royal foi inaugurado há apenas duas semanas; abertos em 2018, o Hot Beach Resort dá acesso direto ao parque aquático Hot Beach e o Enjoy Olímpia Park está a uma faixa de pedestre de distância do estacionamento e da portaria do Thermas dos Laranjais.

Segundo a prefeitura, os novos hotéis aumentaram em 80% o número de leitos em Olímpia: de 9.906 para 17.742. E há mais inaugurações previstas. Duas torres em fase de conclusão do Enjoy Olímpia Park e outro resort do mesmo grupo, o Solar das Águas, com entrega prevista para 2020. Além do Hot Beach Suites, que vai se juntar às outras três opções de hospedagem do grupo Hot Beach – a previsão é que esteja pronto em março.

Início

Foi com o Thermas dos Laranjais que essa história toda começou. O parque foi inaugurado em 1987 como um clube para moradores, que compravam títulos de sócios para aproveitar as águas quentes naturais, que brotam a uma temperatura entre 32 a 48 graus. Foi aberto ao público em 2001, com a venda de ingressos de um dia. 

Em 2014, Olímpia recebeu a classificação de Estância Turística pelo governo do Estado de São Paulo. Em 2016, a cidade aprovou um Plano Diretor de Desenvolvimento Turístico, com estratégias voltadas ao setor e que abriu caminho para a criação da zona que começa a ser conhecida como Vale do Turismo. É onde ficam os dois parques aquáticos, separados entre si por menos de 3 quilômetros.

Novidades

Já nas próximas férias, outra novidade chega para aumentar a lista de atrações de Olímpia. O Vale dos Dinossauros, parque temático nos arredores do Hot Beach que terá figuras animatrônicas e simuladores, abre em junho. É uma parceria do grupo empresarial Natos, responsável pelos resorts Enjoy Olímpia Park e Solar das Águas, e o Dreams Entertainment Group, dono do Vale dos Dinossauros de Foz do Iguaçu e dos museus de cera de Gramado e Aparecida. 

Um museu de cera e a atração ligada a carros Harley Motor Show também estão previstos, na parceria, para junho de 2020. “O que pretendemos é oferecer ao turista mais opções de lazer para se divertir quando não estiver nos parques”, disse o CEO do grupo Natos, Rafael Almeida. 

Também no horizonte, mas ainda sem data divulgada, está a abertura de um outlet à moda dos americanos, com 75 lojas. 

Dois eventos movimentam o segundo semestre deste ano em Olímpia. De 16 a 22 de setembro, a cidade recebe o Torneio Internacional de Tênis e, de 16 a 20 de outubro, o Torneio Sul-Americano de Clubes de Beach Soccer. Ambos gratuitos. 

Todas essas novidades devem continuar aumentando o interesse dos turistas por Olímpia, cidade que apareceu na lista do Viagem como candidata a melhor destino turístico para se visitar em 2018 e 2019. De bate-volta para moradores da região na época em que o Thermas foi aberto ao público, Olímpia chegou a uma média de 3,5 pernoites por turista, em 2018 – 79% dos visitantes ficam de três a quatro noites. 

Testamos os dois parques aquáticos e dois dos novos hotéis da cidade – o Enjoy Olímpia Park e o Hot Beach Resort – e fizemos isso levando crianças de idades variadas. As dicas de como se programar para mergulhar na diversão você encontra nesta reportagem.

 

ANTES DE IR

Como chegar: de São Paulo, são cerca de 5h de viagem de carro. Outra opção é voar até São José do Rio Preto – de lá, são mais 45 minutos. 

 

Clima: o sol brilha o ano todo; a partir de maio, faz frio à noite, mas as temperaturas passam dos 25 graus durante o dia. O verão é a estação mais chuvosa. 

Na estrada: programamos duas paradas na ida e na volta. Na ida, faltou uma para o banheiro (há um longo trecho sem postos no fim da viagem, de quase 1 hora). A volta foi mais rápida; as crianças, cansadas, dormiram (se der, pare no posto Bambina, próximo a Araraquara, com curiosidades como um avião e o carro do Batman). Leve opções de entretenimento (tínhamos DVDs com filmes), biscoitos, balas e água – mas beba com moderação. Afinal, quanto mais água, mais paradas para banheiro.

 

Dicas: você já sabe do kit protetor, chapéu, óculos, etc. Mas uma capinha plástica impermeável para levar o celular nas atrações aquáticas será importante (só não pode descer com ele no tobogã).

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Hot Beach: para relaxar, sem frio na barriga

Com águas sempre quentinhas, o parque aquático Hot Beach Olímpia é ideal para famílias com crianças pequenas

Adriana Moreira, O Estado de S.Paulo

07 de maio de 2019 | 03h50

Nosso grupo, composto por duas mulheres e duas crianças (Letícia, de 7 anos, e Mateus, de 11), saiu de São Paulo em uma sexta-feira, com o dia amanhecendo. A ideia era parar para tomar café da manhã na estrada e chegar a Olímpia na hora do almoço para aproveitar o primeiro dia no Hot Beach ao máximo. Afinal, voltaríamos já no domingo, depois do almoço.

O sol brilhava forte, os estômagos roncavam e passamos no quarto apenas para colocar a roupa de banho e deixar as malas. Assim, fomos direto almoçar no Hot Beach.

Comidinhas

São muitas opções de comidinhas no Hot Beach. Há quiosque de sorvete, pipoca e água de coco, bar molhado, hamburgueria e um bar com lounge exclusivo, mas naquele dia precisávamos de comida de verdade. Optamos pelo restaurante principal, que funciona em sistema de bufê a quilo, com salada, batata frita, massa, arroz e feijão e uma área com churrasco. Simples, gostoso e ótimo para matar a fome antes de cair n’água. 

Atrações

Segundo explicou Sérgio Ney Padilha Garcia, diretor executivo do Grupo Ferrasa (que controla o complexo Hot Beach), o parque tem como público-alvo famílias, com crianças de até no máximo 12 anos. Sendo assim, não é um parque de adrenalina – há apenas duas atrações com mais emoção. De resto, sossego e tranquilidade para curtir com bebês, vovós e pessoas com mobilidade reduzida. 

As piscinas são rasas e confortáveis para as crianças (a maior profundidade é na piscina de ondas, que chega gradualmente a 1,60 m), deixando as crianças à vontade para correr de um lado para outro. Há uma ampla área de brinquedões, com alguns tobogãs mais baixos mas que adultos também podem frequentar, e espaços só para os pequenininhos. A água está sempre quentinha.

Próximo da piscina com ondas, há uma faixa de areia com espreguiçadeiras e sombra em abundância. Foi ali, no Ebaa River (o rio de correnteza que cruza o parque) e na área dos tobogãs maiores que passamos a maior parte do tempo.

Emoção

 

O Irado é o único tobogã mais alto (tem 24 metros), e conta com quatro opções de descida (quando fomos, só duas estavam liberadas, com ou sem boia). Oferece emoção na medida certa, ótimo para voltar muitas e muitas vezes (como fizemos). A altura mínima é de 1,20 m – o suficiente para Letícia.

O mais radical mesmo é o Poty Pipe, um escorregador em forma de “U”, para ir em dupla (quem está sozinho pode ir com um funcionário do parque). Letícia e sua mãe foram as corajosas do nosso grupo; eu e Mateus refugamos na hora de descer. “Foi legal, mas nesse eu não volto não”, disse minha amiga Márcia.

A piscina de ondas também tem sua dose de emoção. É divertido ver: quando soa o apito, sinalizando que as ondas vão começar, as pessoas vêm de toda parte carregando boias. Conselho: suba na sua antes de as ondas começarem – depois, vai ser difícil não tomar um caldo (eu tomei vários).

Estrutura e segurança

Naquele fim de semana de fevereiro o parque não estava com a lotação máxima (8 mil pessoas) – cheio sim, mas nada que comprometesse aproveitar as atrações. Há armários para locação (R$ 20) em áreas diferentes do parque, mas decidimos não alugar. Afinal, não levamos dinheiro – quem se hospeda no Hot Beach Resort coloca as despesas numa pulseira eletrônica (e quem não se hospeda também usa a pulseira para os gastos e paga tudo na saída). Na maioria das vezes, levávamos os celulares conosco para tirar fotos.

Como Letícia tinha altura suficiente até para o Ebaa River, ela e Mateus circularam sozinhos pelo parque muitas vezes. Claro, se eles queriam ir para a área dos tobogãs maiores, nos mudávamos para lá; se queriam ficar na praia de areia ou nos brinquedões, mudávamos de novo (o parque não é tão grande). Mas nos sentimos seguras para deixá-los à vontade – e também relaxar. Mateus ralou o dedo do pé na piscina de ondas e ainda estava na beirada, olhando o machucado, quando o salva-vidas (eles estão espalhados por todo parque) ofereceu antisséptico e band-aid.

Há monitores preparando brincadeiras o tempo todo, e banheiros exclusivos para as crianças. A limpeza não deixou a desejar. 

RAIO X

Atrações: Inaugurado em 2017, o parque ocupa uma área de 80 mil metros quadrados. A ideia do empreendimento é se manter um parque pequeno e não expandir demais – entre piscinas e tobogãs, há oito atrações.  

 

Público: Famílias com crianças de até 12 anos. Há apenas duas atrações com um pouco mais de emoção, o tobogã Irado, com quatro opções de descida, e o Poty Pipe, em forma de “U”. 

 

Quanto tempo de visita? Em um dia é possível curtir todo o parque, sem correria. A proposta é mesmo fazer tudo em um ritmo mais lento, de relax. 

Horários e preços: Das 9h às 18h, diariamente; fecha às segundas (exceto em feriados). Crianças até 6 anos não pagam ingresso; até 12 anos, paga-se o valor da meia entrada – estudantes e pessoas acima de 60 anos também têm direito ao ingresso (a partir de 

R$ 45 para um dia). Acima de 12 anos, paga-se R$ 90.

Site: hotbeach.com.br

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Thermas dos Laranjais: emoção, adrenalina e mais

Com 55 atrações, o parque aquático Thermas dos Laranjais, em Olímpia, tem diversão para todas as faixas etárias

Mônica Nóbrega, O Estado de S.Paulo

07 de maio de 2019 | 03h50

Ao entrar no Thermas dos Laranjais, o visitante dá de cara com a Bolha Gigante, uma atração inflável de mais de 3 metros de altura que se escala com ajuda de cordas e pela qual você desce escorregando ou quicando, como preferir ou conseguir, até a piscina. A brincadeira é uma delícia de participar e hipnótica de assistir. Daí que, mal entrou, você já gasta uns bons minutos aqui.

Com 2,2 milhões de visitantes anuais, o Thermas dos Laranjais foi o terceiro parque aquático mais visitado do mundo em 2018, segundo levantamento da associação internacional do setor Themed Entertainment Association. Fomos em família. Eu estava acompanhada de duas crianças, de 8 e 2 anos, mais o avô e a avó dos pequenos. 

Chegada

Era um sábado quente de abril. Não havia filas nas bilheterias (você pode comprar ingressos com antecedência, no site). A lotação máxima é de 15 a 20 mil pessoas por dia, segundo o vice-presidente do parque, Jorge Noronha. Habitués nos contaram ao longo do dia que só chega a tanto nas férias de verão e feriados prolongados – no restante do ano, a regra é a tranquilidade que encontramos. 

A primeira providência é comprar o guarda-volumes (R$ 20, dos quais R$ 10 são ressarcidos na devolução da chave) e o cartão de consumo (desde R$ 5), para ser carregado com créditos em substituição ao dinheiro vivo, que não é aceito. Pagamentos em cartões de crédito e débito dispensam o cartão de consumo. 

Conservação

O parque está bonito e muito bem cuidado. Você deixa toda a roupa e os chinelos no guarda-volumes e, como passa o dia andando de pés descalços, agradece pela limpeza impecável em toda parte, inclusive dos banheiros – nem deu nojinho de entrar neles pisando direto no chão.

Nos 300 mil metros quadrados de área total, você vai andar bastante. Mas, graças às árvores, aos trechos em que há coberturas translúcidas e às próprias áreas molhadas, toda caminhada tem sombra e frescor suficientes. 

Brinquedos

 

São, hoje, 55 atrações – um dia é pouco. Até porque pressa não combina com água quentinha relaxante. As opções são bem distribuídas entre as faixas etárias. Toboágua, por exemplo, tem para todo mundo, dos pequenininhos aos adolescentes e adultos mais adeptos das fortes emoções. A altura determina quem pode ir em qual brinquedo – a partir de 1,20, abre-se um mundo. O site do parque tem as indicações de cada atração. 

Na minha turminha, a bebê de 2 anos logo se encantou pelo Clube das Crianças, um playground aquático de 3.100 metros quadrados, tudo raso, cheio de chafarizes, baldões e toboáguas tranquilos. Atenção: o uso de boia de braço é obrigatório no parque todo para crianças de até 6 anos. Peça as suas na entrada: elas estão incluídas no ingresso. Para essa mesma faixa etária, o parque inaugura em 2020 o Lago Encantado, que será um jardim de atrações em uma grande piscina. 

Enquanto isso, o menino de 8 anos mal via a hora de seguir para a Montanha-russa Aquática, inaugurada em setembro de 2017. 

Foi o único brinquedo que nos fez esperar na fila, por 1h20. Entramos em um carrinho inflável para duas pessoas que percorre subidas, curvas e quedas em alta velocidade, por 370 metros. São vários momentos de gritos, frio na barriga e gargalhadas. 

Os toboáguas mais novos são os do complexo Lendário, inaugurado em março. Do colorido conjunto de cinco pistas saem gritos de medo e empolgação, ouvidos entre curvas, retas e descidas íngremes. Sua supremacia, no entanto, logo será suplantada. O vice-presidente e arquiteto responsável por novas atrações Jorge Noronha disse que já existe projeto de um conjunto de toboáguas ainda maiores e com experiências mais diversificadas. 

O Rio Selvagem é um rafting em um barco circular, mais de chacoalhões divertidos que de frio na barriga. Já o Rio Tranquilo fornece correnteza para deitar na boia, relaxar e observar. Durante o percurso é possível ver a pista de surf, aonde quase todo mundo chega cheio de determinação e sai depois de um caldo memorável. 

O brinquedo que repetimos até perder as contas foi a Asa Delta. A pista tem 18 metros de altura, e a descida, numa boia dupla, inclui uma alucinante queda inicial, um ir e vir até a boia perder impulso e uma descida final num toboágua.

Fome, sede

Nos intervalos para lanchinhos, seguíamos para alguma das mesinhas “pé na areia” das duas praias artificiais – com ondas. Com direito a quiosques que vendem sanduíche, pizza, batata frita, sorvete, açaí. Para refeições completas, o Brazilian Restaurant vende pratos feitos, o Dragão Oriental serve bufê por quilo e o Oasis, pratos executivos. 

Nas praias, várias barraquinhas vendem drinques alcoólicos e cerveja. Mas para quem não quiser sair de dentro d’água, o Thermas tem dois bares molhados: um dentro da piscina Hula Hula, perto do playground, e outro, Aquarius, em frente à Asa Delta. 

RAIO X

Atrações: O maior, mais antigo e mais visitado parque de Olímpia tem, hoje, 55 atrações. 

Público: Todas as idades; há várias atrações radicais. 

Quanto tempo de visita? Dois dias para curtir tudo. 

Infraestrutura: Restaurantes e muitos quiosques de alimentação. Os cinco complexos de banheiros e vestiários são grandes e limpos, mas não ficam muito perto das atrações. Caminha-se alguns minutos para chegar a eles. 

Horários e preços: Das 8h às 20h, mas quase todos os brinquedos fecham às 18h. O ingresso custa R$ 100 de segunda a sexta-feira, R$ 120 aos sábados e domingos e R$ 140 em feriados. Há meia entrada para crianças de 7 a 12 anos, estudantes, pessoas acima de 60 anos, professores do ensino público paulista, jovens de 15 a 29 anos de baixa renda (comprovada pelo ID Jovem) e pessoas com deficiência. Crianças de 1 a 6 anos pagam R$ 10. Nos meses de maio, junho e agosto, há desconto: ingressos a R$ 80. 

 

Site: termas.com.br

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Onde ficamos: praticidade com parque no 'quintal'

Com acesso direto ao parque de mesmo nome, Hot Beach Resort é uma boa opção para quem tem crianças pequenas

Adriana Moreira, O Estado de S.Paulo

07 de maio de 2019 | 03h50

Para quem tem crianças pequenas, se hospedar no Hot Beach Resort tem boas vantagens. A principal delas é o acesso direto ao parque, além da liberdade de usufruir das instalações durante todos os dias de hospedagem. 

Controle

Todos da família acima de 7 anos ganham uma pulseira eletrônica que dá acesso ao parque e onde são colocadas as despesas extras. As das crianças eram usadas só pra entrar e ficavam guardadas até a hora de ir embora. 

Toalhas

No check-in, os hóspedes recebem também um cartão para trocar por toalhas de piscina. Ao fim da estada, é preciso devolvê-las na recepção – cada toalha extra ou não devolvida custa mais R$ 5. Fiquei dividida com relação a essa regra. Acho justo haver um controle para coibir exageros, mas deveria ser permitido trocar as tolhas de piscina a cada 2 ou 3 dias.

Quarto

 

Os quartos do Hot Beach são todos iguais, com uma varanda espaçosa. Mudam os móveis: cama king size para dois ou, para famílias, quartos com uma cama de casal e duas de solteiro ou duas de casal.

O banheiro fica na área do closet, com duas pias do lado de fora e vaso e chuveiro separados por uma porta de vidro fosco. Esta, aliás, é minha única crítica. Não dá para supor que todas as pessoas que dividem o quarto se sentem à vontade por ter à vista sua silhueta sentada no vaso enquanto o resto dos ocupantes escova os dentes na pia do lado de fora. 

Lazer

Além das piscinas do Hot Beach, o hotel tem uma ampla piscina com jacuzzi (uma parte é coberta), para onde todo mundo vai quando o parque fecha as portas, às 18h. Os garçons trazem os drinques na piscina, em lindas taças de plástico – há opções sem álcool, feitas com suco, refrigerante e suco, que fizeram o maior sucesso entre as crianças. Há uma área kids e outra com jogos e videogames, além de monitores para recreação e um parquinho com balanços e escorregador. 

Refeições

As reservas podem ser com meia pensão (diária a partir de R$ 810,05 para um casal com duas crianças até 12 anos) ou pensão completa (R$ 922,25). Quem compra pensão completa almoça no dia do check-out, mas não no do check-in. As opções são fartas e de boa qualidade nas três refeições, com estações de massa ou tapioca e churrasco, sobremesas, frutas, saladas e sopas. Fizeram falta sucos naturais no café da manhã. Há uma copa com micro-ondas, fogão e pia, frutas, leite, achocolatado... 

Promoção

A oferta pague duas diárias, fique três vale até 30 de junho. 

Site: hotbeach.com.br

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Onde ficamos: espaçoso e com ambiente familiar

Complexo de piscinas e proximidade com o Thermas dos Laranjais são destaques do Enjoy Olímpia Park Resort

Mônica Nóbrega, O Estado de S.Paulo

07 de maio de 2019 | 03h50

Pela arquitetura básica, a estrutura em torres e o bege-padrão que domina a pintura dos prédios, o Enjoy Olímpia Park Resort parece um condomínio popular. O hotel, inaugurado em maio de 2018, é um dos maiores da cidade. E tem um diferencial de respeito: está na porta do parque Thermas dos Laranjais

Clima

É um hotel familiar. Tem 456 apartamentos em duas torres inauguradas – outras duas ficam prontas até o fim do ano e vão dobrar o número de unidades. Parte dos apartamentos são vendidos em sistema de multipropriedade – até 26 famílias proprietárias por unidade – o que faz muita gente se sentir bem à vontade, em casa mesmo. O grupo está em pleno esforço para vender também os apartamentos de seu novo resort, o Solar das Águas – e o assédio dos vendedores, enquanto estive lá, foi constante e invasivo, com perguntas até sobre a renda dos hóspedes. 

Quarto

São três categorias com capacidade para 4 a 7 pessoas, todos com um ou dois dormitórios, sala, cozinha e varanda. O meu, a Suíte Superior III, no 16º andar, para 7 ocupantes, tinha ainda dois banheiros. Meu grupinho de cinco se acomodou assim: vovó na cama de casal com a bebê de 2 anos, vovô no sofá-cama duplo da sala com o neto de 8, porque ambos queriam ver TV antes de dormir, e eu, sozinha no outro quarto, com duas camas de solteiro. Nesta categoria, a diária custa R$ 697 (com café da manhã) a R$ 917 (pensão completa) para ocupação total. Suíte Luxo I, desde R$ 557; e Suíte Luxo II, desde R$ 657. 

Comidas e bebidas

O restaurante é um bufê com 540 lugares, pouco para os horários de pico, o miolo do café da manhã, entre 8h30 e 9h30, e o do jantar, das 20h às 21h30. No almoço, incluído nos pacotes com pensão completa, fica quase deserto. 

O serviço é rápido e afinado: nunca esperamos mais de 5 minutos para conseguir uma cadeira de bebê, por exemplo. A comida é surpreendentemente fresca, variada e gostosa para um restaurante desta dimensão. Há muita variedade – inclusive pizzas e massas feitas na hora – e a reposição é veloz. 

Sucos artificiais servidos em máquinas durante as refeições deixam a desejar na qualidade. Os dois bares, da piscina e da recepção, servem drinques convencionais corretos, cervejas (até R$ 9 a lata) e refrigerantes comuns do mercado nacional.

Lazer

Sem dúvida, o enorme complexo de piscinas é o destaque do resort. Lindo e confortável, ocupa todo o espaço do deque central que corta o terreno da frente até o fundo. Três piscinas, duas jacuzzis e cascata alternam águas mais e menos aquecidas. Há playgrounds molhado e seco. 

O resort vai inaugurar sauna, spa e um restaurante de grelhados. Por enquanto, há sala de cinema – improvisada com cadeiras de plástico – lounge, salão de jogos e um minishopping anexo, o Villa Mall, aberto para a rua, com bar de cerveja artesanal, sorvete regional e restaurantes de fast-food. Um espaço gostoso. 

Site: enjoyhoteis.com.br

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