Mônica Nóbrega/AE
Mônica Nóbrega/AE

Olinda depois da folia

Começo. Foliões convictos considerarão a afirmação uma heresia. A quarta-feira de cinzas em Olinda tem jeito de começo - e não de fim. O dia que encerra o carnaval também marca o início do período mais agradável para se conhecer a cidade, quando as multidões deixaram as ruas do centro histórico e não existe mais o risco de um bloco qualquer servir como barreira intransponível entre você e a próxima esquina.

O Estado de S.Paulo

02 Março 2010 | 02h28

Patrimônio. Nomeada Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco em 1982, a Cidade Alta, como é conhecida a parte mais antiga, conserva o traçado urbano da época de sua fundação, em 1535. Construções coloniais transformadas em pousadas e oficinas de artesãos se espalham pelas ladeiras de paralelepípedo.

Esforço. Não se descobre Olinda sem bastante disposição para caminhar. A lista de lugares a visitar é extensa e as subidas e descidas, bastante puxadas.

Dentre as 19 igrejas, a São Bento se destaca por guardar o exemplo mais expressivo da arte barroca da região: um altar de 14 metros de altura que já foi exposto até no Guggenheim de Nova York. O mosteiro anexo (Rua de São Bento, s/nº) abrigou a primeira escola de Direito do País, onde estudaram Castro Alves, José de Alencar e Rui Barbosa. Diariamente, às 10 horas, há apresentação de canto gregoriano.

Panorâmica. Para uma vista panorâmica desde a Cidade Alta até o oceano, incluindo a silhueta de Recife, suba ao Alto da Sé. Vencida a íngreme Ladeira da Misericórdia, acomode-se em uma das barraquinhas de tapioca para descansar e saborear o quitute (entre R$ 3 e R$ 5).

Viagem na internet

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