Juliana Diógenes/Estadão
Juliana Diógenes/Estadão

Onde comer e dormir em Brumadinho

No centro de Brumadinho, uma rua principal conecta pousadas e restaurantes, além do mercado, da praça e do bar (apelidado de Pior Boteco do Mundo). Poucos moram no distrito, e todos se cumprimentam como se fossem membros de uma família grande. Angela Aparecida da Cruz Maia, de 47 anos, é um desses patrimônios culturais da cidade. Todo fim de semana, a quitandeira de sorriso tímido vende pães, bolos, broas, biscoitos e rosquinhas em uma simpática feirinha na Praça São Sebastião, ponto de encontro de moradores. 

Juliana Diógenes, BRUMADINHO

10 Janeiro 2017 | 04h55

Quitanda, explica ela, é como o povo da roça chama esse conjunto de comidas que ornam com café. O bolo de mexerica de Angela, com pedacinhos de fruta misturados à massa, é o carro-chefe. E não se acanhe mais do que a Ângela: caso queira a receita para testar em casa, peça e terá. A quitandeira não vê problema em dar todos os detalhes do preparo. 

Tudo na mesa dela custa R$ 10. Além de pousadas, tem clientes fixos que marcam presença na praça. “Só fiz um curso de profissionalização para aprender a cozinhar doce de leite com geleia de maracujá. O resto fui aprendendo mesmo com a vida. A gente vai testando as receitas”, conta. Além do bolo de Ângela, a feirinha é repleta de outros quitutes mineiros, ideais para levar de presente.

Na diagonal da praça, o “Pior Boteco do Mundo” abriga no máximo quatro mesas por vez. Dizem que o apelido surgiu porque Serginho Coutinho, o dono, fechava o bar de repente, quando bem entendia. O novo nome colou e, na porta do local, uma placa ostenta o título, com orgulho.

Mas se você estiver em busca de uma refeição mas substanciosa, um ponto obrigatório é o sofisticado almoço mineiro do Restaurante Abóbora (facebook. com/aboborarestaurante). Não saia sem tomar ao menos um drinque preparado por Antonio Carlos Caldeira. Ao lado da mulher, Carmelita Chaves, eles tocam o negócio desde 2010. Cravado na margem de um riacho, o sobrado de portão cor-de-abóbora dá as boas-vindas com flores roxas de flamboyants. 

O lugar é também um ponto de parada Harley Davidson, ideia de Antonio, alucinado por tudo da marca. Ele também é fã da saga Star Wars e de Halloween (por isso o nome Abóbora), temática de decoração do lugar. 

Antônio, que se define como “meio mágico, meio alquimista”, inventou quase todas as combinações encontradas ali: chocolate amargo com morango, melancia com menta e limão siciliano, manga ou tangerina com pimenta rosa... De um pé de manjericão na pia puxa umas folhinhas aqui e acolá, amassa um pouco com a ponta dos dedos e joga nos copos. O preço, de R$ 17 a R$ 22, varia de acordo com o álcool base escolhido (vodca, saquê ou cachaça). Como mineiro da gema, Antônio é chegado a uma conversa: puxe um banquinho e aproveite.

Enquanto beberica, peça uma costelinha de porco marinada na goiabada (R$ 65,90 para duas pessoas). Ou, talvez, um costelão de boi besuntado em cerveja preta (R$ 39 para uma pessoa). Depois da comilança, deitar no redário é uma ótima recompensa.

Hora de dormir. Enquanto o hotel que está sendo construído dentro do Inhotim não fica pronto (serão 44 bangalôs, em parceria com o luxuoso hotel Txai), quem visita o instituto normalmente se hospeda em Brumadinho. Escolher uma pousada que tenha restaurante facilita, já que as distâncias são grandes e você vai precisar de carro para os deslocamentos. Ficamos na Vista da Serra, na entrada da cidade, que exala tranquilidade e romantismo. O café da manhã recheado de opções típicas de Minas Gerais é o ponto alto. As diárias, que incluem o café colonial e chá da tarde, começam em R$ 285; vistadaserra.com.br

A Nossa Fazendinha tem chalés para casal ou para famílias e restaurante de comida típica, também aberto a não hóspedes. As diárias para casal vão de R$ 290 a R$ 390, com direito a café da manhã e acesso à área de lazer que inclui piscina, lago para pescar, contato com animais como cavalos e vacas; o quarto para quatro pessoas sai por R$ 480.

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