Serjão Carvalho/Estadão
Serjão Carvalho/Estadão

Onde ficamos: Txai Resorts, hospedagem pé na areia em Itacaré

Isolado na praia de Itacarezinho, é um dos resorts mais bonitos do Nordeste

Mônica Nobrega, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2019 | 04h30

Peixe do dia grelhado com camarões, acompanhado de arroz de coco queimado e legumes. Antes do prato, um copo de suco de cacau porque, afinal de contas, aqui é sul da Bahia, a gente chega morrendo de vontade de entrar no clima e o restaurante Praia, do Txai Resorts, faz muito bem esse papel de acolhimento e boas-vindas.

Literalmente pé na areia, com bangalôs espalhados por um gramado cheio de coqueiros, o Txai é sem dúvida um dos resorts de praia mais bonitos e mais gostosos do Nordeste. Isolado na praia de Itacarezinho, além dele só mesmo o restaurante que leva o nome da praia. O resto é deserto. O centrinho de Itacaré está a 18 quilômetros. Em lotação máxima, acomoda 160 hóspedes, o que significa que o hotel nunca está tumultuado demais.

Meu quarto era um bangalô de 60 metros quadrados a poucos passos do mar, suspenso num deque de madeira, com chuveiro externo. Eu tinha uma varanda só minha onde deitava depois do jantar para olhar as estrelas. Por respeito às tartarugas marinhas que desovam por ali, o hotel acende o mínimo de luzes quando anoitece, e sugere aos hóspedes que usem o celular como lanterna para se deslocar. A escuridão é muito bem-vinda.

Outras categorias de bangalôs ficam no alto da colina, em ponto mais alto do resort. É onde está também o bonito spa Shamash, que tem salas de massagem e piscina com vista para o mar. Fiz a vigorosa massagem Shamash, que inclui técnicas de ayurveda.

 

Durante o dia, os hóspedes se dividem entre a praia e duas piscinas, ou saem para passeios que são vendidos dentro do próprio hotel, operados pela agência local Bicho do Mato (o contato por Whatsapp é 73-99983-2233, mas se pedir no hotel, eles mesmos cuidam do agendamento). Também como opção para passear, além do Txaitaruga, há a visita a produtores de alimentos orgânicos que fornecem a comida servida no hotel, no âmbito do projeto Companheiros do Txai – que oferece orientação técnica e compra garantida a pequenos sitiantes das comunidades do entorno. 

No fim de tarde, um barman prepara drinques e serve bebidas na Sala de Estar Norte, que é um casarão principal cheio de sofás para se jogar. Em frente está o restaurante Orixás, onde é servido o jantar. É à la carte, sim, mas sem nenhuma cerimônia que destoe do clima praiano: jantei de vestido fresquinho e chinelo todas as noites, mesmo figurino das outras hóspedes e das próprias funcionárias do hotel. O calor é respeitável, e o Txai (ainda bem) não impõe roupa formal ao seu staff.

 

A cozinha usa ingredientes e receitas da Bahia, como é de se esperar – e comemorar. Escondidinho de carne de sol com purê de abóbora e badejo com nhoque de banana-da-terra foram alguns dos bons pratos que experimentei. O custo por prato vai de R$ 80 a R$ 150, em média, sendo que os mais caros, como moquecas, são para duas pessoas. 

Ele, de novo. Além do suco no primeiro almoço, o cacau apareceu à mesa no café da manhã. Veio em forma de geleia (excelente), amêndoas torradas (que acompanham melhor a cerveja do que o café com leite) e pepitas (bolinhas de chocolate recheadas). 

Em bangalô na praia, como era o meu, a diária começa em R$ 1.131, para duas pessoas, com café da manhã, para reserva mínima de duas noites. Site: txairesorts.com.

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