Punit Paranjpe/Reuters
Punit Paranjpe/Reuters

Onde Lisboa encontra Shiva e Ganesh

Foi em dezembro de 1961, quando o exército indiano ocupou a região, que Goa deixou de ser colônia portuguesa (depois de quase 500 anos) para se tornar o 25.º Estado da Índia. Localizada à beira do Mar Arábico, com praias descobertas e disputadas pelos hippies nos anos 1960, mantém resquícios da dominação lusa por toda parte: na arquitetura, culinária, monumentos e modo de vida dos habitantes.

07 Maio 2012 | 19h13

 

No século 16, a cidade de Old Goa, às margens do Rio Mandovi, chegou a ter mais habitantes que Lisboa. Nessa época foram construídos os palacetes e as belas igrejas em estilo europeu que atraem os turistas. Destaque para a Catedral da Sé, a maior da região; a Igreja de São Caetano, inspirada na Basílica de São Pedro, no Vaticano; e a Basílica do Bom Jesus, onde estão os restos mortais de São Francisco Xavier – em dezembro, quando se comemora o aniversário de morte do santo, o local recebe milhares de fiéis do mundo todo.

 

A capital atual, Panaji, fica a 12 quilômetros de Old Goa. Ali, casarões em tons pastel lembram os de Lisboa, há outras igrejas que não fariam feio em Portugal, mas que exibem, aqui ou ali, uma imagem de Shiva ou Ganesh. Nos restaurantes, a cozinha do Oriente encontra a do Ocidente, com destaque para os pratos de bacalhau com temperos variados.

 

Hoje, o konkani e o marathi são os idiomas dominantes na região. Embora menos de 10% da população fale o português, ainda é possível se deparar com alguém, principalmente das gerações mais velhas, disposto a embarcar numa conversa com os turistas. A alegria dos locais é típica e alguns costumes sobrevivem: após o almoço, eles também respeitam a siesta, curiosamente chamada ali de susegad.

 

Para melhor curtir a região, vá entre novembro e março, quando quase não há chuvas e o clima fica mais ameno. Ameno, mas ainda assim faz calor. Para refrescar, explore todo o litoral. / BRUNA TIUSSU

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