CHRISTIAN STEMPER/TURISMO DE VIENA
CHRISTIAN STEMPER/TURISMO DE VIENA

Os mercados de Natal mais tradicionais da Europa

Tradicionais na Áustria desde o século 13, os mercados da época propõem descobertas ao ar livre em pleno inverno. Esfriou? Uma caneca de ‘punsch’, o vinho quente, resolve

Lilian Venturini, O Estado de S. Paulo

23 Dezembro 2014 | 02h00

Parece desnecessário apresentar mais um motivo para se conhecer Viena e Berlim. As referências imperiais de uma e as históricas de outra por si só já reuniriam motivos suficientes. Mas acrescente a elas milhares de luzes douradas e vermelhas, aromas de frutas, temperos, chocolates e descubra como o clima natalino pode dar outros contornos a essas cidades. Entre novembro e dezembro, os mercados de Natal enchem as ruas dessas capitais tão cosmopolitas de tradições e sabores típicos desta época do ano.

Falar em tradição não é mera força de expressão. Mercados de Natal (ou weihnachtsmärkte, em alemão) fazem parte do cotidiano de cidades da Alemanha desde o século 15. Na Áustria, registros históricos indicam que já existiam no século 13.

O hábito de levar barracas com comidas, bebidas, artesanato e, assim, atrair as pessoas para as ruas nos dias frios se consolidou no interior desses países – e também em outros cantos da Europa. Aos poucos, se espalharam também pelas capitais. 

Em Viena, nos últimos anos, quase 3,5 milhões de pessoas (cerca de 500 mil delas, vindas de outros países) visitaram o mercado instalado em frente à sede da prefeitura, o mais popular entre os mais de 20 da cidade. Nos fins de semana, os corredores que dividem as 150 barracas ficam lotados de gente em busca de presentes e enfeites para árvores, que aproveita para sorver canecas de punsch, o vinho quente austríaco – boa pedida para espantar o frio.

Do outro lado da fronteira. A pouco mais de 1 hora de avião de Viena (há opções de trem, mas as viagens duram em média 9 horas), ao menos 80 mercados de Natal também ocupam os principais bairros de Berlim. As opções se dividem entre os românticos (como o do Palácio de Charlottenburgh); os gigantescos (caso do Gendarmenmarkt); e os mercados-parques, que têm atrativos como rodas-gigantes, pista de patinação e até tobogã de gelo. Em comum, as construções históricas que, via de regra, rodeiam todos eles, e as deliciosas barracas de pães, salsichas e frutas caramelizadas.

A maioria dos mercados (tanto em Berlim quanto em Viena) funciona até dia 24 ou dia 1.º de janeiro – alguns só abrem de fim de semana. Caso não haja mais tempo para visitá-los este ano, só há uma solução: começar a se programar para um tour especial em 2015.

* A REPÓRTER VIAJOU A CONVITE DO TURISMO DE VIENA E DO VISIT BERLIN 

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