Bruna Toni|Estadão
Bruna Toni|Estadão

Oslo

Dias com cara de domingo

Bruna Toni, O Estado de S. Paulo

05 Maio 2015 | 03h00

OSLO - Oslo está longe de ter o típico clima de capital megalomaníaca – e conquista o turista justamente por isso. Com seu charme provinciano e, ao mesmo tempo, moderno, parece viver apenas longos domingos. Seus 640 mil habitantes, entre noruegueses e imigrantes (a maioria suecos, que ocupam postos de trabalho mais baratos) se espalham pelas partes planas e montanhosas que um dia foram território viking. 

O frio não espanta as pessoas de caminhar nos parques ou passear de bicicleta. Ao menos até as 22 horas, quando a luz do dia finalmente chega ao fim na primavera, o movimento de trabalhadores, estudantes e turistas é intenso nas ruas próximas à estação central de trem. Os carros, quase todos elétricos (a gasolina é cara e há uma política de preservação ambiental que inclui pontos na rua para recarregá-los), dividem espaço com as ciclovias, vermelhinhas como as nossas. Por quilômetros, elas acompanham as árvores retorcidas, ainda sem flores. 

À sua maneira, a cidade-sede do Prêmio Nobel da Paz está pronta para receber tipos variados de viajantes. A única coisa em comum que todos devem ter, porém, é um bolso cheio. Eleita a terceira cidade mais cara do mundo por uma agência ligada ao jornal The Economist (atrás de Cingapura e Paris), passar um dia lá não é barato – um café ou uma xícara de chá custa de 30 a 40 coroas (R$ 12 a R$ 16). Não faltarão, contudo, atrações – as principais delas estão abaixo

DESCUBRA A CAPITAL

Transporte: barcos fazem passeios pelos fiordes (boatsightseeing.com) e há ciclovias por toda parte (alugue bikes a 100 coroas ou R$ 38 por 24 horas; bysykler.no/oslo). O Oslo Pass dá direito a transporte por toda cidade desde (320 coroas ou R$ 126; oesta.do/ooslopass).

Munch e outros gênios: estar diante de O Grito e de outras obras do pintor Edvard Munch é um exercício de reflexão. No Museu Nacional, há ainda obras de Rodin e Cézanne. Ingressos a partir de 30 coroas (R$ 12) Mais: nasjonalmuseet.no. Visite ainda a casa do escritor Henrik Ibsen, onde funciona um museu: oesta.do/museuibsen.

Arte ao ar livre: parece mesmo haver em Oslo uma busca pelo sentido da vida, como se vê no Vigeland, o maior parque de esculturas do mundo, criadas por Gustav Vigeland (1869-1943). São 212 peças feitas de bronze, granito e ferro forjado. Da entrada ao Monolito, os corpos humanos nus expressam as relações humanas ao longo da vida. Mais: oesta.do/vigelandpark

Almoço com vista: pizzas e tacos são comuns, mas é claro que não podem faltar as criações com peixes e frutos do mar. Na região portuária, o Louise Restaurant & Bar é uma boa opção para prová-los, com cardápio variado, pratos rápidos e vista para a Fortaleza de Akershus, construída no século 13. Mais: restaurantlouise.no

Se quiser uma opção mais descolada, vá até o Hitchhiker (hitchhiker.no) experimentar comida de rua. No piso superior de uma espécie de "Mercadão", só que menor e menos caótico, o bar e restaurante mantém um clima jovem, com pôsteres colados nas paredes, mesas e cadeiras coloridas e bandeirinhas de festa junina no teto. Apesar de o cardápio ser todo escrito em norueguês, os garçons explicam pacientemente em inglês cada um dos pratos e petiscos - que também podem ser vistos, com preços, no site.

Radical: Holmenkollen (skiforeningen.no/holmenkollen) é o lugar para deslizar no gelo (com patins ou trenó) ou pedalar nas montanhas. Lá está o mais antigo trampolim olímpico de esqui do mundo e ainda o Vinterpark (oslovinterpark.no), repleto de atividades para iniciantes e profissionais; desde 65 coroas (R$ 25). 

História: conhecer a Noruega exige uma visita ao Museu Viking Ship, onde estão objetos e três barcos usados e sepultados pelos guerreiros nórdicos há milhares de anos. Só indo até lá para descobrir, por exemplo, que os típicos capacetes vikings não tinham o par de chifres que estamos acostumados a ver. Mais: khm.uio.no.

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