Fabio Motta|Estadão
Fabio Motta|Estadão

Ouro para o turista

Com o Estado falido e em meio a muitos projetos sendo acabados às pressas (ou adiados para depois dos Jogos), o carioca está crítico como sempre, e mal-humorado como nunca. O desabamento fatal ocorrido na ciclovia Tim Maia parece ter levado junto a confiança de que a Olimpíada deixará algum legado à cidade. É perfeitamente justificável. Seria um abuso, a essa altura do campeonato (com trocadilho), pedir mais paciência ou boa vontade ao cidadão carioca.

Ricardo Freire, Estadão

21 Junho 2016 | 00h13

184 dicas opções para curtir o Rio de Janeiro antes, durante e depois da Olimpíada

No entanto, um observador neutro, que consiga enxergar por trás desse tapume de insatisfação, vai constatar que o Rio de Janeiro de hoje já é uma cidade melhor do que a de antes de ser escolhida como sede olímpica. E será uma cidade muito melhor quando as obras acabarem de ser entregues, seja lá quando forem entregues.

Uma cidade melhor para quem? – você tem toda a razão em questionar. Certamente não será uma cidade melhor para quem foi desalojado pelas obras, nem para quem mora em regiões não beneficiadas. Mas entre os que vão aproveitar um Rio melhor depois da Olimpíada estão, com certeza, os visitantes. 

A nova zona portuária, tornada possível com a demolição do elevado da Perimetral (o Minhocão deles), com Museu do Amanhã, o Aquário e a Orla Conde (um calçadão que vai ligar a Praça Mauá à Praça XV) vai criar um polo de interesse inteiramente novo. Vai por mim: o VLT, o bonde moderno que está em fase de testes, será a obra mais invejada pelas outras metrópoles (estou falando com você, São Paulo). Com o VLT, você descerá no aeroporto Santos Dumont ou na rodoviária e poderá evitar a fila e a malandragem dos táxis, indo de bonde até o metrô e continuando ao seu hotel na Zona Sul. Por falar em táxi, o êxito do Uber tende a melhorar o comportamento dos taxistas cariocas; enquanto isso não acontece, baixe o aplicativo (e aproveite para subir a Santa Teresa, aonde muitos táxis ainda se recusam a ir).

A expansão da rede hoteleira (combinada com a retração econômica e o medo dos estrangeiros do vírus zika) deve diminuir sensivelmente a diária média depois dos Jogos. A Barra da Tijuca vai começar a aparecer nos anúncios de pacotes de viagem. O metrô irá até o Jardim Oceânico, na Praia do Pepê; por ali, você pode se hospedar no Novotel ou no Ibis e aproveitar os melhores lounges de praia da cidade, como o Atlântico. 

Deixe passar a Olimpíada. Compre a passagem com antecedência, e o hotel, em cima da hora: esse vai ser o segredo de uma viagem medalha de ouro ao Rio. 

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