Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Outros carnavais

Vista sua fantasia e junte-se à multidão que invade as ruas ao som de marchinhas, axé e outros ritmos. Até o sul-coreano Psy, pop star do momento, vai desembarcar em Salvador neste ano

Adriana Moreira, Bruna Tiussu, Felipe Mortara, Mônica Nóbrega, O Estado de S.Paulo

22 Janeiro 2013 | 02h09

Atrás do trio elétrico - e do maracatu, e do bloco, e do frevo - só não vai quem já morreu. Ou não gosta mesmo de carnaval. Não é nenhum crime: há quem não veja a menor graça em repiques, sombrinhas coloridas, fantasias. Mas para quem curte a folia, ah, um fevereiro sem marchinhas é como um dezembro sem canções natalinas.

Há, no entanto, vários tipos de foliões. Aqueles de ocasião, que só saem às ruas durante a solteirice - ao encontrar sua cara-metade, renegam os confetes e serpentinas do passado. Outros carregam os hinos carnavalescos no DNA, e passam isso para as próximas gerações. E, claro, sempre existe aquele que vai debutar no mundo de Momo.

Foliões que somos, a equipe do Viagem vai dar uma mãozinha para quem não quer passar o dia inteiro procurando um bloco com a sua cara, esteja ele no Rio, Recife, Olinda ou Salvador. A capital baiana, aliás, vai receber o pop star do momento, o sul-coreano Psy, do hit Gangnam Style, em bloco ainda não divulgado. De quebra, separamos o melhor de cidadezinhas históricas famosas por seu carnaval de rua, como Ouro Preto e Diamantina, em Minas Gerais, e Paraty, no Rio. Já a paulista São Luiz do Paraitinga vai ganhar camarotes pela primeira vez, com apresentações de bandas e DJs.

Apesar do apelo turístico, as prefeituras deixam para divulgar sua programação oficial na última hora. Mas, normalmente, os principais blocos desfilam sempre no mesmo dia, mais ou menos no mesmo horário.

Para aproveitar o melhor da festa, contudo, é preciso alguma atenção. Carteira no bolso é um convite aos amigos do alheio. Leve o mínimo possível - aquela bolsinha que vai por dentro da roupa, usada em viagens ao exterior, é ótima pedida. Prefira tênis a Havaianas; lembre-se que os pisões serão inevitáveis. E vá com calma na bebida. São quatro dias de festa; você não vai querer amargar uma ressaca logo no primeiro.

Banheiro sempre será um problema. Não importa quantos sanitários químicos as prefeituras coloquem, sempre haverá meninos fazendo muro de privada e meninas em busca de um bar qualquer. No Rio, onde este ano serão 16.200 sanitários, a polícia foi orientada nos últimos anos a prender quem fosse pego urinando fora do penico, por assim dizer. Não adiantou muito. Quanto a isso, a única coisa a fazer é não deixar para procurar um banheiro na última hora... / ADRIANA MOREIRA, BRUNA TIUSSU, FELIPE MORTARA E MÔNICA NÓBREGA

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