Paisagem de cinema à beira do Lago Maggiore

Quando atores e diretores saem de cena, turistas têm a chance de desvendar as calmas ruazinhas medievais

Bruna Tiussu, O Estado de S.Paulo

19 Outubro 2010 | 01h34

LOCARNO

A cada ano, durante onze dias do mês de agosto, Locarno é tomada por diretores, atores e aficionados pela grande tela. Reunidos na Piazza Grande, eles são os responsáveis por dar vida ao Festival Internacional de Cinema, que desde 1946 faz a fama dessa cidade, localizada no cantão de Ticino.

Os rústicos edifícios em torno da praça recebem um gigantesco telão, na frente do qual são instalados assentos para até 8 mil espectadores por noite. Com exibição de grandes lançamentos, produções independentes e premiações, o evento movimenta a cidade. E garante animação adicional, bem do jeito que os moradores de Ticino gostam.

Mas mesmo quem não consegue programar a visita para a época do festival se encanta com a cidadezinha de traços medievais e atmosfera relax. Localizada ao norte do Lago Maggiore, Locarno conseguiu preservar igrejas, casarões, um castelo e um antigo santuário na parte mais alta da cidade. E dispõe de boa infraestrutura de hotéis e restaurantes.

Por dentro do labirinto. É na própria Piazza Grande que você deve começar a desvendar os segredos de Locarno. As ruazinhas que partem dali levam aos labirintos (e ao charme extra) da Cidade Velha. Pequenos cafés, restaurantes e lojinhas se espalham pela região - alguns ficam empoleirados nas escadarias de pedra.

Basta se perder por ali para logo chegar ao discreto Castelo Visconteo. Ele começou a ser construído em 866 - os salões mais interessantes, de arquitetura renascentista, datam de 1400. Um pouco depois, em 1507, ganhou um belíssimo baluarte feito pelo mestre Leonardo da Vinci. O local, que serviu de morada para famílias nobres da época medieval, atualmente pode ser alugado para eventos.

No ponto mais alto da cidade, o Santuário da Madona de Sasso foi erguido no local onde a Virgem teria feito uma aparição ao monge Bartolomeo d"Ivrea, em 1480. Lá em cima, um pequeno museu e uma igreja contam a história. É possível chegar a pé - mas o funicular que parte do centro da cidade a cada 15 minutos permite uma bela vista do lago, que vai crescendo na paisagem.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.