Paisagem diversa e quase ficcional

É preciso ter ao menos uma semana para explorar um pouco da imensa diversidade natural da Islândia. De Reykjavik partem tours de um dia pelas atrações do chamado Círculo Dourado (gêiseres, Gullfoss e Pingvellir), aventuras de quadriciclo por fotogênicos campos de lava, caminhadas em glaciares e minicruzeiros para avistar baleias e as aves chamadas puffins.

REYKJAVIK, O Estado de S.Paulo

07 Outubro 2014 | 02h06

No verão, há dois rios para rafting com dificuldade nível 5, e trekkings de até cinco dias - pela mesma rota da ultramaratona de julho (marathon.is). Mas uma jornada clássica que costuma encantar os viajantes é feita pela Ring Road, a Rodovia 1, que forma uma rota circular por todo o litoral do país - especialmente o trecho sul, por onde fiz meu caminho.

Além de carros comuns, é possível alugar 4x4 (para visitar a carcaça de um avião caído em 1968, por exemplo), superjipes com pneus gigantes e veículos que se convertem em dormitórios como os da Kuku Campers (kukucampers.is) e da Happy Campers (happycampers.is).

A seguir, conheça algumas sugestões de parada.

Blue Lagoon

Depois de acionarem as turbinas de uma usina de energia geotermal vizinha, as águas quentes subterrâneas dessa região próxima ao aeroporto formam uma linda lagoa azul. Desde 1976 elas são usadas para relaxamento e fins medicinais em um spa. Um programa imperdível.

Reykjanes

Os campos de lava petrificada dessa península vizinha à Blue Lagoon deram origem a um circuito que remete ao solo lunar e costuma ser percorrido em passeios de quadriciclo. A rota beira um belo farol, uma caverna de lava e restos de um navio naufragado.

Gêiseres

Desses buracos no solo vulcânico jorram jatos de água com cheiro de enxofre. O Geysir original, que emprestou seu nome ao mundo para definir o fenômeno, anda adormecido. Mas seu vizinho Strokkur dispara jatos de 35 metros de altura em intervalos regulares, a cada oito minutos, em média.

Gullfoss

É a Foz do Iguaçu dos islandeses. Um conjunto monumental de cascatas que chega a ter 30 metros de altura e fica especialmente belo no inverno - quando a mata do entorno recebe os respingos de água das cataratas e fica coberta por estalactites de gelo que parecem cristais.

Pingvellir

O Parque Nacional que virou Patrimônio da Humanidade segundo a Unesco protege a gigantesca falha tectônica que divide a ilha: de um lado está a placa americana e, do outro, a da Eurásia. Na fenda que divide os dois belos paredões funcionou, no ano de 930, aquele que foi considerado o primeiro parlamento do mundo.

Seljalandsfoss

De fácil acesso, essa cachoeira de 60 metros de altura fica à beira da estrada e tem uma peculiaridade: é possível caminhar por trás de sua queda e receber as borrifadas de água gelada. O mesmo paredão de onde ela despenca tem outras quedas, uma mais linda que a outra.

Eyjafjallajökull

A fissura de rocha de onde jorrou a lava do "vulcão de 2010" agora é ponto turístico. Pode-se caminhar no campo de lava logo abaixo do que restou do glaciar. E, ali perto, visitar uma das fazendas que teve sua rotina impactada pela cinzas.

Skógar

A vila dá nome a uma cachoeira e ao pequeno Museu do Folclore, que preserva um barco e objetos antigos. Sua principal atração, porém, são as típicas casas de pedra cobertas por telhados de turfas, que mantinham a temperatura interna e eram usadas até 15 anos atrás.

Thorsmork

Dentro de um parque nacional, a caminhada entre os cânions de Stakkholtsgja conduz a uma delicada cachoeira no fim da trilha. Outro caminho entre paredões, dessa vez estreitos, leva à cascata Nauthusagil, que parece cenário das lendas islandesas sobre elfos e trolls.

Dyrhólaey

Do alto desse abismo de 120 metros de altura, com um pequeno farol no topo, pode-se ver boa parte da costa e a graciosa vila de Vík. Com tempo, a caminhada sobre a grande pedra furada pode levar a mais um mirante fantástico para observar também o voo dos pássaros locais.

Reynisfjara

As formações rochosas dos paredões que ladeiam a bucólica praia de areias negras é rara no planeta: parecem colunas octogonais coladas umas às outras. Cenário de vários filmes, a orla conta com uma bela gruta e ilhas rochosas de formas curiosas perto da areia.

Glaciares

Dois glaciares pedem paradas. O Fjallsarlon (fjallsarlon.is), onde pode-se navegar em botes entre icebergs, e o Jökulsarlon, cujos blocos de gelo descem à praia de areia preta dando origem ao espetáculo dos pedaços de gelo boiando no mar e brilhando na areia.

/ DANIEL NUNES GONÇALVES. ESPECIAL PARA O ESTADO

O Sónar, festival espanhol de música experimental,

desembarca pelo terceiro ano consecutivo em Reykjavik. Em 2015, de 12 a 14 de fevereiro, na Harpa Conference

Center. Site: sonarreykjavik.com/en/2015

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