Eric Quilty/NYT
Eric Quilty/NYT

Paisagens e segredos da 'Terra Média'

Hobbiton é apenas o ponto de partida para turistas fãs de Tolkien, que precisarão de muita vontade e tempo para percorrer os cerca de 70 locais (espalhados pelas duas ilhas) mostrados nos filmes de Peter Jackson. As locações se estendem de Port Waikato, na Ilha Norte, até o extremo meridional da Ilha Sul, e a distância entre os dois pontos é de 1.600 quilômetros.

WELLINGTON, O Estado de S.Paulo

27 Novembro 2012 | 02h13

Interessados em uma excursão de quatro dias à Terra Média apenas na Ilha Norte, mais populosa, devem começar em Auckland, onde poderão alugar um carro - e não podem esquecer de levar o Guia das Locações do Senhor dos Anéis, de Ian Brodie.

Depois de Hobbiton, o destino é o Parque Nacional de Tongariro, que tem três vulcões ativos e foi escolhido por Jackson para representar o sinistro Mordor de Tolkien. Uma visita ao parque exige uma marcha pesada para apreciar o terreno escaldante que leva até lagos cor de esmeralda entre exalações de vapor que saem de orifícios no solo. Aqui, o turismo não é organizado, e o comum é se basear nas detalhadas indicações do livro de Brodie.

Além dos vulcões, o mais importante ali é o hotel Chateau Tongariro, construído há 83 anos, e onde o diretor montou a base de sua equipe, transformando o porão em sala de projeção.

Depois de um dia à sombra no "Mordor", vale a pena visitar Wellington, onde está o estúdio cinematográfico de Jackson. A capital nada convencional, que lembra São Francisco, oferece tours para até 25 das locações de O Senhor dos Anéis. E a loja Weta Cave serve de minimuseu e cinema para os filmes do diretor. As bugigangas dos hobbits são meio bregas, mas há cartões postais com os tais wetas, os vaga-lumes gigantes que são símbolo de Jackson.

Tendo apenas seis dias para explorar o universo de Tolkien, optamos pela Ilha Sul, em parte porque é ali que estão as montanhas mais impressionantes do país. Os sets se concentram ao redor de Queenstown, cidadezinha famosa pela estação de esqui, às margens de um lago. Mas turistas procuram os Remarkables, uma cadeia de montanhas que tem este nome pois seus picos dentados foram pano de fundo para X-Men Origens: Wolverine (2009) - mas foi O Senhor dos Anéis que os tornou famosos, e Jackson voltou lá para filmar O Hobbit.

Quando chegamos ali, David Gatward-Ferguson estava reformulando um dos tours da sua agência Nomad Safaris para incluir as locações de O Hobbit, e nos ofereceu um passeio rápido. A primeira parada foi à beira de um rio pouco profundo. Nosso destino estava do outro lado. Depois de cruzar a água, saímos num vale estreito, sem árvores, mas coberto de vegetação perene. O guia, então, anunciou triunfante que o lugar foi usado para compor a fortaleza Isengard de O Senhor dos Anéis: As Duas Torres. E nós o reconhecemos! Ele também apontou para uma colina que estará no segundo O Hobbit como a casa de Beorn, o homem que se transforma em urso.

Depois, estacionou de novo ao lado de uma estrada e nos guiou por uma floresta densa, onde começou a imitar um dos orcs, as criaturas monstruosas de Jackson. A demonstração de Gatward-Ferguson foi excelente, afinal, ele viveu um orc no filme...

No caminho de volta, comentou sobre as excursões que já idealiza para os fãs. "Vamos levá-los para a floresta e deixá-los manejar armas", disse. Seu projeto é expandir a loja e vender artigos temáticos, como orelhas de duendes de plástico. "Às vezes eu mesmo ponho as orelhas quando estou dirigindo pela cidade". / BROOKS BARNES E MICHAEL CIEPLY, NYT

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