Andre Arce/Reuters
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Países nórdicos por Patagônia

Também há lindos fiordes e paisagem invernal no extremo sul do continente - por um preço bem mais camarada

Adriana Moreira, O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2019 | 06h50

Vantagens

Os fiordes da Noruega, as paisagens islandesas que encantaram os fãs de Game of Thrones, as bicicletas onipresentes de Copenhague são encantadores. Mas o custo de tudo isso demanda um longo planejamento financeiro – tudo por ali é muito caro. Só para se ter uma ideia, R$ 1 vale 28 coroas islandesas. Mesmo na Noruega, onde o câmbio é supostamente mais amigável (R$ 1 vale 2 coroas norueguesas), um pint de cerveja custa cerca de R$ 40. 

A Patagônia também tem lindos fiordes e passeios de barco que partem principalmente de Punta Arenas (Chile) e de Ushuaia (Argentina). Há navios que prezam pelo conforto e pelo contato com a natureza - como os cruzeiros Australis, onde pacotes de quatro noites, com todas as refeições e passeios incluídos, custam a partir de US$ 1.565 (R$ 6.600) por pessoa em cabine dupla. Só a passagem para os países nórdicos custa a metade desse valor.

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Também dá para optar por roteiros mais mochileiros, se hospedando em hostels ou mesmo em retiros, no caso de você trocar os fiordes pelas geleiras do Parque Nacional Torres del Paine, no Chile. Para visitar o glaciar Perito Moreno em El Calafate, do lado argentino, dá para encontrar pacotes completos, que são um bom meio-termo entre as opções. As paisagens têm uma beleza ímpar e, além disso, no dia a dia você estará gastando em pesos, com uma cotação muito mais vantajosa ao bolso do brasileiro.

Desvantagens

Embora mais barata do que viajar para os países nórdicos, a Patagônia não é uma viagem “budget”. Por ser um local isolado, boa parte de seus hotéis é cara e muitos serviços são cobrados em dólar. A maior parte dos voos que saem do Brasil tem uma conexão bastante ruim, com horas de espera nos aeroportos de Buenos Aires ou Santiago. Para não sofrer tanto, programe uma parada maior em uma dessas capitais na ida ou na volta (eu, particularmente, prefiro na volta). E embora as paisagens sejam realmente únicas na Patagônia, não foi ali que foi gravado Game of Thrones.

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