Para esbanjar dólares e adquirir calorias

O brasileiro já é o turista que mais gasta no Canadá - são US$ 1.803, em média, por viagem. Para se ter ideia, o gasto médio de um americano no ano passado, nas mesmas condições, foi de US$ 531. O governo canadense notou o movimento e, desde 2009, vem investindo em programas para atrair visitantes do Brasil - enquanto o senado de lá até já propôs o fim da obrigatoriedade do visto de entrada.

TORONTO, O Estado de S.Paulo

10 Julho 2012 | 03h06

Comprar é outro "esporte" sempre no topo da lista de preferências dos turistas em Toronto. Como opções mais em conta, garimpe as lojas de rua. Sobretudo vale uma visita ao labiríntico Kensington Market (kensington-market.ca). Há também opções vintage na Queen West e trabalhos mais modernos, de designers canadenses, em West Queen West.

Quem procura o tradicional não pode deixar de passar pelos shoppings de Toronto - até por serem rota para a cidade subterrânea (batizada de The Path, a área mais concorrida nos meses frios), onde também se podem garimpar peças em conta, aqui e ali, em 28 quilômetros de corredores tomados por lojas. No centro de Toronto, o Eaton Centre (torontoeatoncentre.com) registra até 1 milhão de visitantes semanais e é um destino óbvio, assim como a loja de departamentos The Bay, logo em frente. O Eaton fica na Yonge Street, a rua mais longa do mundo, com inacreditáveis 1.896 quilômetros (segue até Rainy River). Já os aficionados por promoções e pontas de estoque devem pegar um ônibus no centro e seguir para as 250 lojas do outlet Vaughan Mills (vaughanmills.com), na rodovia para o aeroporto.

Comida. Na pausa das compras, ou no tempo da prorrogação, vá ao mais conhecido ponto turístico da cidade para um jantar literalmente girando, no 360. Sim, no alto da CN Tower (cntower.ca) há um restaurante com uma bela vista panorâmica de Toronto. E não deixe de perguntar sobre a sugestão do garçom.

Durante o dia, visite o St. Lawrence Market (stlawrencemarket.com), escolhido como melhor mercado do mundo pela National Geographic, com banca de pescados, frutos do mar e outras. O destaque gastronômico é o sanduíche de bacon (peameal) do Carousel Bakery. A matéria-prima passa por um sofisticado processo de depuração. "O sanduíche foi imitado, mas nunca repetido", garante o renomado chef de Toronto David Adjey. Para quem gosta de vinhos, há no mercado boas possibilidades de degustação - típico é o icewine da região de Niagara.

Quando o assunto é comida regional logo se pensa em Chinatown, Little Italy, bairro português... Os imigrantes estabeleceram cozinhas por toda a cidade. Ao todo, são 200 colônias diferentes, que falam 130 idiomas e dialetos. Por isso, é possível comer até uma legítima feijoada brasileira no jantar, com pão de queijo de entrada. O lugar certo para isso é o Cajú (922 Queen Street West), de propriedade do chef brasileiro Mario Cassini, que festeja os dez anos da casa.

Para os que sempre buscam cor e sabor local nas refeições comuns, a sugestão é focar nos acompanhamentos - ponto forte dos canadenses. Carnes e peixes ganham sempre versões diferentes nos restaurantes locais com a mistura de molhos doces e salgados. Só que a pimenta, servida à vontade, e combinações como linguine com leite de coco e curry não são para turistas gastronômicos amadores.

Estes podem ficar com a poutini, uma batata frita servida com queijo e molho. Mesmo assim, olho no cardápio: em alguns lugares, ela mais parece um nacho com variados acompanhamentos. Não é à toa que, para os colonizadores de Quebec, poutine era sinônimo de "bagunça". / C.V.

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