Para experts, socorro e portos são os pontos fracos

Ainda que não tenham significado redução de passageiros em relação ao ano anterior, os percalços da temporada 2008/2009 serviram para lembrar a viajantes e a empresários do setor turístico que os navios não estão imunes a problemas.

O Estado de S.Paulo

21 Abril 2009 | 00h55

Segundo a professora de Sistemas de Transporte e Turismo da USP, Debora Cordeiro Braga, alguns tipos de cruzeiros devem sentir mais o impacto das notícias negativas. "Viagens para universitários devem sofrer consequências. Só não é possível, ainda, medi-las", diz.

A Associação Brasileira de Representantes de Empresas Marítimas (Abremar) divulgou comunicado sobre os problemas. "Nenhum caso de óbito (...) teve relação, direta ou indireta, com a qualidade dos produtos e serviços oferecidos nos navios", informa o texto, assinado pelo presidente da entidade, Eduardo Vampré do Nascimento. "O surto de gastroenterite (...) foi causado por ação de novovírus, de origem externa."

Mas Debora acredita que falta integrar esforços de socorro nas emergências, como a contratação de helicópteros, comum em rotas no Mediterrâneo. Outra dificuldade, citada pelo professor da mesma disciplina do curso de Turismo da Unesp, Fernando Protti Bueno, é a precariedade dos portos. "Em muitos é impossível atracar navios desse porte."

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