Para inspirar: depoimentos de quem deu a volta ao mundo

Viajantes contam suas histórias

O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2017 | 04h03

'Guardamos dinheiro durante três anos'

"Financiamos a viagem com dinheiro que guardamos durante três anos. Todo esse tempo trabalhamos focados em poupar mais da metade dos nossos salários. Foi possível porque vivíamos com nossos pais, então as despesas eram pequenas. Deixamos de sair, viajar e comprar durante esse período. A meta antes de sairmos do Brasil era viajar por um ano. Mas com o tempo e na estrada há nove meses, percebemos que é viável viajar muito mais: 2 anos que ainda podem se prolongar um pouco. Queremos fazer muito trabalho voluntário na Europa, passar uns seis meses lá e depois ir para a Nova Zelândia. Os trabalhos voluntários e o couchsurfing ajudam muito a reduzir gastos"

Bruna Rezende, 24 anos, jornalista, e Filipe Banov, 28, advogado, estão na estrada desde janeiro. Site: luademundo.com.

 

'Planejamento incluiu as mínimas despesas'

"Guardamos dinheiro. Meu namorado na época era economista e fez alguns investimentos. O planejamento incluiu toda e qualquer despesa: passagens, hospedagens, passeios, vistos, vacinas, alimentação, seguro. Vendemos algumas coisas antes de viajar, como carros e eletrônicos, o que também ajudou. Quanto ao roteiro, tentamos passar o máximo possível por lugares com tempo bom. A ideia era ver a vida das pessoas, conhecer a cultura e, em muitos lugares, quando é época de frio, neve ou chuva, as pessoas se fecham na toca. Minha dica é: se permita. Interaja, busque experiências diferentes. O ponto alto da viagem para mim foi um retiro na Tailândia de meditação e silencio absoluto. Me mudou muito.”

Melissa Fernández, 39 anos, gerente de marketing. Viajou por 360 dias, de abril de 2016 a abril de 2017. Site: Lessborders.com

 

'Você aprecisa o mundo pelas similaridades, não pelas diferenças'

As pessoas viajam de bicicleta pelo mundo desde o século 19. Você com certeza não precisa ser um atleta, a menos que esteja buscando um recorde mundial. Tudo o que você precisa é uma boa bike, alguma confiança e vontade de explorar. A parte mais difícil é parar de sonhar e começar. A parte maravilhosa de dar a volta ao mundo de bicicleta é que, em vez de ver os lugares comparando diferenças porque chegou de avião, você acompanha as paisagens e culturas mudando gradativamente, como num slide show. Isso faz você apreciar o mundo pelas suas similaridades, não pelas diferenças. A outra vantagem é que as pessoas recebem você de um jeito muito amigável.”

Mark Beaumont, 34 anos, ciclista britânico, é recordista mundial em volta do mundo de bicicleta: artemisworldcycle.com

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