Bruna Tiussu/Estadão
Bruna Tiussu/Estadão

Para produtos descolados e típicos

Típicos: tradição local

O Estado de S.Paulo

27 Novembro 2012 | 02h12

 

Todo viajante gosta de trazer na mala lembranças do tipo "só tem lá". Joias, cerâmicas, tapetes, roupas e muitos outros itens que carregam histórias e tradições são opções imperdíveis nos destinos que destacamos.

 

Lima

 

Lã de alpaca vem imediatamente à memória quando se pensa em compras no Peru. De fato, a cultura indígena está enraizada no dia a dia do país - tanto que os principais pontos de venda de artesanato (de boa qualidade) em Lima ficam, curiosamente, em Miraflores, o bairro mais europeizado da capital.

Na Avenida Petit Thouars, o Mercado de Índios tem opções como cachecóis, luvas, gorros e lindos suéteres. Camisetas irreverentes e bolsas de couro, peças de madeira e cerâmicas inspiradas nos incas fazem sucesso no Mercado Inka, inaugurado em 2008, na mesma rua. Com design contemporâneo, as peças são menos tradicionais.

Joias de bom gosto você encontra na feira de artesanato do agradabilíssimo Parque Kennedy. Opções ainda mais sofisticadas (e caras) estão à venda na enorme mansão que abriga o mercado Dedalo, em Barranco. Mais em peru.travel. / FELIPE MORTARA

 

Istambul

 

Ativo desde os tempos bizantinos, o Grand Bazar é o principal centro de compras de Istambul. Suas ruas labirínticas exigem paciência na hora de barganhar e atenção para que não se compre gato por lebre - muito do que há ali traz a conhecida etiqueta "made in China". Dito isso, o conselho é ir bem cedinho e com foco no que procura: pashminas, tapetes (dos de seda aos kilins), cerâmicas, azulejos coloridos, luminárias e joias que levam pedras (ônix, safira, turquesa) estão entre os itens que podem ser adquiridos por bons preços.

Os mesmos produtos, agora mais requintados e com etiquetas de designers de renome nacional, estão nas vitrines de Nisantasi, bairro mais sofisticado quando o assunto é passar o cartão de crédito. Jaquetas de couro são outro produto sempre presente nas listinhas dos turistas - neste caso, vale gastar um pouco mais em lojas como a Prens Leather, que está há anos no mercado.

Voltando aos bazares turcos, o outro de parada obrigatória é o das especiarias. Temperos locais, azeites, as centenas de opções de chás e os doces conquistam o turista pelas cores e aromas. Dali saem souvenir perfeitos: uma caixa de 500 gramas de quitutes turcos sortidos, por exemplo, não custa mais que o equivalente a R$ 15. / B.T.

 

 

Fez

 

 

Chegar a Fez é voltar no tempo - irresistível levar para casa recordações dessa sensação. Se a medina (cidade antiga) é o coração da mais antiga e bem preservada capital imperial do Marrocos, o souk é sua alma. É equivalente a um mercado, mas o comércio está por toda parte.

 

Seria leviano recomendar uma ou outra loja, já que a graça é se embrenhar e se perder pelas infinitas vielas da medina. Com a ajuda de um guia oficial (atenção, há vários aventureiros) descubra a produção artesanal de tapeceiros e ferreiros.

 

A tinturaria é imperdível. Os enormes tanques de barro guardam os pigmentos usados para tingir mantas de couro de bois e cabras - que, logo depois, seguem para uma casa ao lado, onde viram bolsas, carteiras e até pufes.

 

O tour, claro, termina em uma loja - onde será o momento de barganhar à exaustão. Mais informações no site visitmorocco.com. / F.M.

 

Descolados: berços de tendências

 

Há cidades que parecem ter se especializado em tendências. Seja na moda, na música ou na disposição para acolher forasteiros e a arte de rua. Veja onde comprar em locais onde a criatividade dá o tom do dia a dia.

 

Berlim

 

Grifes estão lá, nas vitrines da Kurfürstendamm, assim como lojas com tudo o que está em voga nas outras capitais – tire a prova na KaDeWe. Mas você vai querer mesmo é se esbaldar nos endereços vintage-fashion de Berlim.

Foque, então, em feiras, lojas de vinis, tatuagens e brechós de Kreuzberg, Prenzlauer Berg e Mitte (o centro). Sem preguiça para garimpar, vá à Colours, um brechó onde a venda é feita por quilo: vale 14,99 euros. A Garage segue o mesmo estilo: há saias cheias de cores dos anos 1960 que dificilmente vão cruzar seu caminho de novo. Visite ainda o Calypso, só de sapatos, e se detenha nos acessórios da Sing Blackbird, com peças usadas e novas.

 

Os óculos retrô de seus sonhos estarão na Lunettes Selection, e a Voo agrada aos modernos: há até gadgets. Se a ideia é vasculhar por diversão, o ideal é o mercado do Mauerpark, aos domingos. Ali, as opções retrôs são tão numerosas quanto os grupos de turistas que lotam o lugar. Há de roupas a jogos de porcelana. / BRUNA TIUSSU

 

Londres

 

É preciso atenção na hora de sair às compras em Londres – a libra não cansa de dar susto nos turistas. Mas a boa notícia é que é possível voltar para casa com produtos descolados sem pesar no bolso. Basta saber aonde ir.

 

A região de Brick Lane, no East London, esconde boas lojas com assinatura local. Estilistas em começo de carreira vendem suas criações na The Laden Showroom; livros e bugigangas fofas da Caravan convidam a esmiuçar suas prateleiras; e a Rough Trade é o paraíso dos amantes de discos.

 

Itens modernosos estão na Carnaby Street. Símbolo do Swinging London, nos anos 1960, a via hospeda lojas de grifes e independentes. Foque nestas e saia com peças exclusivas: a Style Showroom tem lindos vestidinhos; peças da Bolongaro Trevor têm inspiração punk-rock; e a Lucy in Disguise é a casa vintage da cantora Lily Allen e sua irmã. Pertinho dali, ficam duas ruas superfashion de Londres: Oxford Street e Regent Street, com lojas que vão da chique Penhaligon’s até as conhecidas Zara e H&M.

 

Para se esbaldar nas coleções de Chanel, Burberry e outras, vá à lendária Harrod’s ou à Selfridges. Bond Street é outra rua chique, seguida pela Mount Street (“the new Bond Street”), com lojas como Christian Louboutin e Balenciaga. / B.T

 

Toronto

 

A mistura de nacionalidades - metade da população de 5 milhões de habitantes é formada por forasteiros - dá às ruas de Toronto uma colorida mistura de estilos. Grifes e peças vintage se unem para compor ótimos looks.

Comece pelo Kensington Market, em West Downtown, um quadrilátero de ruas com brechós como o Fashion Old & New e o Flashback, que vendem jeans e acessórios baratinhos nas calçadas. As grifes de estilistas locais, como The Fairies Pyjamas, da designer Michelle Johnson, são outra bela opção.

A região da Queen Street West é jovem e boêmia. Desde 1947, o bar Horseshoe Tavern é um clássico. Algumas lojas surpreendem: a Cabaret Vintage tem uma incrível coleção de vestidos de noiva. Para achar sapatos e bolsas, vá à 69 Vintage. / F.M.

 

Barcelona

 

Cheio de lojinhas em prédios com séculos de história, o bairro do Raval, no entorno da Rambla de Barcelona e ao lado do Bairro Gótico, é apaixonante. Uma das novidades é o El Bigote del Señor Smith, misto de galeria e espaço cultural que recebe mercados de artesanato e criações de designers locais.

Gravações de artistas contemporâneos e antigos em formatos que vão do vinil ao digital você encontra na Luchador Records. Na livraria Multiplos é possível gastar horas e horas entre suas prateleiras repletas de livros de arte e fotografias em diversas línguas.

No item vestuário, você pode ir além de sucessos como as coloridas estampas da Custo Barcelona, que tem uma loja na Rambla. Tente os preços tentadores da Flamingos's Vintage, que vende roupa por quilo (21 euros é o preço do quilo de camisas, o equivalente a três peças). O estilo combina com o bairro: antiguinho e para lá de descolado. / F.M.

 

Tóquio

 

Muito além das últimas novidades no mercado de eletrônicos, Tóquio concentra tendências da moda em dois bairros: Ginza e Harukuju.

 

O primeiro, um dos pontos mais caros da capital, reúne as grifes internacionais e lojas de departamento, como a Mitsukoshi, inaugurada no século 17. “Uma opção bacana é a megaloja da Uniqlo, rede japonesa que vende roupas mais básicas”, indica a blogueira Thais Fioruci, autora do Perdida no Japão. Para eletrônicos, vá ao Sony Building.

 

Harujuku é um desfile a céu aberto. Lá está a moda jovem, os meninos e meninas que se vestem como brinquedos (os cosplayers). Uma das paradas é a rua Takeshita Dori, recheada de butiques e cafés. A Daiso Harujuku, uma yen shop, que funciona como as lojas de R$ 1,99 que já foram febre no Brasil, é pura diversão. “Há desde lembrancinhas até itens de cozinha, banheiro e comida”, diz Thais. Para crianças, a Kiddy Land tem produtos do Snoopy e da Hello Kitty. / L.V.

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