Para tentar a sorte ou apenas se divertir a valer à moda de Vegas

Os hotéis-cassinos mais famosos do paraíso americano da jogatina têm sua filial (e atraem multidões) por lá

O Estado de S.Paulo

22 Junho 2010 | 02h19

Sorte ou azar. Máquinas emitem vales para serem trocados nos caixas dos cassinos.

 

MACAU - Não fosse pela luminária estilo colonial e o anúncio do restaurante em cantonês, daria para jurar que a imagem ao lado retrata Las Vegas. De fato, o anoitecer transforma a cidade. Quando as luzes dos cassinos acendem, cada um mais exagerado, mais iluminado e mais grandioso que o outro, ruas ganham vida, movimento e uma animação contagiante, mesmo para quem não está lá muito interessado em arriscar suas patacas.

Mas a animação ali é bem diferente da encontrada no paraíso americano dos apostadores. Nada de capelas para casamentos rápidos, nada de Elvis espalhados pelas ruas, nada (bem, vá lá, quase nada) que acontece em Macau precisa ficar em Macau. Os quase 27 milhões de turistas que viajam à península todos os anos vêm da China continental e parecem conduzir as opções de entretenimento para um lado menos baladeiro.

Macau ultrapassou Las Vegas em número de apostas em 2007 e há especialistas que garantem que a região vai chegar ao dobro do tamanho da cidade americana ainda este ano. É bem provável. Macau tem como meta se tornar o principal destino mundial de jogos e já atraiu os principais hotéis-cassinos de Las Vegas.   

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Um deles, o Venetian (venetianmacao.com), chegou em 2007 junto com um recorde: o de maior cassino do mundo. São 3 mil suítes, 870 mesas de jogos e 3.400 caça-níqueis. Segundo o próprio hotel, 90 Boeings 747 poderiam ser acomodados dentro do complexo, que ainda tem várias piscinas, minigolfe e (a exemplo da matriz, em Vegas) o dispensável passeio de gôndola.

É lá também que ocorre o espetáculo Zaia, do Cirque du Soleil. Durante 1h30, 75 artistas realizam malabarismos impressionantes, encontrados durante a viagem de uma garotinha por distantes galáxias.

O show de fontes hospedado, em Vegas, no Bellagio, ganhou versão mais modesta - mas nem por isso, menos interessante - no Wynn de Macau (wynnmacau.com). A cada 15 minutos, entre 11 horas e meia-noite, 200 jatos e 800 mil galões de água dançam entre luzes coloridas.

Outro entre as redes internacionais, o MGM Grand (mgmmacau.com) reproduziu em suas instalações o cenário colonial do centro de Macau. Das mesinhas onde é possível pedir um café ou um drinque, os visitantes assistem, logo após o pôr do sol, a um show de imagens projetado no domo de vidro de 25 metros de altura.

Tudo estratégia para chamar mais a atenção que os concorrentes. E, no assunto chamar a atenção, é possível que não haja páreo para o Grand Lisboa (grandlisboa.com). O cassino orgulha-se de seu 1 milhão de LEDs coloridos piscando incessantemente do anoitecer aos primeiros raios de sol. Lá dentro, 240 mesas de jogos e 750 máquinas eletrônicas, para apostadores dos mais variados cacifes. Como na maioria dos cassinos ali, as máquinas do Grand Lisboa aceitam patacas e dólares de Hong Kong. Basta colocar a nota, de qualquer valor, e cruzar os dedos.

Foi lá que resolvi tentar a sorte em doses para lá de homeopáticas. Aparentemente, todas as máquinas caça-níqueis parecem iguais, mas não são. Algumas oferecem mais bônus, o que pode aumentar as chances. A primeira nota de 100 patacas (R$ 20) foi engolida rapidamente. Mas, na segunda, consegui, sem saber muito bem como, um dos bônus da máquina. Resultado: 1.000 patacas (R$ 200) no bolso. Joguei até arredondar o valor, apertei o botão que credita o prêmio - você recebe vales em papel com a importância - e adeus.

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