Bruna Toni|Estadão
Bruna Toni|Estadão

Pare, olhe, escute: confira passeios de trem pelo Brasil

Visitamos três dos 31 trens turísticos espalhados pelo País - no Rio, em Espírito Santos e Minas. Com um ritmo que raramente ultrapassa os 20 km/h, eles convidam o viajante a desacelerar e contemplar as nuances do cenário ao redor

Bruna Toni, O Estado de S.Paulo

20 Outubro 2015 | 05h00

TRILHA SONORA: fizemos uma lista de músicas no Deezer.com para você entrar no ritmo das viagens de trem - vai de Clube da Esquina a Aerosmith. Aperte o play em: oesta.do/musicanotrem.

 

RIO - Nenhum daqueles trens era azul como o da canção. Nem o elétrico do Rio de Janeiro, nem a litorina do Espírito Santo, nem a maria-fumaça de Minas Gerais. Mas lá estávamos nós, com o sol sobre as cabeças e cheios de expectativas comuns a quem espera pela hora da partida em cada estação.

Sobre o que restou dos trilhos das tantas estradas imperiais que cortavam o País a partir do fim do século 19, num leva e traz crescente de mercadorias e trabalhadores, percorremos um pedacinho da cultura e da história que formaram o sudeste e, por que não dizer, o Brasil ao longo do último século.

É preciso desacelerar o passo e a mente para seguir viagem. Movido a uma velocidade de no máximo 15 quilômetros por hora, quem embarca em uma das três locomotivas – ou nas outras 28 espalhadas pelo País que também funcionam com finalidade turística – entra num outro ritmo de vida, difícil de acostumar nossas mentes modernas incomodadas com reduções de velocidade mundo afora.

Na 14.ª posição mundial, o Brasil ainda está longe de alcançar o número de trens de passeio dos Estados Unidos, no topo da lista, com 342. Pudera. Diante do advento das rodovias, ir de trem nos pareceu démodé. Na sabedoria popular de Flávio Iglesias, com seu sotaque mineiro e maquinista de longa data, “hoje em dia, trem é coisa, e coisa não é mais trem.”

Mas, tanto quanto a moda se reinventa, trazendo à tona tudo aquilo que, até ontem, era roteiro de vida de nossos pais e avós, o sistema férreo brasileiro parece ter reencontrado status e importância no turismo.

Foi esse movimento que fez com que a Abottc (Associação Brasileira de Trens Turísticos) e o Sebrae iniciassem, em 2014, o projeto Trem é Turismo. A ideia é dar mais vida à economia de bairros e pequenas cidades que abrigam estações ferroviárias, como Cosme Velho, no Rio, Domingos Martins, no Espírito Santo, e Rio Acima, em Minas Gerais.

Aliadas a passeios que envolvem natureza, gastronomia, cultura e história, as locomotivas atraem desde desbravadores que combinam a experiência dentro dos trens a atividades nas cidades, aos que, como diz Milton Nascimento, vieram “apenas para ouvir o barulho do trem”.

Futuro promissor. Conseguir um espaço na janela de um dos vagões do Trem do Corcovado para ver o Rio do alto é quase impossível, tamanha a quantidade de pessoas extasiadas com cada metro morro acima. Um encantamento semelhante ao que se vê nos olhos das crianças diante do velho maquinista que puxa a cordinha da maria-fumaça mineira, provocando um alvoroço com aquele apitar fino – e nos olhares de saudade de uma gente adulta que pode, enfim, reviver a infância.

Segundo o Sebrae e a Abottc, os 20 trens turísticos que fazem parte do projeto transportam atualmente cerca de 3 milhões de pessoas por ano. Com investimento de R$ 4,4 milhões, a meta é aumentar o número de passageiros em 15% até 2016 e impulsionar 600 pequenos negócios no entorno das estações.

Até dezembro, o projeto deverá lançar uma central única para reserva e compra de passagens online. A novidade vai reunir, em um primeiro momento, quatro dos 21 roteiros existentes. Além disso, em dez anos, a Abottc e o Sebrae pretendem dobrar o número de locomotivas voltadas ao turismo no País. E caminhos para isso há de sobra. 

Ao longo do trajeto entre as capixabas Vitória e Viana, rotas vazias do que um dia foi linha férrea movimentada vão surgindo espaçadas na paisagem vista da janela. Há ali um quê de futuro misturado ao passado que ainda tem muito a revelar, num claro convite à redescoberta do sertão ao litoral pelos trilhos.

*A repórter viajou a convite do Sebrae e da Abottc.

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Sossego e história pelas montanhas capixabas

"Eu sou o passageiro / Eu fico sob o vidro / Eu olho através da minha janela tão clara / Eu vejo as estrelas saírem à noite / Eu vejo o céu brilhante e vazio..." - 'The Passenger', Iggy Pop

Bruna Toni, O Estado de S.Paulo

20 Outubro 2015 | 04h59

VIANA - Sentadas sobre a estreita calçada – a mais velha, bem acomodada em uma cadeira de praia –, duas mulheres observam, sem nenhuma pressa no olhar e no corpo, o grupo de turistas afobados descerem, um a um, dos vagões do Trem das Montanhas Capixabas.

A culpa não é deles (nem desta repórter que vos escreve). Os dez minutos de parada na estação ferroviária de Domingos Martins, pequeno município a 42 quilômetros da capital Vitória, são enxutos demais para não tentarmos fazer tudo o que é possível: circular pelo entorno, fazer merecidos registros fotográficos e comprar quitutes comuns à região, como o peculiar crispim, vendido em saquinhos a R$ 7, e licor de jenipapo, a R$ 8.

Com ou sem culpa, é de fato um erro não parar para prestar atenção a essa cultura de quem senta em frente a velhos casarões coloniais para simplesmente ver o tempo passar.

“Vou para onde Deus me levar”, diz Ernesto Tasso Júnior, ao lado da mulher Jane Marmo Tasso. Nas poltronas de couro de um vagão para até 56 passageiros, o casal de aposentados parece ter compreendido a “alma” do passeio: vivenciar um ritmo diferente do encontrado nas metrópoles. Uma vida onde as horas passam sem alarde.

À moda europeia. Domingos Martins fica no meio do caminho entre Viana, nosso ponto de partida, e Marechal Floriano, cidade-destino de quem embarca na litorina (composições nas quais cada vagão tem seu próprio motor) administrada, hoje, pela Serra Verde Express. Os passeios funcionam aos fins de semana, com passagens desde R$ 112 (só ida; adultos). Há também pacotes para um dia completo pelas montanhas capixabas que incluem transfer; a partir de R$ 350 (sem almoço).

Juntas, as três cidades são cortadas por um trecho férreo que, em seus tempos áureos, no início do século 20, era chamado de Leopoldina Highway, em homenagem à imperatriz Maria Leopoldina, e integrava um complexo sistema que corria os litorais do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, invadindo o interior da vizinha Minas Gerais.

Já sem o status novecentista, a Estrada de Ferro Leopoldina ainda preserva, porém, o charme à moda europeia, principalmente em suas três paradas.

Tanto Viana, a primeira cidade na subida da serra – ou montanha, para ser mais fiel às denominações geográficas –, quanto Domingos Martins são um mergulho nas culturas açoriana, alemã e italiana, com seus casarios coloniais e acervos imperiais. Na hora de embarcar, será inevitável a visita ao Museu Ferroviário de Viana, que funciona dentro da antiga estação, construída em 1895 – um dos prédios mais antigos do Estado. Com tempo, vale estender até o Museu Histórico e Casa de Cultura e a Igreja Luterana, ambos em Domingos Martins.

Natureza secreta. As duas horas e meia dentro da litorina, a uma velocidade reduzida de 17 quilômetros por hora (bem abaixo dos 100 quilômetros por hora que ela pode atingir) são servidas de histórias que misturam realidade e ficção. O cenário é a mata secundária que cobre toda a subida da serra, até Marechal Floriano, 540 metros acima do nível do mar.

Formada por bambuzais de várias espécies, pés de canela e orquídeas (ponto forte da região), a natureza agrega à paisagem vestígios da passagem humana, como a ponte suspensa sobre o Rio Jucu, que antecede o túnel da Usina Jucu, a primeira do Estado, de 1909. E sobre-humana também, caso você caia nos contos da guia do trem sobre esconderijos do saci-pererê e da cuca na região.

A chegada a Marechal Floriano, ou “Cidade das Orquídeas”, completa o roteiro ecológico do passeio. Emancipada de Domingos Martins apenas em 1991, o município de pouco mais de 14 mil habitantes revela um lado capixaba pouco explorado e divulgado. Só na cidade, há a Cachoeira do Bem-te-vi, cercada por um jequitibá secular, bromélias e orquídeas, a Gruta Nossa Senhora de Lourdes e dois orquidários, Nego Plantas e Florabela Orquídeas, que fazem a despedida do trem ganhar um aroma especial.

ONDE FICAMOS

A qualidade dos serviços oferecidos pelo Senac pode ser comprovada em uma noite – ou apenas em um jantar – no Hotel Senac Ilha do Boi, em Vitória. Dentro do conceito de hotel-escola, onde os alunos colocam em prática seus conhecimentos, o hotel é referência na área gastronômica em terras capixabas. Os quartos são grandes, a maioria com vista para o mar – melhor ainda se a sua porta der direto para a piscina. Diárias desde R$ 242, em quarto duplo. A 1 hora da estação de trem de Viana.

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Do caos à floresta, rumo ao Cristo Redendor no trem do Corcovado

"Ói, ói o trem, vem surgindo de trás das montanhas azuis, olha o trem / Ói, ói o trem, vem trazendo de longe as cinzas do velho éon..." - 'O Trem das 7', Raul Seixas

Bruna Toni, O Estado de S.Paulo

20 Outubro 2015 | 12h59

RIO - O Rio de Janeiro visto do alto do Corcovado jamais cansa. A 710 metros de altitude, a cidade esconde sua feição caótica, descompassada e moderna. E posa, elegante, para fotografias incontáveis, de uma repetição angular irresistível e inspiradora.

Dali, o cenário, já com seus bem vividos 450 anos oficiais, parece não envelhecer. Resultado, talvez, da predisposição ao sagrado de um monte que, já no século 16, recebeu de cartógrafos como Américo Vespúcio a alcunha de “Pico da Tentação”, uma referência à passagem bíblica da tentação de Cristo.

Olhar para cima, aliás, também desperta desejo. Dos pés à cabeça, nosso pescoço quase não dá conta da inclinação necessária para acompanhar os 38 metros do Cristo Redentor que se ergue no topo do Corcovado.

E se engana quem pensa que os minutos de contemplação são reservados apenas ao monumento, uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo desde 2007. Todo caminho até lá parece prender a atenção e a respiração – de surpresa grata para alguns, misturada a um certo medo da altura para outros. De trem, vamos subindo pouco a pouco o monte, confortavelmente sentados de frente e de costas para o maquinista.

A história da estrada de ferro que liga o bairro de Cosme Velho, na zona sul do Rio, ao topo do Corcovado se confunde com a da própria cidade ou, melhor dizendo, do País.

Entre 1824, quando D. Pedro I organizou a primeira expedição por trilha ao cume do monte, e 1884, data de inauguração da linha férrea, o Rio viu crescer a demanda turística pelo ponto de onde se vê o Pão de Açúcar, as praias, os bairros que foram invadindo o miolo do município – na época, ainda sem o Cristo, inaugurado apenas em 1922.

A construção da Estrada de Ferro do Corcovado se beneficiou da popularização dos trens a vapor no fim do século 19. Projetada pelos engenheiros Francisco Pereira Passos e João Teixeira Soares, foi ela quem permitiu a montagem do Cristo Redentor alguns anos depois – difícil imaginar como teriam sido transportadas as 50 partes da cabeça e as oito das mãos do monumento, feitas em Paris, não fosse o fôlego vaporizado do trem.

Das peças, fazendeiros e trabalhadores que se espalhavam pela região no início do século 20 aos turistas de hoje em dia, o leva e traz do popular Trem do Corcovado carrega anualmente quase 1 milhão de pessoas, com uma média de 2.500 visitas por dia. Inclua nessa lista ilustres de todos os tipos, como o Papa João Paulo II, Beyoncé, Dalai Lama, John Travolta, Barack Obama e até alguns assíduos, como Santos Dumont, que, segundo os administradores da linha, gostava mesmo de pilotar a locomotiva.

Pioneiro. A subida aos pés do Cristo, feita em trens suíços da década de 1980, dura cerca de 20 minutos, circulando a uma velocidade média de 15 quilômetros por hora. É tempo curto para quem se perde na mudança de paisagem do outro lado das janelas laterais. A cada arrancada, o espaço urbano, com suas casas simples e coloridas, vai ficando para trás, em uma linha divisória marcada por uma imagem de São Sebastião – e tantos outros santos – fincado na terra. São os primeiros sinais de reza e devoção a que o monte remete.

A partir daí, o verde quase monocromático da Floresta da Tijuca, a maior floresta urbana do mundo, se sobrepõe. Com sorte e olhar ligeiro, é possível observar macaquinhos e outros animais. Fique esperto e dê preferência para o lado direito do trem: sem aviso, as árvores deixam um espaço para as incríveis vistas da cidade.

O orgulho dos administradores, já que o direito à manutenção da linha é uma concessão federal, está diretamente ligado à preservação ambiental. E não é de hoje. Além de parte da arrecadação da bilheteria ser destinada ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), a Estrada de Ferro do Corcovado foi a primeira ferrovia eletrificada do Brasil – uma transformação de 1910, realizada pela atual Light.

Não há a obrigação de ir de trem. O trajeto a pé (feito pelo Parque Lage) continua lá, com uma infraestrutura melhor, claro. E, mal imaginava D. Pedro II, mas os tempos modernos já permitem subir e descer do Cristo com vans que saem de Paineiras, Largo do Machado e Copacabana – os valores são os mesmos do passeio de trem, R$ 51 na baixa temporada e R$ 62 na alta.

Minha opinião? Escolha as vans apenas se estiver de passagem pela cidade e os ingressos para embarcar no charmoso trem vermelho estiverem esgotados – o que não é raro, mesmo fora da alta temporada, entre dezembro e fevereiro, julho, fins de semana e feriados.

O ideal, para viver uma experiência que atravessa os séculos e evitar a corriqueira confusão de bilheterias de lugares cheios, é comprar os ingressos com antecedência pelo site: oesta.do/tremcorcovado.

ONDE FICAMOS

Quem atravessa a passos rápidos a Rua Riachuelo, na Lapa, pode passar despercebido por um charmoso palacete cor-de-rosa na altura do número 124. Mas basta um olhar mais atento para notar a diferença que o prédio tombado imprime ao caos cinza do centro carioca. Construído em 1884, já abrigou o Hotel Magnífico entre os anos 1930 e 1940 e o Colégio Mabe. Em 2014, porém, voltou à função hoteleira ao ser comprado e restaurado pela rede de hotéis portuguesa Vila Galé.

Aos seus três prédios históricos somam-se outros dois mais recentes, onde se concentra boa parte dos 292 quartos. A temática é a Bossa Nova e a cultura luso-brasileira – entre no clima imperial na entrada, ao se deparar com um retrato de D. Pedro I. Há uma piscina no jardim interno que garante um sossego quase inimaginável. O restaurante, cujo serviço ainda precisa melhorar, é aberto a não hóspedes. Diárias a partir de R$ 390 em quarto duplo, a 20 minutos do Trem do Corcovado. Mais: oesta.do/vilagalerio.

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Locomotiva desbrava culinária mineira

"Coisas que ficaram muito tempo por dizer / Na canção do vento não se cansam de voar / Você pega o trem azul, o sol na cabeça..." - 'O Trem Azul', Lô Borges e Ronaldo Bastos

Bruna Toni, O Estado de S.Paulo

20 Outubro 2015 | 04h59

RIO ACIMA - A cada domingo, às 10 horas em ponto, o culto religioso realizado no andar de cima de um sobrado de cores apagadas de Rio Acima é interrompido pelos seguidos apitos de Elizabeth, a maria-fumaça que se prepara para partir. Os maquinistas – que também são bilheteiros e comissários – gritam aos passageiros para não haver atrasos.

“Essa história de que mineiro perde o trem é coisa de paulista”, brinca Flávio Iglesias, idealizador e coordenador do passeio turístico na Maria-Fumaça do Rio Acima, uma simpática cidade de apenas 10 mil habitantes, a uma hora de Belo Horizonte.

O nome é novo. Até setembro, quando embarcamos, a locomotiva, fabricada em 1924 pela empresa alemã Orenstein & Koppel e a única do modelo em atividade no Brasil, ainda era chamada de Trem das Três Cachoeiras, referência ao circuito de cerca de 80 quedas d’água da região – mas às quais não se chega de trem.

Da influência aquífera, restaram os nomes dos vagões: Sansa, Véu da Noiva e Chicadona, que também batizam cachoeiras por lá. Os três foram comprados por Iglesias em uma parceria com a prefeitura, que trouxe a locomotiva da Paraíba em 2009. Antigo maquinista e bilheteiro, a mesma profissão do avô, Iglesias coordenou a restauração da estação construída no fim do século 19, e dos sete quilômetros de trilhos entre os bairros de Matadouro e Labareda de 2007 a 2012, ano de reabertura da estação.

Estrada Real. Mas nem o novo nome, nem os ares frescos da tintura azul e branca da estação nos tiram a sensação de volta no tempo. Seu passado imperial, aliás, está marcado nas horas. Suspenso por uma corrente, um relógio com design antigo, como se fosse de 1890, mostra que, atrás da simplicidade plebeia, Rio Acima tem pompa real.

Parte de uma velha trilha aberta pelos índios guianas e percorrida pelos bandeirantes entre a região mineradora e o litoral, a cidade margeia a Estrada Real, num trecho conhecido como Caminho de Sabarabuçu, que contorna o Rio das Velhas – visto da janela do trem ao longo dos 40 minutos de passeio. Para chegar até ela de ônibus, a partir de Belo Horizonte, consulte os horários em oesta.do/onibusrioacima.

A experiência na Elizabeth é essencialmente interna. Se o lado de fora não oferece vistas de tirar o fôlego, o banquete servido no primeiro vagão compensa. Embarcando às 10 horas, há a opção de incluir ao valor da passagem (a partir de R$ 22) um farto café colonial (R$ 12) com deliciosos bolinhos de feijão, ou optar entre bacalhau ao forno e estrogonofe (R$15) de almoço.

Com sorte, a viagem pode contar com a presença do mestre cervejeiro Alfredo Figueiredo, da VM Beer, que, entre bebericadas animadas, explica o preparo de cada um dos rótulos que nos eram servidos.

A proposta gastronômica que faz jus à fama mineira deu tão certo que Iglesias quer ir além: pretende organizar um jantar depois do último horário do trem, às 16 horas, criar uma noite natalina sobre os trilhos e fazer viagens também às sextas-feiras – hoje, a estação só abre aos fins de semana e feriados. Mais: crat.com.br.

ONDE FICAMOS

No bairro boêmio Savassi, a unidade Lourdes da rede Mercure é uma opção econômica. Tem as facilidades dos grandes hotéis, com sete tipos de quartos (são 379 ao todo), com micro-ondas, Wi-Fi e TV. Na área externa, academia, bar e restaurantes, mas vale dar uma volta noturna pela região, repleta de botecos e pubs movimentados. Desde R$ 184 por pessoa, com café. A 1 hora da estação de Rio Acima. Mais: oesta.do/mercurebh.

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O Estado de S.Paulo

20 Outubro 2015 | 04h59

Novidade: Degustar cervejas é o principal atrativo do Trem da Cerveja Belga, que em 14 de novembro partirá da Estação da Luz, rumo a Mogi das Cruzes. Saída às 8h30, retorno às 18 horas, com almoço incluído. R$ 314; bwtoperadora.net.

1. Curitiba - Morretes: São 3h de passeio ao longo de 110 km pela Mata Atlântica, em uma ferrovia de 128 anos. No caminho surgem pontes e cachoeiras; em Morretes, não deixe de comer o típico barreado. R$ 77; serraverdeexpress.com.br.

2. São João del Rey -Tiradentes: Apenas 12 km e 40 minutos separam as cidades. A maria-fumaça percorre os trilhos da Estrada de Ferro Oeste de Minas, inaugurada em 1881 por D. Pedro II. Ingressos a R$ 40; de sexta-feira a domingo. Mais: (32) 3371-8485.

3. Gurararema - Luís Carlos: Recém-inaugurado, o passeio na Maria-Fumaça 353 (conhecida como Velha Senhora) percorre 7 km rumo ao distrito de Guararema e suas construções coloniais. Funciona em fins de semana; informações: guararema@abpf.com.br.

4. São Paulo - Paranapiacaba: o tour ocorre aos domingos (exceto no segundo do mês) – embarque na Estação da Luz (8h30) ou em Santo André (9h). O retorno ocorre às 16h30. São 48 km, em uma locomotiva reformada dos anos 1950. R$ 36; cptm.sp.gov.br.

5. Bento Gonçalves - Carlos Barbosa: atração da Serra Gaúcha, o passeio de maria-fumaça percorre 23 km, com uma pausa em Garibaldi. O percurso dura 2h, com muito vinho e clima italiano. R$ 86; mfumaca.com.br.

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