Juan Jaeger / Divulgação
Juan Jaeger / Divulgação

Parque Nacional de Lauca

Lagos e vulcões dividem espaço com lhamas em parque pouco visitado

Juliana Mezzaroba, O Estado de S. PAulo

20 Dezembro 2016 | 04h30

No alto do altiplano, o povoado de Guallatiri tem apenas uma igreja e uma pousadinha. Chegar ali é realmente guardar o melhor para o final – afinal, o pequeno povoado é ponto de partida para o Parque Nacional Lauca e para o Salar de Surire, as últimas paradas de nosso roteiro. 

Para chegar a Guallatiri, partimos bem cedo de Belén, antes mesmo de o sol começar a iluminar o vilarejo. O trajeto durou cerca de 3 horas, indo devagar, apreciando o horizonte e nos acostumando com o ar rarefeito das altitudes andinas. A orientação é respirar mais fundo para enganar o corpo, que receberá uma quantidade de oxigênio menor. Quando finalmente alcançamos os 4.300 metros de altitude, foi como um corte bruto em uma de cena de filme: finalmente, chegamos ao grande objetivo da viagem. 

O parque foi nossa primeira parada. Vulcões, lagoas cristalinas, montanhas, sítios arqueológicos, vegetação endêmica, lhamas, flamingos, vicunhas e alpacas compõem a área de preservação de 138 mil hectares na fronteira do Chile com a Bolívia. 

A natureza exuberante é permeada pelos vulcões Parinacota (6.342 metros de altitude) e Pomerape (6.280 metros sobre o nível do mar). Majestosos, se apresentam com formas diferentes, mas com uma camada de gelo que lembram marshmallows derretidos, com o céu espelhado nos lagos ao seu redor. 

O principal deles é o Lago Chungará, que reflete em suas águas verde-esmeralda a imagem cônica perfeita, coberta de neve, do vulcão Parinacota. O lago é um dos mais altos do mundo, a mais de 4.500 metros sobre o nível do mar. 

Os dois gigantes ficam ainda mais bonitos à medida em que se avança pelo parque. O local ainda é pouco visitado – em 2015, foram apenas 150 mil turistas. E nem é preciso pagar para entrar.

Considerado “Reserva Mundial da Biosfera”, o Parque Lauca tem muito a oferecer. É atualmente o lar de mais de 130 espécies de aves que vivem próximas aos lagos e córregos formados pelas águas do Rio Lauca.

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