Passado presente

O centro de Tallin parece colocar os viajantes dentro de uma máquina do tempo. Mas basta cruzar as muralhas para encontrar boas surpresas, como o alternativo distrito de Kalamaja

ADRIANA MOREIRA / TALLIN, O Estado de S.Paulo

12 Agosto 2014 | 02h07

A muralha preserva uma cidadela parada no tempo. Lá dentro, as construções medievais resistiram às transformações de um país que foi de muitos, até começar a trilhar o próprio caminho desde que se separou da União Soviética, em 1990. Tallin e seu centro antigo são o principal cartão-postal da Estônia, que já não se contenta apenas com os visitantes que fazem da capital uma "esticadinha", um bate-volta europeu. O país quer mostrar que tem mais a oferecer.

A seu favor, estão as distâncias diminutas (em quatro horas é possível cruzar o território de norte a sul), boas estradas e sistemas de transporte eficientes. E, claro, as paisagens de um destino repleto de verde e de cidadezinhas charmosas. Dos pouco mais de 1 milhão de habitantes do país de 45 mil quilômetros quadrados (quase o tamanho do Rio Grande do Norte), aproximadamente 500 mil se concentram em Tallin.

Durante cinco dias, percorremos as estradas do país. Saímos da capital, no extremo norte, passamos por duas das quase 1.500 ilhas e ilhotas do Mar Báltico que compõem a Estônia a oeste, visitamos um balneário que, dizem, lota no verão e uma animada cidade universitária a leste.

Meu conselho? Apesar de tudo ser relativamente perto no país em comparação ao Brasil, é preciso mais tempo para curtir com propriedade as atrações de cada lugar, especialmente quando a chuva insiste em perdurar o dia todo.

Se o tempo for curto, melhor fazer um roteiro mais focado. Além de Tallin, a universitária Tartu também tem construções preservadas, bares agitados, sempre a postos para servir a saideira, e um museu de ciências onde crianças e adultos aprendem e se divertem. Pärnu, principal balneário do país, é disputadíssima no verão e repleto de festivais.

Para um pouco mais de contato com a natureza, as ilhas são boa pedida - Muhu tem apelo extra para quem não dispensa requinte. Ali está o melhor restaurante e um dos hotéis mais luxuosos da Estônia. Prova de que há muitas surpresas esperando pelos turistas do lado de fora da muralha de Tallin.

*Viagem feita a convite da TAP Linhas Aéreas e do Turismo da Estônia

Extras: 

> A Estônia, aliás, é ultraconectada. Há Wi-Fi grátis (e rápida) em parques, trens e até pontos de ônibus. Em bares, restaurantes e hotéis é só pedir a senha, sem constrangimento. Afinal, quase tudo no país é feito online. Até mesmo votar

> A sede do Skype, comunicador bastante usado por viajantes, fica em Tallin. Quem é contratado vai ao Valli Baar, um "pé-sujo" no centro antigo, tomar Millimallikas (água-viva), bebida que leva tabasco, tequila e sambuca (licor de anis)

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