Passeios em Lisboa buscam (re)descobrir lugares históricos

Com visão panorâmica ou pelas ruas, roteiro na capital portuguesa revela lugares históricos, baladas e museus

Fernando Victorino / ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

16 Junho 2016 | 05h00

Do terraço tem-se a cidade aos pés e, à esquerda, a visão do Rio Tejo. Para melhor conhecer Lisboa, um bom começo é vê-la de seu ponto mais alto, tomando o bondinho 28 para alcançar o Castelo de São Jorge (castelodesaojorge.pt). A fortificação conquistada dos mouros em 1.147 por D. Afonso Henriques, primeiro Rei de Portugal, é uma área de lazer que inclui um museu que conta a história da capital portuguesa e um observatório que permite ver a cidade em 360 graus. Na volta, desça a pé a Alfama, um dos bairros mais antigos. No fim de tarde, o som que sai das guitarras portuguesas guia os ouvidos por vielas estreitas de passado mourisco.

A noite lisboeta não se limita, no entanto, ao ritmo conhecido internacionalmente. Ainda na mesma Alfama, a Lux Frágil (luxfragil.com) mistura bar, performances e DJs, em uma balada que tem entre os sócios o ator John Malkovitch, dono também do restaurante Bica do Sapato (bicadosapato.com), de cozinha portuguesa contemporânea. Uma boa opção para começar a noite em Lisboa são bares e restaurantes do descolado Bairro Alto. No Park Bar (facebook.com/00park), badalado rooftop da cidade, acima de um estacionamento, beba algo e aprecie a vista do Rio Tejo com a Ponte 25 de Abril.

Vizinho ao Bairro Alto, no famoso Chiado, o Café A Brasileira atrai gente para suas mesas sobre a calçada, onde uma estátua de bronze do poeta português Fernando Pessoa faz companhia aos fregueses. Ressurgido das cinzas após o incêndio de 1988, o bairro tem hotéis exclusivos, grifes e gastronomia cosmopolita. Na Rua Garret fica a livraria mais antiga do mundo, a Bertrand (bertrand.pt).

Para descer do Bairro Alto direto para a Baixa, experimente o Elevador de Santa Justa. O ascensor de estilo neogótico leva ao centro histórico, de calçadões para pedestres e comércio movimentado de dia. Ande pela Rua Augusta em direção ao imponente arco de traço neoclássico, símbolo da reconstrução de Lisboa, sacudida por um terremoto em 1755. Da Praça do Comércio, siga para a região do Cais do Sodré. No remodelado Mercado da Ribeira há 30 opções para comer e beber. Alguns dos principais nomes da gastronomia lisboeta estão lá.

Para frente do Cais do Sodré, chega-se à confeitaria Pastéis de Belém (pasteisdebelem.pt), dos genuínos doces portugueses, recheados por creme de natas, ovos e açúcar. Guie-se pela aglomeração à porta e pelo cheiro de canela. Sem trocar de calçada, você encontra o Mosteiro dos Jerônimos (ícone do estilo arquitetônico manuelino), a Torre de Belém (ponto de partida das travessias marítimas rumo ao Oriente) e o Padrão dos Descobrimentos (construção em forma de caravela com navegadores esculpidos em pedra).

No extremo oposto da cidade, a ligação dos portugueses com o mar se justifica na grandiosidade do Oceanário (oceanario.pt), inaugurado em 1998 no Parque das Nações e que ultrapassou neste ano a marca de 20 milhões de visitantes. O aquário mantém quatro hábitats marinhos, onde vivem cerca de 8 mil criaturas de 500 espécies. No mesmo parque, um passeio de teleférico permite admirar a cidade por outro ângulo, novamente do alto.

 

Dica de economia

Lisboa (www.visitlisboa.com) é uma capitais europeias com pacotes mais baratos para o brasileiro. Na Submarino Viagens (submarinoviagens.com.br), seis noites com aéreo custam a partir de R$ 3.311 por pessoa em quarto duplo (saída em 4/7). Na capital portuguesa, andar é meio caminho para conhecer a cidade e economizar. Lisboa é pequena e muitas atrações ficam em uma mesma região. Belém reúne a Torre, o Mosteiro dos Jerônimos e os Museus Nacional de Arqueologia e dos Coches, todos com entrada gratuita no primeiro domingo do mês. Para quem curte música, o Out Jazz (ncs.pt/outjazz.php), evento gratuito de verão, tem sua 10ª edição em 2016. DJs animam a galera nos fins de semana, a cada dia em um ponto diferente.

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