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Passeios reais na Inglaterra

PALÁCIO DE BUCKINGHAM

Renata Tranches, O Estado de S. Paulo

17 Maio 2016 | 02h40

Os turistas se acotovelam para ver a troca de guarda, em frente ao Palácio de Buckingham. Mas, em determinados meses do ano, também é possível entrar na residência real e visitar os Aposentos de Estado – este ano, de 23 de julho a 31 de agosto e de 1º de setembro a 2 de outubro. Em ambos os casos, as multidões são inevitáveis. Mas, fazer o quê? 

Principal residência oficial da família real britânica, o palácio foi construído em 1703. Logicamente, o quarto da rainha não está aberto ao público. Mas a visita, de 2h30, leva às principais salas e espaços onde são realizados eventos oficiais da realeza britânica. Nas ornamentadas paredes, há desde tapeçarias a pinturas de Rembrandt, Rubens e Canaletto.

Aliás, em termos de arte, a Queen’s Gallery reúne exposições temáticas – até 9 de outubro, o foco são artistas escoceses, com pinturas, desenhos e miniaturas colecionadas pelos monarcas desde o rei George III (1738-1820). Uma das peças mais interessantes da mostra é o Pedestal Clock. Criado por John Smith no início do século 18, o relógio musical em grande escala tem três mostradores pintados que retratam a vida na corte na época. Ainda em funcionamento, foi um presente da comunidade de Glasgow ao Duque de York, mais tarde rei George VI, e à sua mulher, Elizabeth Bowes-Lyon (pais da rainha Elizabeth), por ocasião de seu casamento, em 1923.

Ainda no Palácio de Buckingham, o Royal Mews é um dos mais belos estábulos em funcionamento. Ali são organizados os transportes terrestres da rainha e sua família, além de reunir a coleção real de carruagens históricas – incluindo a Gold State Coach, usada em todas as corações desde 1821. 

Com tempo extra, vale combinar a visita também aos jardins do palácio. Os ingressos custam entre 21,50 libras (R$ 107; só os aposentos) e 37 libras (R$ 184; com os estábulos e jardins).

Chá da tarde. Do outro lado da rua, o Rubens at the Palace tem quartos com vista privilegiada para o palácio. Mas se as diárias a partir de R$ 1.200 forem demais para o seu bolso, que tal aproveitar o chá da tarde? O cardápio foi elaborado com doces e salgados associados à monarquia, como o sanduíche de pepino com cream cheese e o bolo de chocolate servido na recepção do casamento de William e Kate. Custa 32 libras (R$ 160) e inclui uma taça de champanhe.

Joias da Coroa. Outro lugar na lista inevitável das filas londrinas é a Torre de Londres (25 libras ou R$ 125), fortaleza com mais de mil anos de história. É ali que estão guardadas as Joias da Coroa – diferentemente das que estão no Castelo de Edimburgo, essas são manuseadas com certa frequência pela rainha Elizabeth II. É o caso da Imperial State Crown, coroa usada pela monarca na abertura anual do parlamento inglês. 

CASTELO DE WINDSOR

A apenas 50 minutos de trem de Londres, a partir da estação London Waterloo, o Castelo de Windsor é a residência de fim de semana da rainha. Não é de se surpreender: a belíssima e imponente edificação é superlativa em tamanho (é o maior castelo ocupado do mundo) e em história (é também o mais antigo, usado desde o século 12). Erguido por William, o Conquistador, foi remodelado por sucessivos reis e rainhas.

É ali que a rainha comemora a data de seu nascimento, 21 de abril, ao lado de filhos, netos e bisnetos. Este ano, na celebração de seus 90 anos, Elizabeth II inaugurou a Queen's Walkway, atração nos arredores do castelo criada para saudar seu título de monarca mais longeva – em setembro, ela ultrapassou os 63 anos da rainha Victoria no trono britânico. 

O percurso, de 6,3210 quilômetros – simbolizando o tempo recorde de 63 anos e 210 dias no trono –, foi desenhado para conectar 63 atrações da cidade, como a troca de guarda (menos concorrida que a londrina; 10h45 e 11h30 diariamente no verão) e o Long Walk, percurso entre o castelo e o Windsor Great Park. A longa estrada cercada de uma grama verde ofuscante é um convite para um piquenique.

Dentro do castelo, as áreas ficam abertas ao público em horários diferentes ao longo do ano. Os suntuosos apartamentos privados criados por George IV, por exemplo, podem ser visitados de setembro a março. O ingresso, a 20 libras (R$ 100), dá direito a passar pela Casa de Bonecas da Rainha Mary, um pequeno tesouro de miniaturas aristocráticas montado entre 1921 e 1924 A casa tem eletricidade, elevadores e até água corrente. 

Até 1º de janeiro de 2017, a Royal Library do castelo realiza uma exposição especial para marcar outra data: os 400 anos da morte de William Shakespeare. O local conta com 500 volumes escritos por Shakespeare e faz uma retrospectiva de sua vida e obra, com conversas com especialistas e encenações. 

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O museu de cera Madame Tussauds, em Londres, tem mais figuras da rainha Elizabeth II do que de qualquer outra personalidade. São 23 cópias – a primeira, feita quando ela tinha 2 anos –, com roupas feitas pelos estilistas da rainha.

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