Adriana Moreira/AE
Adriana Moreira/AE

Pastéis de nata e azulejos em Macau

Os pastéis de nata estão por toda parte. O aroma percorre as ruas da região do belo Largo do Senado, iluminado por postes coloniais e decorado com lanternas chinesas. Caminhando pelas ruas estreitas, surgem painéis de azulejos portugueses retratando um povoado tipicamente chinês.

07 Maio 2012 | 19h17

 

As referências da colonização lusa se espalham pelo centro histórico de Macau, um Patrimônio da Unesco. O navegador Jorge Álvares, homenageado com uma estátua no Largo do Senado, chegou à península asiática em 1513. A partir de 1554, os portugueses começaram a se estabelecer por lá, transformando a região em importante entreposto comercial. Logo chegaram os jesuítas, que construíram ali o Colégio de São Paulo, incendiado em 1835 – as ruínas seguem como atração turística. Em muitos pontos, as construções fazem lembrar o Pátio do Colégio, em São Paulo.

 

Macau seguiu como colônia portuguesa até 1999, quando foi devolvida à China. Hoje, o território tem status de Região Administrativa Especial, com sistema econômico independente da China. Mas as placas de ruas e de todo o comércio seguem escritas em português e cantonês – o idioma de Camões continua oficial no território, ao lado do chinês. Ainda assim, é difícil encontrar alguém que fale nossa língua.

 

Mesmo o inglês tem suas restrições – mas não nos grandes hotéis, claro. Que, aliás, são um mundo à parte. Apenas alguns quilômetros separam o centro histórico dos gigantescos cassinos, cujo faturamento em 2011 superou os US$ 30 bilhões. Desde 2006, Macau ultrapassou Las Vegas na receita vinda das apostas – e o lucro aumenta ano a ano.

 

Assim como na cidade americana, os cassinos não guardam apenas as famigeradas máquinas caça-níqueis, roleta e mesas de black jack. É neles que estão os melhores restaurantes da península – a última versão do Guia Michelin deu estrelas a sete estabelecimentos de Macau. O único a receber três foi o Robuchon au Dome, no topo do Grand Lisboa Hotel, do renomado chef francês Joël Robuchon. /ADRIANA MOREIRA

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