Paulo Saldaña/AE
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Patagônia: rumo ao fim do mundo

Contemplar majestosas geleiras é apenas uma das muitas atividades inesquecíveis do cruzeiro pela região. Fiordes, montanhas, animais e história fazem parte da aventura

Paulo Saldaña,

07 Novembro 2011 | 23h00

PUNTA ARENAS - Impossível não abrir um sorriso de felicidade quando, ao acordar, se descobre pela janela a paisagem deslumbrante revelada pela luz do dia. Montanhas salpicadas de neve, de um branco que se confunde com as nuvens do céu. O mar escuro reflete a sombra dos pássaros pescadores. Tudo é um espetáculo que nos segura na cama de olhos paralisados naquela janela que mais parece um quadro vivo. Mas mesmo com a temperatura de 5 graus do lado de fora, pular da cama antes das 7 horas é a melhor escolha. Navegamos as águas do Estreito de Magalhães e o destino é o fim do mundo, em uma expedição de muitas histórias, mitos e a natureza selvagem da Patagônia. Os sorrisos de felicidade estão só no começo.

 

A jornada corta algumas das centenas de fiordes, ilhas e canais da região mais austral do planeta, uma pérola do continente sul-americano. Uma misteriosa grandeza vive entre as montanhas que se elevam umas atrás das outras, deixando entre si profundos vales. Região que por séculos desafiou a habilidade de grandes navegadores e hoje habita o sonho de turistas de todo o mundo. A viagem é para contemplação e exclamações. E também para curtir uma solidão sem tristeza.

 

Para descobrir geleiras, os caminhos da história e andar entre pássaros e pinguins, é preciso se desligar do mundo. Os passageiros não têm acesso a internet, telefone ou mesmo televisão. E sem nenhum sacrifício - muito pelo contrário.

 

Desde o início da década de 1990 a região é explorada por cruzeiros turísticos, sempre em versões menores que os convencionais. Estamos a bordo do Stella Australis, um dos que realizam essa expedição. De bandeira chilena, o navio tem capacidade para somente 210 passageiros.

 

Abrigo com instalações luxuosas, áreas de convívio com preguiçosos sofás de couro, serviço all-inclusive e, é bom avisar, uma agradável temperatura ambiente. O frio, que nesta época do ano varia entre zero e 10 graus, está só do lado de fora.

 

Apesar do luxo e do bar aberto, esqueça festas noturnas e bailes que entram pela madrugada. A programação prioriza as saídas para terra, a maioria nas primeiras horas das manhãs.

 

Partida. O ponto inicial da aventura é a cidade chilena de Punta Arenas, no paralelo 53° ao Sul, na costa do estreito descoberto em 1520 pelo navegador português Fernando de Magalhães, a serviço da Espanha. Até chegar a Ushuaia, na Argentina - e também ao voltar a Punta Arenas, para aqueles que fazem o tour completo - vestimos o colete salva-vidas repetidas vezes e nos jogamos a bordo de botes Zodiac para desembarcar em baías e geleiras. Sempre em grupos de até 15 pessoas, divididos pelo idioma dos passageiros.

 

As línguas oficiais são o espanhol e o inglês. Prepare-se para conhecer gente do mundo todo. Mais da metade dos passageiros - 57% do total - são europeus. Norte-americanos e canadense são 24% e da América Latina, 16%. Os brasileiros correspondem a apenas 6% dos expedicionários deste cruzeiro. Apesar disso, havia em nossa viagem guias que falavam português - e, em um dos trechos que o grupo de brasileiros era maior, todas as informações eram traduzidas.

 

A viagem tem quatro noites na ida, três na volta. Cruzar essas águas é um ingrediente valioso para a recarga de aventura no espírito de qualquer pessoa. Para a porção de informação, guias afiados destrincham detalhes da fauna, flora e também das glórias e inglórias dos navegantes. "Somos privilegiados por navegar nestas águas", diz um dos guias.

 

 

Primeira parada - Tons de cinza e verde e algum romance na Baía Ainsworth

 

Até ancorar na Baía Ainsworth, a primeira exploração em terra programada no roteiro do Stella Australis, navegamos durante a noite pelo Fiorde Almirantazgo - à esquerda, a maior ilha da Patagônia, a Terra do Fogo. Chegamos de bote a uma praia de pedras, com pedaços de gelo que boiavam em água calma e desenhavam verdadeiras esculturas. Dali, podem ser vistos ao longe o Glaciar Marinelli e a Cordilheira Darwin. Uma admirável sequência de montes e montanhas imponentes e branquinhas.

 

O naturalista inglês Charles Darwin, que empresta o nome à cadeia de montanhas, conheceu a região no século 19 em uma expedição fundamental para sua teoria evolucionista.

 

O guia do grupo brasileiro, Cristóbal Fierro, explica que a cordilheira possui 1.872 fendas de gelo. São essas fendas que garantem a vida dos glaciares que rodeiam as montanhas.

 

O trajeto segue terra adentro, tendo como trilha sonora o canto dos pássaros e as explicações detalhadas sobre árvores, flores e liquens que amarelam as pedras. Os tons de cinza e verde da vegetação herbácea oferecem um bonito contraste com o branco virtuoso da neve das elevações enfileiradas no horizonte. Pendurado nas árvores, praticamente secas nesta época, os farolitos del China formam espécies de lustres. Dizem que um beijo dado sob esses ornamentos naturais prenuncia amor eterno. Os casais não resistem.

 

Uma parada diante de outra árvore, a que dá a frutinha mais famosa do extremo sul do continente, o calafate. "Você precisa comer para voltar à Patagônia", repete Fierro. No navio, provei a geleia. Deliciosa, como uma amora de sabor marcante e levemente azedinho.

 

A baía e pequenas ilhas do entorno abrigam uma colônia de elefantes marinhos. Mas, como ali é a natureza quem dá as cartas, não tivemos a sorte de avistar nenhum destes animas.

 

De volta ao bote, seguimos a um passeio de quarenta minutos em torno da ilha Tuckers. Não desembarcamos. Pela água, circundamos formações rochosas onde vimos uma colônia de cormorões, aves que fazem de ninho buracos na pedra. São aves migratórias, encorpadas, de um preto retinto e pescoço alongado. Os animais são monogâmicos e se encontram para namorar e procriar em seu ninho. Mais um capítulo fofo da expedição, para deleite dos apaixonados.

 

O mais encantador - Admirados e em silêncio, contemplamos o Glaciar Pia

 

Para alcançar nosso primeiro glaciar, o Pia, navegamos pelo canal mais estreito de toda viagem. O canal Gabriela soma apenas 120 metros de um paredão de montanhas ao outro, o que faz o navio balançar um pouco mais que em qualquer outro trecho da viagem. Mas nada que provoque enjoo ou tombos.

 

As águas ficam mais calmas quando alcançamos o fiorde que dá nome ao glaciar. Tão calmas e lisas que refletem as montanhas como se fossem um espelho. E logo o paredão de gelo surge entre as árvores.

 

 

Em mais um desembarque impressionantemente seguro e bem organizado, chegamos de bote em frente ao Pia, uma enormidade de gelo de quase 80 metros de altura.

 

Conseguimos ficar razoavelmente perto da geleira. Uma cena grandiosa. Primeiro a praia se enche do som das exclamações em vários idiomas. Em seguida, o silêncio começa a tomar conta da atmosfera: é hora de meditar, apenas olhar, pensar, olhar de novo, refletir. Alguém sugere alguns minutos de completo silêncio - e isso faz todo o sentido. Silêncio que é quebrado pelo estrondo repentino de parte da massa gelada que se desprende do bloco. Pedaços brancos caem sobre a água, para depois boiarem até a beira da praia.

 

Do alto de um morro, a cinco minutos de caminhada, uma visão panorâmica do glaciar emoldurada pelo verde das árvores. Ao fundo, outro ângulo da Cordilheira Darwin. Imagem que vai demorar para sair da lembrança.

 

Famosa avenida - No Canal Beagle começa a via que concentra cinco belas geleiras

 

De volta ao Stella Australis, a navegação segue até nos depararmos com o Canal Beagle - nome do barco onde viajou Darwin, sob o comando do capitão Fitz Roy. Somos avisados de que ali começa a famosa Avenida dos Glaciares. E não demora nada para que todos estejam no deque, a postos para apreciar as cinco geleiras: Romanche, Alemanha, França, Itália e Holanda. Para acompanhar a paisagem, uma rodada de petiscos.

 

 

Ainda veríamos, na volta a Punta Arenas, o Glaciar Águia. O desembarque ocorre em um canal estreito que sai do fiorde Agostini. De longe já se vê a imensidão de gelo - o Águia não tem contato com o mar, ficando inteiro sobre a rocha. Caminhando pela beira da água, uma grande baía se revela redonda com água salgada e doce se misturando. Ao fundo, o gelo forma imagens de rostos, grandes esculturas, fendas como se fossem portas misteriosas. O cenário, lindo, só é menos arrebatador que o próprio Glaciar Pia.

 

Povo nativo - Na Baía Wulaia, Darwin teve contato com os yámanas

 

Em 23 de janeiro de 1832, o capitão Robert Fitz Roy atracou o Beagle, embarcação que conduzia, na calma Baía Wulaia, onde o jovem Darwin teve contato com os nativos da etnia yámana. Um povo canoeiro e nômade, que vivia sem roupas mesmo nas adversas condições climáticas locais, marcadas por frio, neve e chuva.

 

Os costumes extremamente rupestres daqueles nativos surpreenderam o naturalista. "A distância entre eles e nós, civilizados, é maior do que a de um animal doméstico e outro selvagem", escreveu na ocasião.

 

Hoje não existem mais índios na região, mas uma réplica em tamanho real das cabanas dos yámanas está lá para ajudar o visitante a entender um pouco de seu modo de vida. Também é possível encontrar, quando a maré está baixa, pequenos diques de pedras usados por esse povo para capturar centollas - espécie de crustáceo típico de lá, muito usado na gastronomia.

 

Há a opção de fazer uma caminhada leve pela praia ou subir por uma trilha de cerca de uma hora, mais pesada. De cima, uma vista linda do desenho formado pelas porções de terra, mar e montanhas da Ilha Hoste, mais distante. No caminho, uma vegetação homogênea (na Patagônia, há apenas uma espécie de árvore, a notofagus) e árvores tombadas. Culpa da ação dos ventos e do solo que conta com uma camada fina de terra. E também de um animal que se tornou praga: o castor.

 

Os ninhos dos castores são bonitos de se ver, mas o estrago que estes roedores fazem tem se tornado um problema. O castor não é natural da região e constrói diques para se proteger de um predador que não existe por lá. "É necessário uma ação do governo porque eles provocam uma verdadeira destruição", explica o chefe da expedição, Mauricio Alvarez.

 

Lar dos pinguins - Animais buscam abrigo na Ilha Magdalena para se reproduzir

 

Antes da última parada da expedição pelas águas da Patagônia, na Ilha Magdalena, uma orientação fundamental: quando estiver caminhando, dê a preferência aos pinguins. A pequena ilha, a poucos quilômetros de Punta Arenas, é hábitat e local escolhido para reprodução de cerca 140 mil pinguins de Magalhães.

 

A ilha abriga gaivotas das espécies dominicana e austral, pombos antárticos e outras espécies de pássaros de peito gordo e asas longas - mas os protagonistas são mesmo os pinguins. Com a tradicional barriga branca, esta espécie tem como principal característica duas linhas negras no peito. Os machos chegam primeiro, as fêmeas os encontram em seguida. Casais monogâmicos ficam em ninhos formados em buracos na terra.

 

 

Pinguins são mesmo desastrados e desengonçados. Andam aos tropeços, caem na terra e depois pulam na água, onde nadam com desenvoltura. "Tenho vontade é de abraçar, são muito lindos", deslumbra-se a estudante chilena Rocío Rodriguez, de 21 anos, que viajava com o tio. A frase se repete durante as caminhadas pela ilha.

 

São tantos animais que às vezes é preciso correr deles, que têm bicos potentes. Alguns posam para as fotos como modelos, outros protagonizam cenas românticas, com beijinhos e abraços. É de amolecer o coração até dos mais durões.

 

Antes de deixarmos a ilha para voltar ao Stella Australis, uma cena inesquecível se desenrola diante dos nossos olhos. Um elefante marinho conseguiu capturar um pequeno pinguim e se instalou na água, a poucos metros da praia. Enquanto pássaros sobrevoavam o banquete, dezenas de pinguins apenas olhavam, assustados e imóveis.

 

Fim do mundo - O emocionante simbolismo de pisar no mítico Cabo de Hornos

 

O destino mais lendário da viagem, o Cabo de Hornos, porção de terra mais próxima à Antártida, pede uma preparação detalhada na noite anterior. A palestra informa os requisitos de segurança para sair do bote. E o recado final chega a assustar (ou desanimar): só desembarcaremos se a condição climática for ideal.

 

A cada dez expedições, três não conseguem o aval do clima para o desembarque. E mais: quando isso é possível, todo cuidado é pouco com o mar que bate nesta ilha formada por altas rochas. "Temos a previsão do tempo, mas de uma hora para outra tudo muda. É muito variável, a parte mais complicada em termos de navegação", explica o segundo piloto, o chileno Luis Muñoz, de 44 anos.

 

A 954 quilômetros do continente de gelo, Hornos tem uma considerável ficha corrida de vítimas. Estima-se em 500 o número de naufrágios desde 1616, quando a rota foi descoberta. Tudo por culpa de ventos impiedosos, tempestades e mudanças bruscas do tempo. Conta-se que, em 1905, o veleiro Susana passou 94 dias navegando ao sabor dos ventos.

 

Darwin também não foi poupado. Em seu famoso diário, relata a experiência vivida em 1830. "A tarde estava tranquila e nos deixou gozar o grandioso espetáculo que oferecem as ilhas vizinhas. Mas parece que o Cabo de Hornos exige que paguemos seus tributos e nos enviou uma espantosa tempestade que nos soprou precisamente na cara. Fomos obrigados a ganhar alto mar." Ao contrário do que viveu o naturalista, a natureza foi nossa parceira: desembarcamos com uma calmaria que surpreendeu até a tripulação. Isso nas duas vezes em que visitamos a ilha (sim, duas, algo raríssimo de acontecer). Com o pé em terra, subimos 160 degraus até a parte plana do rochedo.

 

 

Não há muito que conhecer em Hornos. Há um farol, onde são vendidos souvenirs. A vegetação é úmida e rasteira, sem nenhuma árvore. No ponto mais alto, um monumento inaugurado em 1992: um albatroz, que, diz a lenda, leva a alma dos navegantes mortos.

 

Mas o que vale mesmo é o simbolismo de estar em um lugar onde poucos já chegaram. É hora de reflexão, de olhar na direção do polo sul e de sentir que o fim do mundo está em algum lugar por ali.

 

Apesar do isolamento, o Cabo de Hornos sempre abriga uma família. O oficial da marinha Miguel Apaplasa, de 33 anos, sua mulher Katerine, de 26, e o filho Matias, de 8, eram os guardiães do lugar - as famílias ficam 12 meses e depois são substituídas. "É muito bonito e Matias adora", diz Katerine. Comida e água chegam de barco uma vez por semana.

 

Com mar e clima amigáveis, conseguimos ainda contornar o mítico Cabo de Hornos - feito também raro - e admirar seus contornos desde o Mar de Drake, no encontro entre os Oceanos Atlântico e Pacífico.

 

Confortável novidade - Estreante, Stella Australis une luxo e descontração

 

Uma taça de champanhe recepciona os passageiros do Stella Australis, acompanhada das boas vindas do capitão Oscar Sheward. "Sintam-se em casa", ele diz. E todo este cuidado, o tratamento atencioso e os esforços legítimos para que todos fiquem realmente à vontade se repetirão ao longo de toda a viagem.

 

Novo em folha, o navio está em seu primeiro ano de expedições. As cabines têm dimensões agradáveis e, sua melhor característica, janelas enormes. A temperatura interna é controlada pelo próprio hóspede. Se há algo a lamentar, talvez seja a ausência de um frigobar individual.

 

Há cabines para casais ou com duas camas separadas. E existe ainda um modelo de suíte um pouco maior, onde é possível estender mais uma cama para quem viaja com filhos.

 

Com uma decoração que mistura madeira, aço polido e couro, o aspecto é de conforto e luxo. Em cada um dos quatro pisos há uma sala onde você pode relaxar. Isso quando não está em curso nenhuma das interessantes palestras e sessões de vídeos sobre pássaros, flores e pinguins, bastante frequentes na programação da embarcação. Há, ainda, aulas de nó de marinheiro e sobre vinhos chilenos.

 

Café da manhã, almoço e jantar são servidos no único restaurante do navio. O menu caprichado lista suculentos salmões, centollas e um inesquecível tataki de atum (um tipo de preparo que sela a carne). Tudo acompanhado de bons vinhos chilenos e argentinos. Vale atenção especial quanto aos horários: são fixos e não há opção de lanches fora desta agenda.

 

O cruzeiro pela Patagônia não guarda muitas semelhanças com viagens feitas em grandes transatlânticos por destinos litorâneos pelo planeta. A preocupação é de que seja uma expedição e, apesar de o bar ficar aberto durante todo o dia, não há festas que avancem além de meia-noite. O que não impede que você fique pela área comum, desde que não perca a hora dos compromissos nas primeiras horas do dia seguinte. Tudo devidamente anunciado por um alto falante dentro do seu quarto.

 

A maioria das atividades, inclusive a concentração para os desembarques, ocorre no bar, no último piso. No balcão, o barman prepara drinques. O mais pedido é, claro, o pisco sour. Também é possível experimentar a boa cerveja Austral, de Punta Arenas. E fique tranquilo. O balanço do navio é ameno e os corredores têm barras de apoio nas paredes.

 

Onde tudo começa - Punta Arenas, no Chile, e Ushuaia, na Argentina, são pontos de partida

 

A viagem pode começar em Punta Arenas, no Chile, ou na argentina Ushuaia. Na primeira, a visita pode ser rápida: os destaques são a Praça de Armas cercada de casarões históricos e um curioso cemitério com estranhas árvores em formato de cone ou cilindro.

 

Já Ushuaia, que se autoproclama a cidade mais austral do mundo, merece uma ou duas noites. Capital da província argentina da Terra do Fogo, a cidade é um punhado de casas e pequenos prédios espremidos entre montanhas nevadas e o mar calmo da baía, onde barcos de pesca, de passeio e navios de carga ficam atracados. Pássaros em voos rasantes quase atingem a cabeça do visitante desavisado.

 

Fundada em 1882, Ushuaia tem uma vocação nítida para cartão-postal. Tudo pode ser visto e conhecido a pé. O comércio é interessante. São inúmeros os bares, restaurantes e cafés - em um deles, um chocolate quente grande e delicioso saiu por R$ 8. Procure a Rua San Martin, que concentra lojas e ainda fica estrategicamente protegida do vento que vem do mar.

 

Boa opção para um lanche ou almoço é o restaurante Ramos Generales, no número 749 da Avenida Maipu, à beira-mar. A decoração lembra um museu, com peças e quinquilharias típicas da região.

 

Há três museus em Ushuaia: do Fim do Mundo, Yámana e do Presídio. Não espere muitos deles - o que não significa que visitá-los seja perda de tempo. Outra boa atração é o tour ao Parque Nacional Terra do Fogo, vendido em agências locais e em alguns hotéis. É possível fazer o passeio em um dia e estar de volta à cidade antes das 16 horas.

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