Pausa para um autêntico cafezinho no centro de Bogotá

"O risco é você querer ficar." O slogan adotado pelo departamento de turismo colombiano não poderia ser mais apropriado. A segurança é, sim, uma preocupação: a revista no aeroporto é detalhada, cães farejadores estão por toda a parte, assim como o exército. Pode ser intimidante no começo - mas logo você se acostuma.

BOGOTÁ, O Estado de S.Paulo

19 Fevereiro 2013 | 02h09

Uma boa maneira de começar a explorar a capital é com os tours a pé do Ponto de Informação Turística (PIT) no Palácio Liévano, no centro histórico (esquina da Carreira 8 e Calle 10). O passeio sai duas vezes por dia (às 10 e às 14 horas) e é grátis.

Acompanhado de um guia, que se encarrega de explicar os detalhes de cada lugar, você percorre pontos como a Plazoleta del Chorro de Quevedo, onde a cidade foi fundada em 1538, e a Plaza de Bolívar, marco local rodeada de edifícios históricos. Nas imediações está o bairro da Candelária, conhecido por suas casinhas coloridas que abrigam bares, restaurantes e lojinhas atraentes. Que tal provar o afamado café colombiano por lá?

O líquido quente vai ajudá-lo a superar os problemas com a altitude, comum entre turistas - Bogotá está a 2.640 metros, cercada pelos Andes. Chá de coca, no entanto, é o mais indicado e pode ser encontrado em toda parte.

O clima friozinho é constante - a temperatura média anual é de 14 graus e uma garoa costuma cair sempre no fim de tarde. Por isso, leve uma blusinha, mesmo num dia ensolarado. Aliás, se o sol sair, não hesite: suba Monserrate para ter a vista panorâmica de Bogotá, de teleférico ou bondinho. No alto dos 3.152 metros fica o Santuário del Señor Caído, conhecido centro de peregrinação colombiano.

Arte em todas as formas. Nenhuma visita à capital será completa sem um recorrido pelos museus de Bogotá. O icônico Museu do Ouro (banrepcultural.org/museo-del-oro) exibe um riquíssimo acervo de 34 mil peças, boa parte de tesouros incas.

Expostas no Museu Botero (banrepcultural.org/museo-botero), as telas recheadas de gordinhos se tornaram o símbolo de um dos mais importantes artistas colombianos. Mas não é só. A coleção com 208 obras, doada pelo próprio Fernando Botero, inclui peças criadas por artistas internacionais. A entrada é grátis.

Catedral de sal. Fora da capital, um bate-volta bacana é até Zipaquirá, a 50 quilômetros de distância. Dentro de uma mina de sal desativada, 180 metros abaixo do solo, há uma catedral inteirinha feita - adivinhe? - de sal. Ali está a imagem de Nossa Senhora de Guasá, protetora dos mineiros. Mais: catedraldesal.gov.co.

Muitas operadoras aproveitam para levar os visitantes também à Laguna de Guatavita. Segundo a lenda, ali teve a origem do mito de El Dorado. Os muiscas, tribo que vivia na região, jogariam ali ouro e pedras preciosas como oferenda aos deuses. Até hoje, no entanto, nada foi encontrado. / B.B.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.