Pedras no caminho até as águas mais transparentes

As águas do Adriático são absolutamente impressionantes, mas a areia não é um artigo sobrando por lá. As faixas com pedrinhas ou grandes pedras brancas, que em tamanho igualam as variações de ovos de Páscoa, predominam. Um boicote a toalhas estendidas e caminhadas. Não ficar descalço e conseguir uma cadeira são soluções óbvias.

O Estado de S.Paulo

22 Julho 2014 | 02h05

As águas, em compensação, são um manifesto anti-Photoshop. Na beira, o mar é vítreo, mas a transparência logo ganha uma diluição de verdes e azuis, de matizes intensos e difíceis de definir. Após obsessivas consultas de paletas, desconfio que as faixas marítimas mais bonitas da Croácia sejam menta-turquesa. Uma mistura das duas.

A cisma passa então a ser a de encontrar esta água combinada a uma faixa de areia. Vistas do alto de uma estrada, as praias de pedrinhas até parecem de areia, mas quase nunca são. Não à toa, muitos materiais turísticos apostam em fotos aéreas, ressaltando o lindo mar próximo da costa.

Em todo caso, em algum momento você mergulha e isso faz valer a viagem. Só a apreciação estética já valeria a pena, com as embarcações que parecem suspensas no ar sobre as águas transparentes de Hvar. Além disso, as praias croatas ideais existem. É o caso, por exemplo, de Zlatni Rat, na cidade Bol, parte da Ilha de Brac, uma faixa de areia em forma de uma gigantesca proa de navio. / T.M.

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