O barco corta as águas do fiorde de Gudvangen, na região de Sogn, na Noruega. Ao aproximar-se do atracadouro do Gudvangen Fjordtell, um grupo de homens com escudos, espadas vikings e vestidos com peles de animais esperam o visitante numa réplica de embarcação viking. Saúdam os visitantes e, eventualmente, convidam algum dos turistas para que aborde seu barco. E o "sequestram".

29 Maio 2012 | 03h11

Depois do desembarque, os vikings também atracam e trazem o "refém", que é "leiloado" em terra firme. A performance termina com a "venda" do sequestrado e a cerimônia que sela a amizade entre os vikings e os forasteiros, com uma boa dose do fortíssimo aquavit - tomado em copo feito de chifre de boi.

Gudvangen Fjordtell é um complexo que mescla hotel, restaurante e centro de cultura viking. O hotel tem apenas 12 apartamentos, todos com teto de vidro, camas em formato de barco viking e uma série de peças de decoração que lembram os antigos habitantes da Escandinávia. Os quartos são suficientemente confortáveis para que o hotel mereça o título de um dos de maior personalidade da Noruega.

O proprietário, que gosta de ser chamado de King Olaf, está sempre pelo local e participa ativamente das performances promovidas pelos atores.

O complexo inclui um templo cerimonial viking, escavado na montanha, que propõe ao visitante uma experiência de meditação e pseudomística. Com direito a música de harpa, cursos d'água artificiais, velas e incenso. E, ao final da cerimônia, mais aquavit.

À noite, a festa viking começa com os atores contando histórias de combates fictícios e lendas locais em volta da fogueira. Há também apresentações de músicas e de números de magia.

Entre os vikings por opção, há um grande número de não noruegueses - suecos, finlandeses, dinamarqueses e até uma sacerdotisa russa formam o "cast" do Gudvangen Fjordtell.

A conversa segue, invariavelmente, madrugada adentro. Hora em que, quase sempre, o rock moderno substitui a melodia medieval. / R.L.

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