Pergunte aos universitários

Um grupo de pessoas chama a atenção todos os dias no câmpus de Yale, na pequena New Haven, nos Estados Unidos. Alguns são muito jovens para serem alunos. Os mais velhos usam roupas informais demais para serem confundidos com professores. As câmeras em mãos denunciam: trata-se de turistas. Eles percorrem a universidade em passeios diários promovidos pelo centro de visitantes universitário. Além de Yale, outras instituições tradicionais nos Estados Unidos e Inglaterra atraem curiosos pela história e pelo glamour, muitas vezes disseminado pelo cinema.

Carina Bacelar, Especial para O Estado de S.Paulo

07 Janeiro 2014 | 02h06

Yale

yale.edu

As visitas ali ocorrem quase todos os dias e são conduzidas por alunos de graduação. No entanto, não é fundamental se prender às explicações: o apelo visual é grande. Os 260 prédios da universidade misturam tradições arquitetônicas, que vão do colonial americano ao vitoriano gótico, passando pelo mouro e chegando ao contemporâneo.

As bibliotecas são uma atração à parte. Dentro da Sterling Memorial Library, inicialmente projetada para ser uma igreja, gárgulas esculpidas em pedra ironizam o desespero dos alunos antes das provas. Já na Beinecke Rare Book and Manuscript Library, dedicada a obras raras, está exposta uma cópia da Bíblia de Gutemberg, o mais antigo impresso do mundo. A coleção engloba ainda documentos do poeta Ezra Pound e álbuns da família Romanov, a última dinastia russa antes da Revolução Bolchevique.

Harvard

harvard.edu

A arquirrival de Yale é um passeio comum para quem visita Boston. A universidade está totalmente aberta ao público e, além do tour oficial (gratuito e mais institucional), há opções coordenadas por empresas, como o The Hahvahd Tour, cujo nome brinca com o sotaque de Boston. Descontraídos, eles fazem piada sobre os hábitos e tradições dentro do câmpus, como o grito coletivo dos calouros nas horas que antecedem as provas finais. Também indicam onde moraram ex-alunos ilustres, como Bill Gates e John F. Kennedy, sem deixar de lado pontos como o Harvard Yard, um enorme bosque onde os estudantes costumam matar o pouco tempo que têm, e o Memorial Hall, uma homenagem aos mortos de Harvard na Guerra de Secessão (1861-65).

Oxford

ox.ac.uk

Atravessando o Atlântico, o câmpus localizado na cidade homônima e a apenas 1h20 de Londres, na Inglaterra, ressalta em seu site que todos os eventos ali realizados são abertos ao público. E também oferece um tour guiado por suas dependências.

A arquitetura medieval da instituição, criada no século 12, impressiona. Os prédios - a maioria em estilo gótico, feitos de pedra calcária amarela - são famosos pelos pináculos, telhados pontiagudos. Ao cair da noite, o clima medieval propicia os ghost tours (www.ghosttrail.org), passeios por pontos "mal-assombrados" conduzidos por atores fantasiados, que podem durar 1h15 ou 1h45, dependendo da coragem do freguês. Preço: 8 libras (R$ 31).

Pela cidade, vários estabelecimentos guardam boas histórias de ex-frequentadores de Oxford. Oscar Wilde, enquanto estudante, passou uma temporada no hotel The Old Parsonage (1 Banbury Road). Já o Eagle & Child (49 St Giles) era ponto de encontro entre o escritor J.R.R. Tolkien e seu grupo literário, os Inklings.

Cambridge

cam.ac.uk

Um clima parecido com o de Oxford pode ser encontrado em Cambridge, que abriga o câmpus da universidade homônima. E você pode explorá-lo de uma maneira inusitada: em gôndolas, que percorrem a cidade pelo Rio Cam a 25 libras (R$ 97). O passeio dura 45 minutos e pode ser reservado em punting-in-cambridge.co.uk.

Apenas 14 anos mais nova que Oxford, a universidade em que Isaac Newton e Charles Darwin estudaram também impressiona pela arquitetura medieval. Um dos destaques é a Capela do King's College, construída por Henrique VI em 1441, em estilo gótico. Uma viagem no tempo.

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