Pernoites para sonhar como o seu estilista preferido

Na Itália, onde estilistas são poderosos como um Lourenço de Médici moderno, casas noturnas são batizadas em homenagem a Roberto Cavalli; restaurantes, projetados por Giorgio Armani e Dolce & Gabbana; museus, dedicados a Gucci e Ferragamo; e teatros, construídos por Gucci, Armani, Prada e Versace.

ERIC WILSON / MILÃO , THE NEW YORK TIMES, O Estado de S.Paulo

13 Março 2012 | 03h12

Apesar da problemática situação econômica do país, seus designers estão em um momento de expansão semelhante ao Renascimento, e nenhum lugar é vitrine mais elegante que sua mais recente fixação: hotéis.

Para os apaixonados por moda, estes hotéis oferecem a oportunidade de se submeter completamente à visão dos estilistas. Não apenas usar suas roupas, mas ter acesso às suas camas, lençóis e roupões de banho, exatamente como Giorgio ou Donatella pretenderam. Isso é o que você compra: a chance de sonhar com as palavras deles.

Durante uma recente semana de moda em Milão, decidi comparar a experiência de fazer o check-in em um hotel criado por um estilista com a de comprar em suas lojas. Uma similaridade era óbvia desde o começo: os hotéis são caros. No site Expedia.com, no meio de janeiro, o quarto mais barato custava US$ 861,17 por noite no Armani; US$ 746,75 no Bulgari; e US$ 342,09 no mais amigável The Maison Moschino, outro hotel de designer na cidade, que abriu em 2010.

Hotel Armani. Na chegada, uma entusiasmada mulher se apresentou como "gerente de estilo de vida", embora os serviços que ela descrevia enquanto me escoltava até a recepção soassem como os de um concierge.

O design dos ambientes é a expressão da estética Armani - clean, cheia de texturas e cara. Alguns poucos artefatos plebeus, como puxadores de portas e interruptores, são permitidos no mundo de Armani, onde cortinas e ar-condicionado são operados por controles remotos sensíveis ao movimento.

Mas, no meio da madrugada, os controles de iluminação falharam. Às 3 horas da manhã, não me ocorreu chamar minha gerente de estilo de vida.

The Maison Moschino. O hotel se tornou minha base para quatro dias de eventos fashion não porque eu gostasse especialmente de seu design excêntrico e brincalhão, mas por ser o menos caro. (Moschino é uma etiqueta jovem com uma difundida submarca chamada Cheap and Chic, então você pode imaginar a multidão.)

Franco Moschino, o fundador da grife, era conhecido por sua perspicácia. E o humor da marca está presente aqui. O lobby é pequeno, branco e eficiente, charmosamente decorado com luminárias de papel em formato de animais: galinhas, poodles e ovelhas. Meu quarto, tão compacto que não tinha escrivaninha nem closet, poderia ser um problema para os que viajam a negócios.

Bulgari. Para luxo de verdade, o Bulgari, que abriu em 2004 em parceria com a rede Ritz Carlton, tinha o direito de se gabar entre os hotéis de Milão até a chegada do Armani. Como recompensa, passei minha última noite ali.

Com atmosfera zen, o quarto era tão grande que você podia andar em círculos do foyer à cama, ao banheiro e de volta ao foyer, e eu estava encantado de viver a fantasia Bulgari que me atormentava desde que Sharon Stone disse, em 1994, que se banhou na assinatura da empresa com a fragrância Vert. Ao contrário da atriz, no entanto, o Bulgari está começando a aparentar a idade que tem.

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