Marina Della Valle
Marina Della Valle

Pertinho de Beirute, a natureza dá as cartas com maestria

A topografia rochosa, de vales, montanhas e cavernas, é responsável por muito da beleza cênica do Líbano

Marina Della Valle, Especial para o Estado

23 de abril de 2019 | 03h50

Pelas montanhas

Uma das atrações turísticas mais populares do Líbano são as grutas de Jeita, a 18 km de Beirute. Trata-se de um complexo com duas grutas conectadas, uma sobre a outra. O turista sobe de teleférico até a caverna mais alta, que pode ser visitada a pé. Na Câmara Branca fica a estalactite mais longa do planeta, com 8,2 metros. A caverna abaixo dela esconde um rio de águas claras, e é explorada em um bote.

A visita à vila de Deir el Qmar e ao palácio Beiteddine também vêm acompanhadas de um passeio por vales e picos. A cidadezinha foi capital do Emirado Monte Líbano, subdivisão do Império Otomano, entre os séculos 16 e 18. A melhor maneira de explorá-la é caminhando por suas ruelas tortas – comece na praça principal. Já o palácio de Beiteddine, construído no século 19, é um exemplo da arquitetura na era otomana e abriga mosaicos e um hamman (banho). 

Cedros e ícones

Poucas coisas são mais ligadas ao Líbano que seus belos cedros, o poeta Khalil Gibran (1883-1931) e os cristãos maronitas, que fazem parte da Igreja Católica Siríaca e são uma forte presença na região de Monte Líbano. Um passeio pelo Vale Kadisha reúne os três. 

Em Bcharre, o museu Gibran fica em um mosteiro construído junto a uma caverna na rocha e comprado pelo poeta em 1926 – o museu, no entanto, só começou a funcionar em 1975. Ali estão um grande número de manuscritos, pinturas e desenhos de Gibran. 

Historicamente um local de refúgio de cristãos, incluindo eremitas, o Vale Kadisha combina uma paisagem dramática com mosteiros construídos em parte em grutas e cavernas nas encostas das montanhas. O mosteiro de Qozhaya, dedicado a Santo Antão, abriga um museu, uma igreja escavada na rocha e uma caverna considerada milagrosa, especialmente para pessoas com problemas mentais, que eram acorrentadas ali – as correntes ainda estão à mostra.

A excursão termina com uma visita ao bosque Cedros de Deus, um dos últimos remanescentes das florestas que cobriam a região. É considerado Patrimônio Mundial pela Unesco. A rua em frente é cheia de barracas de suvenires feitos da madeira dos cedros. O passeio é delimitado por cordas que formam as rotas pelas quais os turistas devem seguir

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