Peru abre Machu Picchu para turista japonês visitar depois de meses de espera

Peru abre Machu Picchu para turista japonês visitar depois de meses de espera

Jesse Takayama resolveu que não sairia do país sem ver o sítio arqueológico; o turista estava há quase sete meses em Aguas Calientes à espera da reabertura, agora prevista para novembro

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de outubro de 2020 | 14h23

Quem espera nem sempre alcança, mas, no caso do japonês Jesse Takayama, o ditado se cumpriu. Depois de sete meses no Peru aguardando a reabertura de Machu Picchu, fechado por causa da pandemia do novo coronavírus, ele finalmente realizou seu sonho. No dia 10 de outubro, conseguiu a proeza de ter o sítio arqueológico aberto apenas para sua visita – o retorno do público está previsto oficialmente para novembro.

"Isso é incrível! Muito obrigado!", disse o turista ao ver Machu Picchu do topo da montanha. O ministro da Cultura, Alejandro Neyra, explicou, em uma coletiva de imprensa virtual, que Takayama pretendia passar apenas uns dias no Peru para ver o sítio arqueológico. Desde o meio de março, ele estava hospedado na cidade de Aguas Calientes, ponto de partida para visitar o Patrimônio Mundial da Humanidade, aguardando a permissão.

“Ele veio para o Peru com esse sonho de conseguir entrar (em Machu Picchu)” disse o ministro peruano, de acordo com a Reuters. “O cidadão japonês entrou com o diretor do parque, então, ele conseguiu fazer isso antes de retornar a seu país”, completou Neyra.

A reabertura de Machu Picchu está marcada para novembro, embora o ministro não tenha mencionado a data específica. O sítio receberá 30% de sua capacidade total, de 675 pessoas por dia. “Ainda estamos em uma pandemia. Isso será feito com todo o cuidado necessário”, afirmou o ministro peruano.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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"Depois de meses de espera, a primeira pessoa a entrar em Machu Picchu fui euuuuuuu", escreveu ele em uma postagem nas redes sociais.  Katayama disse a uma empresa de comunicação japonesa que ele considerou voltar a seu país em um dos voos emergenciais que o Japão organizou, mas achou muito caro e decidiu ficar, e partir assim que Machu Picchu reabrisse.

A espera valeu a pena, e ele se tornou uma celebridade local quando o jornal peruano La República cobriu sua jornada, com o título de "O último turista de Machu Picchu".

"Fiquei com o único propósito de conhecer esta maravilha e não queria ir embora sem fazer isso", declarou ele à imprensa. /COM REUTERS E THE NEW YORK TIMES

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