Glauco de Pierre/Estadão
Glauco de Pierre/Estadão

Polêmicas com animais fizeram SeaWorld focar em ações de preservação

Embora show com orcas continue a atrair visitantes, empresa passou a investir em ações de conscientização e conservação da fauna marinha

Glauco de Pierri, O Estado de S.Paulo

04 de junho de 2019 | 04h50

O mundo dos animais sempre foi o tema principal dos parques do grupo SeaWorld. Mas os tempos mudaram, e os shows de orcas que fizeram sucesso no passado passaram a ser questionados por grupos de defesas dos animais. Assim, a empresa também mudou o foco e passou a investir mais na divulgação de seus trabalhos de preservação da fauna marinha. As apresentações também se transformaram: hoje, o tom é o da conservação ambiental. 

“O compromisso na preservação da natureza e da vida selvagem faz parte do nosso DNA”, explica Rob Yordi, diretor executivo do SeaWorld. “Em um determinado momento, percebemos que, se trouxéssemos pessoas para brincarem em nossas montanhas-russas, elas poderiam ver também nosso trabalho com animais.” 

Segundo o executivo, a empresa contribui com várias ONGs de preservação no mundo. Inclusive no Brasil: o programa Curtir & Preservar doa US$ 2 para cada compra feita por turistas brasileiros de produtos opcionais aos ingressos, como planos de refeição, fast-passes e tours. O primeiro projeto brasileiro a fazer parte, em 2017 e 2018, foi o Tamar. Para este ano, as instituições selecionadas e aprovadas ainda não foram divulgadas. 

Embora controversos, os espetáculos com orcas no Sea World continuam muito procurados pelos visitantes. No show, um telão exibe um filme sobre a conservação das baleias na natureza e os animais participam de exercícios com treinadores – que há alguns anos não entram na piscina com os animais. Em 2016, a empresa anunciou que a atual geração dessas baleias seria a última que seria mantida sob seus cuidados. 

No mesmo parque, os turistas também podem visitar o Antarctica: Empire of the Penguin, uma colônia de 250 animais em um hábitat que simula seu mundo gelado, sendo possível observá-los tanto dentro d’água como fora. Ainda é possível ver golfinhos, leões-marinhos, tartarugas, belugas, focas e uma série de espécies de peixes. “Acreditamos que é muito importante este contato entre animais e pessoas. Aqui, ensinamos a cuidar dos animais”, diz Yordi.

Nado com golfinhos

No Discovery Cove, o ponto alto é a oportunidade de nadar e brincar com golfinhos da espécie nariz de garrafa, em uma interação que dura cerca de 30 minutos. No raso, os visitantes interagem com os mamíferos por meio de sinais – dá até para fazer carinho neles.

Depois, em uma parte mais funda, quem quiser pode fazer um nado de volta à margem da lagoa pegando carona com o novo amigo. A interação é permitida apenas a crianças acima de 6 anos. O ingresso com nado custa a partir de US$ 220.

No mesmo parque, é possível fazer um mergulho com escafandro para observar espécies de peixes, estrelas-do-mar e tubarões. O turista fica a apenas 5 metros da superfície, em um ambiente controlado, ideal para uma primeira experiência submersa. É preciso ter mais de 10 anos para participar e custa US$ 49. 

O parque tem clima de resort, com comidas e bebidas incluídas ao longo do dia. É um espaço para relaxar: dá para nadar junto com arraias e peixes, curtir o rio de correnteza suave que percorre o parque e as praias de areias brancas. 

Há ainda um espaço dedicado apenas às aves. Protegidas por uma imensa tela, mais de 250 espécies de pássaros exóticos vivem no local. Os visitantes podem alimentar os animais com frutas e sementes dadas na entrada – acostumados, os bichos pousam nos turistas, para alegria das crianças (e fotos infinitas dos pais). 

Girafas, as estrelas do safári

No Busch Gardens, mais de 200 espécies de animais estão espalhadas entre o parque de montanhas-russas e outras atrações. Entre as possibilidades de passeios – algumas com custo extra além da entrada do parque – estão visitas a locais onde vivem gorilas, chimpanzés, pássaros, orangotangos, elefantes, hipopótamos, leões, tigres-de-bengala, lêmures, suricatos, crocodilos e cangurus. 

Um dos passeios mais procurados é o Serengeti Safari (US$ 29), no qual os visitantes embarcam na carroceria de um caminhão para um safári em uma área de 260 mil metros quadrados. Um guia explica (em inglês ou espanhol) as peculiaridades de cada de animal, enquanto o veículo passa perto de animais como rinocerontes, gnus, antílopes, zebras e girafas.

 São elas, aliás, as mais simpáticas. O caminhão para por alguns minutos e os visitantes podem alimentar as girafas com hortaliças. Elas não hesitam em se aproximar para pegar suas guloseimas, em uma oportunidade divertida para interagir com os bichos – e fazer dezenas de selfies.

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