Por um lugar ao sol na Ilha Margarete

A combinação fim de semana mais calor leva multidões às áreas verdes - com opções para se divertir e relaxar

Mônica Nóbrega, O Estado de S.Paulo

13 Julho 2010 | 02h31

Hora da siesta. Qualquer sombra de árvore se torna abrigo para momentos de descanso

 

 

Como toda cidade europeia habituada a enfrentar invernos rigorosos anualmente, Budapeste inteira sai às ruas ao primeiro sinal da combinação sol e calor. No começo de junho, os dias de primavera já tinham brilho e temperatura de verão. Motivo mais que suficiente para os moradores limparem a poeira de bicicletas, patins e máquinas fotográficas e saírem em busca das áreas ao ar livre.

Em um domingo recente, pessoas e bikes formavam um verdadeiro congestionamento humano na passarela de acesso à Ilha Margarete, um pedaço de terra verde e arborizado no meio do Danúbio. Vencida a passagem parcialmente interditada para reforma, no entanto, há espaço de sobra para diversão.

O parque é todo entremeado por alamedas e trilhas. Mas quem não quer caminhar pode alugar carrinhos elétricos e bicicletas coletivas para se deslocar. Será necessário abandonar o veículo em alguns momentos e vencer a pé trechos curtos como o que leva às ruínas do convento onde viveu Santa Margarete, filha do rei Béla IV, que a enviou ao local para protegê-la da invasão dos mongóis, no século 13.

 

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Um pequeno jardim zoológico, um parque aquático, pista de corrida com piso anti-impacto e dois hotéis fazem parte da estrutura turística da ilha. Além de alguns restaurantes e um bom número de quiosques de lanche. Os moradores transformam até a grama em espaço para refeições. Basta uma cesta de piquenique e uma toalha ou canga. Depois, qualquer sombra de árvore se torna abrigo para uma bem-vinda siesta - com direito a observar o vaivém de barcos nas águas do Danúbio.

Espaço democrático. No meio do superurbanizado lado Peste, o Parque Városliget, ou simplesmente Parque da Cidade, é o palco das manifestações populares. As aglomerações começam sempre na Praça dos Heróis, num dos extremos da Rua Andrassy.

Em um fim de semana quente qualquer, o espaço vive outro tipo de democracia. Uma feira turística e outra folclórica, shows de rock e música popular em palcos distintos, mas separados por poucos passos, desfile de cavalos, barracas de comida e cerveja convivem entre as alamedas. Ainda sobram espaços vazios (e relativamente silenciosos) para os que querem simplesmente tomar sol ou ler um livro. Um Ibirapuera local - até esculturas ao ar livre, como o Monumento a 1956, são vistas ali.

Turistas encontram mais atrações. O jardim zoológico fica em frente. O Grande Circo, ao lado do acesso principal. O Castelo Vajdahunyad, tão gracioso que parece ter sido projetado para figurar num conto de fadas, com fosso no entorno, está lá no meio. E há ainda um lago no meio do parque, para aluguel de barquinhos.

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