Port Louis, vitrine do caldeirão étnico local

Uma lufada de Maurício da vida real, que se movimenta fora dos resorts e só tem os fins de semana livres para ir à praia (Flic en Flac é muito bem cotada pelos moradores por sua extensão generosa de faixa de areia), sopra no rosto do visitante ao pisar no mercado da capital Port Louis. Cidade caótica para os padrões ocidentais, Port Louis foi erguida e se desenvolveu sob influência de Holanda, França e Inglaterra, que dominaram o país cada uma a seu tempo. E ainda com marcadas características indianas, chinesas e árabes.

PORT LOUIS, O Estado de S.Paulo

30 Julho 2013 | 02h19

Caldeirão étnico que manifesta suas formas e aromas nos dois andares cobertos do mercado e nas barracas que ficam ao ar livre. Vende-se de tudo ali, a começar pelos sáris e bolsas que estampam o nome do país à guisa de souvenir logo na entrada, mas que são de qualidade bastante duvidosa. Olhe por curiosidade, até porque há estampas bonitas, mas não é ali que vale a pena abrir a carteira.

Pausa para uma informação relevante: não vi nenhuma barraca ou estande que aceitasse cartão de crédito. Rupias mauricianas trocadas em mãos, portanto.

Eu dedicaria de duas a três horas para garimpar o mercado de forma eficiente. Começaria com uma caminhada de reconhecimento, a princípio sem cair em tentação. A ideia é detectar onde estão os melhores produtos e as eventuais pechinchas e só então voltar e começar a - adivinha? - barganhar. É o jeito de se fazer compras ali. Pleiteando descontos, buscando acordos.

Ao ar livre, como ia dizendo, estão as tranqueiras. De quinquilharias fabricadas na China a DVDs de Bollywood, lenços de tecido sintético, bolsas de palha e pano. Dentro, o primeiro andar é o dos vegetais e frutas, como os maiores pepinos que já vi, sem trocadilhos, por favor.

No andar de cima ficam os bons achados em tecelagem (300 rupias ou algo como R$ 20 por um vestidinho bordado é um achado, certo?); tapetes, mantas, jogos americanos; potinhos de açúcares variados, produto importante na economia da ilha; e temperos.

Siga o fluxo para chegar a um cantinho na parte da frente do mercado. As barracas vendem copos de leite frio com grãos de baunilha. É o lanchinho típico dos mauricianos. Gostoso.

A pé. Um dia basta para uma inspeção geral a Port Louis - inclua a Praça de Armas, ladeada por palmeiras, a Casa do Governo, erguida entre 1729 e 1735, e o Forte Adelaide, construído por ingleses no alto de uma colina, com bela vista da cidade e do porto. Deixe para a tarde o Caudan Waterfront (caudan.com), área na orla com espaço exclusivo de pedestres, museu de história (o Blue Penny), lojas internacionais e praça de alimentação que fica no primeiro observatório astronômico do Oceano Índico. É hora do jantar? Restaurantes e cafés somam 15 opções. / M.N.

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