Porto Velho e o Rio Madeira

Seguir de barco pelas águas turvas do Rio Madeira está entre os melhores passeios da capital de Rondônia

Lucas Frasão, O Estado de S.Paulo

24 Novembro 2009 | 02h55

A minissérie Mad Maria, exibida pela Globo em 2005, mostrou as dificuldades enfrentadas na construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM), entre 1872 e 1912, em Rondônia. Quem tem curiosidade sobre o tema pode visitar, em Porto Velho, parte do que restou da ferrovia. O cenário atual, vale dizer, é um tanto desolador, mas há esperança de que obras já iniciadas pela prefeitura revitalizem a área.

Lendas. Dizem que cada dormente da estrada, conhecida como Ferrovia do Diabo, representa a perda de uma vida humana. Seis mil trabalhadores pereceram diante do clima adverso e das doenças tropicais. Quase tudo em vão. Assim que foi inaugurada, sua função de transportar borracha ao longo de um trecho não navegável do Rio Madeira estava comprometida. A cultura da borracha na Amazônia entrava em declínio. A EFMM foi totalmente desativada em 1972, mas já estava quase inativa desde 1930.

De barco. Ali perto, o passeio de barco pelas águas turvas do Madeira, um dos principais afluentes do Amazonas, está entre os programas mais agradáveis na cidade. A largura do rio, que chega a 1 quilômetro, impressiona. No trajeto, você vê as obras da Hidrelétrica Santo Antonio, que devem ser concluídas em 2012.

Botos. O passeio dura cerca de uma hora e nem é preciso muita sorte para avistar os botos, que nadam e brincam ao redor do barco. Há, inclusive, os cor-de-rosa - aqueles que deram origem à lenda do galã que seduz as moças bonitas nas noites de lua cheia...

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