Mônica Nóbrega/Estadão
Mônica Nóbrega/Estadão

Prazeres da carne e restaurantes da moda em Johannesburgo

Saiba onde e o que comer entre Parktown North e Parkhurst

Mônica Nóbrega, O Estado de S. Paulo

19 Maio 2015 | 03h00

JOHANNESBURGO - Jozi é mais Joburg, não tão descolada, nem exatamente careta, quando se pega o rumo noroeste. O eixo formado pelos bairros Parktown North e Parkhurst acolhe um tipo de turismo para bolsos medianamente abastados, mas sem a padronização dos shoppings centers. 

Atmosfera de consumo chique, livre de ostentação e com pitadas de bom humor. “Sweet dreams are made of cheese, who I am to dis a brie?” (“Doces sonhos são feitos de queijo, quem sou eu para desrespeitar um brie?”), perguntava a almofada na vitrine, parodiando o maior sucesso da dupla britânica Eurythmics. 

O comércio fica em alamedas enfeitadas por jardins privativos, em meio a quarteirões de casas grandes. É uma área residencial, mas também uma respeitável concentração de restaurantes da moda. Comer foi o motivo nas três vezes em que seguimos para aquela parte da cidade. 

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A mais neutra das refeições foi a boa salada de folhas, abóbora tostada, sementes e queijo feta (69 rands, R$ 17) da padaria Vovo Telo. É uma cadeia local nascida em 2006, que hoje tem 13 unidades. A de Parkhurst tem mesas no jardim lateral nas quais nos acomodamos para aproveitar o sol. 

Nobres cortes. Pelo salão decorado com madeira e peles de bovinos nas paredes, os atendentes do The Local Grill se movimentam distribuindo cardápios e pratos, e também explicações sobre os cortes servidos na casa. 

Toda a carne é sul-africana. Mas há diferenças de sabor e textura entre o gado criado em confinamento e alimentado com grãos, e aquele que pasta livremente. Aliás, dá para se aprofundar nas informações sobre o ingrediente e as técnicas de preparo usadas pelos cozinheiros do restaurante em workshops oferecidos com regularidade.

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Na ponta do garfo, a carne de gado de pastagem ganhou de lavada. Bifes de filé mignon de 200 gramas custam a partir de 139 rands (R$ 35). 

Burburinho. Parede de tijolinhos, piso de cimento queimado, quadros aparentados com a pop art, cadeiras transparentes e um pé direito de muitos metros de altura explicam a clientela mais jovem no Coobs, que combina com seu chef e proprietário, James Diack – uma figura. 

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A comida é contemporânea, orgânica e sazonal. As flores de abobrinha da entrada estavam excelentes, servidas em um empanado sequinho e crocante. Como prato principal, escolhi o salmão do dia com arroz de coco (165 rands; R$ 41). Gostoso, mas o nhoque trufado com manteiga (130 rands ou R$ 34) da colega de mesa me deixou levemente arrependida do meu pedido.

*Viagem a convite da Four Seasons e South Africa Airways, com apoio de South African Tourism. 

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