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Punta del Este fora de temporada: o que fazer na cidade

No inverno, o balneário uruguaio perde o agito dos beach clubs e ganha uma atmosfera mais tranquila. Mas os cassinos continuam aquecidos

Bruna Toni, O Estado de S. Paulo

21 Julho 2015 | 00h10

Volver, Karma, Sun Rise e Malu poderiam ser títulos de grandes filmes – e, de fato, um deles até é. Mas em Punta del Este, cidade no extremo sul do Uruguai, eles são apenas parte dos incontáveis nomes de batismo que as casas comuns recebem de seus moradores criativos. É isso mesmo: para o carteiro encontrar a residência de alguém, ele precisa caminhar observando cada uma das plaquinhas simpáticas fixadas nas paredes ou nos jardins sem grades. 

Parece um detalhe muito provinciano para uma Punta conhecida por suas baladas e celebridades? Pois essa é a faceta que a península de apenas 10 mil habitantes assume quando visitada na baixa temporada. Longe dos dias agitados de verão, quando cerca de 200 mil turistas chegam para desfrutar dos clubes de praia, cassinos e restaurantes, o que se encontra é um sossego bem difícil de imaginar entre novembro e abril.

Está enganado quem pensa que sossego significa obrigatoriamente ócio – apesar de ele ser muito bem-vindo durante a estadia nos bons resorts e hotéis da cidade. Ainda que parte dos serviços e do comércio estejam fechados, é bom saber que há o que fazer durante um fim de semana ou feriado prolongado de frio, gastando menos do que na alta temporada e também economizando no tempo de viagem: desde o início do mês, já é possível ir direto de São Paulo a Punta de avião, em um trajeto de 2h30.

Dos famosos e badalados cassinos aos enormes lobos-marinhos – a costa uruguaia tem uma das maiores populações do mundo, com aproximadamente 200 mil animais –, Punta consegue mesclar calmaria e modernidade em todos os seus passeios. 

Experimente, por exemplo, caminhar pelas oliveiras de Garzón, povoado vizinho, antes de degustar diferentes variedades de azeites e vinhos produzidos no local; ir à Casapueblo e se inspirar com a arte de Vilaró diante da vista para o mar; andar de bicicleta pela Praia Mansa, onde a doce água do Rio da Prata encontra o Oceano Atlântico e, depois, arriscar a sorte nos cassinos; sair para fazer compras em lojas de grife e, ao mesmo tempo, observar o balé dos pássaros perambulando pelo céu. 

Em família. Acostumada aos turistas brasileiros, Punta parece muito familiar a quem desembarca ali. Pode falar em português mesmo – ou portunhol, a forma básica de comunicação nos lugares turísticos. 

A fusão linguística se repete no campo monetário: em um só dia, você provavelmente terá em mãos pesos uruguaios, dólares e reais, já que em qualquer lugar todas essas moedas (além do euro) são aceitas.

Essa miscelânea cultural abraça o turista em qualquer época do ano – sob o esperado sol da alta temporada ou em meio ao vento gelado que faz tirar os melhores casacos do guarda-roupa. Aqui, selecionamos oito saborosas maneiras de curtir a cidade, mesmo fora da temporada. 

1. JOGATINA

As duas mãos da senhora ao meu lado estavam ocupadas. Uma segurava um copo, enquanto a outra carregava toda a responsabilidade pela noite de sorte (ou azar?). Supersticiosos dirão que ela, a mão, divide esse peso com outras atitudes: a cor da roupa, o dia da semana, a ficha usada... Difícil saber quais desses fatores – se é que você acredita nisso – são determinantes para sair com mais ou menos dinheiro de um cassino. Fato é que o prazer da aposta atrai milhares de pessoas às mesas de jogos e máquinas caça-níqueis na cidade. 

Das quatro opções, a mais conhecida é o luxuoso Conrad, inspirado nos gigantes de Las Vegas, que já hospedou nomes como Cindy Lauper e Liza Minnelli. Além das 550 tentadoras máquinas caça-níqueis, há 75 mesas de jogo – como roleta, bacará, black jack (ou 21) e pôquer. Para quem prefere não arriscar a sorte, é possível pedir um drinque no bar e assistir aos shows diários. A música brasileira está sempre no repertório, e varia de Netinho a Erasmo Carlos. 

Manual do iniciante. Os apostadores de primeira viagem devem saber que a brincadeira é divertida – um dólar pode render alguns minutos nas máquinas, mas a maior parte delas tem aposta mínima de US$ 5. Só trouxe reais? É só trocar no caixa. As caça-níqueis não têm muito segredo – basicamente, basta colocar a nota, escolher a aposta e apertar o botão (ou, em alguns casos, puxar a alavanca lateral). Mas para se arriscar nas mesas, é desejável alguma estratégia e conhecer certos macetes antes de sentar-se com os experts. 

Que tal então fazer uma aulinha? O Conrad oferece a opção para grupos a partir de sete pessoas em diversas modalidades, como roleta, pôquer e black jack. As aulas duram cerca de 1 hora e são recreativas – ou seja, não valem dinheiro, para tristeza dos vitoriosos. Alguns pacotes do hotel, como o Semana da Sorte, incluem as aulas e dão um pequeno bônus para começar as apostas para valer. Quatro noites custam a partir de US$ 699 em quarto duplo sem aéreo.

Mais opções. Quer arriscar suas fichas em outro lugar? Há outras três opções para tentar a sorte. Renovado em 2009, o Nogaró é um clássico, aberto em 1938 – em sua lista de hóspedes estão nomes como o do milionário Aristóteles Onassis e do compositor Vinicius de Moraes. O Mantra, por sua vez, se destaca pelo glamour e refinamento. E, para quem quer apenas passar o tempo, a sala de slots no Punta Shopping é ideal.

2. COMPRAS

Da carro, bicicleta ou a pé, você de alguma forma passará pela estratégica Avenida Gorlero. Central e organizada, a via é agradável para caminhar observando vitrines. Afinal, é nela (e em suas imediações) que se concentra o comércio de Punta. Lojas de lembrancinhas, confeitarias, imobiliárias, galerias: há um pouco de tudo na extensa avenida. Siga caminhando por ela até alcançar a Plaza General Artigas, entre as Ruas 23 e 25. Aos fins de semana, mesmo no inverno, ocorre à tarde uma feirinha de artesanato. Ao todo, são 200 barracas. 

Quem busca as grifes deve ir direto à Calle 20, sinônimo de luxo na cidade. Estão ali Valentino, Versace, Christian Dior, Louis Vuitton, só para citar algumas marcas.Já o Punta Shopping e o mercado Tienda Inglesa estão lado a lado e são boas opções para comprar alfajores, cervejas e vinhos. Como em toda a cidade, ali também se aceita dólar, euro, real e, claro, pesos uruguaios. O mercado, aliás, conta com uma facilidade: seus terminais para consulta de preço fazem a conversão automática para essas moedas.

3. ORLA

A luta contra o vento gelado nos acompanhou durante toda a caminhada pela orla. Era o primeiro dia em Punta e, às 10 da manhã, os termômetros marcavam 12 graus. Foram cerca de 15 minutos sem pressa, cruzando com homens e mulheres que aproveitavam aquela sexta-feira para fazer exercícios ou passear com o cachorro pelo calçadão.

Quando alcançamos o porto de Punta del Este, parte do frio já tinha se desfeito em suor e expectativa – buscávamos um encontro com os lobos-marinhos, que costumam se aglomerar na Ilha dos Lobos, a 8,5 quilômetros da costa, mas sempre dão o ar da graça por ali. Como nem sempre os passeios saem no inverno (depende das condições do mar), nossa única garantia de que eles realmente apareceriam era a palavra da guia. 

Demorou um pouco até os bichos se mostrarem – muito graças à colaboração de Victor Enrique, um vendedor de peixes da feirinha local que percebeu nossa busca e decidiu ajudar. Como um encantador de lobos, encheu as duas mãos de um punhado de sobras de pescados de sua barraca e se aproximou da borda do Rio da Prata. Pedaço por pedaço, Enrique foi atraindo cada vez mais animais.Com suas bocas gigantes e baforentas, eles saem d’água em busca de um suculento pedaço de peixe. A brincadeira durou enquanto havia comida. 

De agosto a novembro, quem dá as caras pela orla de Punta são as baleias franca, que iniciam seu processo migratório da Antártida nesta época do ano e chegam até o litoral brasileiro. Elas se aproximam bastante da costa – por isso, olho vivo quando caminhar à beira-mar. 

Doce e salgado. Uma das maiores atrações naturais de Punta pode ser vista em qualquer época do ano: o encontro do Rio da Prata com o Oceano Atlântico, formando um dos maiores estuários do mundo. Como venta muito, passar mais do que alguns minutos em cima das pedras da Praia Brava contemplando os dois mundos se chocarem em ondas intermináveis pode incomodar. Mas vale o registro – de vida e fotográfico. Repare bem no trajeto: haverá um cruzamento, a Esquina dos Quatro Mares, onde o fim do caminho levará, inevitavelmente, às águas, não importa para qual lado você siga. 

De lá, aproveite para conhecer o cartão-postal de Punta. La Mano, ou Monumento ao Afogado, obra do chileno Mario Irarrázabal, está na Parada 4 da Praia Brava. Os cinco dedos da mão direita que parecem sair (ou entrar) da areia seriam, segundo o autor, o homem surgindo para a vida. Há outras versões da escultura no Deserto do Atacama, no Chile, além de Madri e Valência, na Espanha. 

4. BATE-VOLTA

Quer esticar um pouco mais a estadia em solo uruguaio? Há vários bate-voltas interessantes a partir de Punta.

Montevidéu. A 2h30 de Punta del Este, contornando o litoral sul de carro, a capital uruguaia tem um belo centro histórico – comece o passeio pela Plaza da Independencia, passe pela Puerta de la Ciudadela e alcance a Peatonal Sarandí, rua de pedestres repleta de livrarias, antiquários e construções históricas. O Teatro Solís é parada obrigatória (faça um tour interno também), assim como o almoço no Mercado del Puerta. Para aquecer os ânimos, peça uma taça de vinho.

Cabo Polonio. No verão ou no inverno, o vilarejo, a 2 horas de Punta, é um contraponto à atmosfera luxuosa da cidade. Não tem energia elétrica, internet, nem permite a circulação de carros. Acessar suas praias e cortar as belas dunas, só mesmo com as jardineiras autorizadas (desde 100 pesos por pessoa; R$ 11,60). Os horários de saída dos carros mudam de acordo com a época, por isso consulte o serviço antes de ir. 

José Ignácio. Quase uma extensão de Punta, a cidade litorânea está a menos de 1 hora de distância, seguindo pela Rota 10. O refinado balneário é um dos mais bonitos do país – sem poder curtir o sol em uma de suas duas praias, aproveite para apreciar a vista panorâmica de dentro do farol de 1877, a 26 metros de altura. Cavalgar à beira-mar e observar as baleias que começam a migrar da Antártida em agosto também atraem turistas fora da temporada.

5. ESPORTES

Era quase inacreditável que pudessem realmente haver surfistas em Punta del Este durante o inverno. Mas lá estavam eles, desfilando manobras nas ondas de La Olla e El Emir, duas praias da parte “brava” da península. Democrático e gratuito, o esporte atrai os apaixonados pela água praticamente o ano todo. Para quem quer aprender, a melhor época, claro, é o verão, entre novembro e março, quando há escolas de surfe montadas por ali. Mas, se você já se aventura sobre as pranchas, vale a pena visitar os melhores picos – desde que aquecido com uma potente roupa de borracha. Clique aqui e conheça alguns.

Longe do mar, os esportes que mais fazem sucesso na região são o tênis, o polo e, principalmente, o golfe. Há hotéis e resorts que, tanto quanto área de spa, oferecem as atividades para os hóspedes. É o caso do Estância Vik José Ignácio (oesta.do/vikjose), com campo de golfe, aulas de polo e quadra de tênis. Para quem quer aproveitar a viagem para aprender uma nova modalidade ou conhecer a rica flora e fauna do Uruguai, o Club del Lago Golf, em Punta Ballena, tem cursos ao longo do ano, além de torneios, e uma paisagem que encanta até mesmo quem não tem a intenção de entrar no jogo. 

Para algo mais, digamos, democrático, experimente alugar uma bicicleta – você verá que muitos moradores transitam pela cidade sobre as magrelas. Coloque gorro, cachecol e luvas (que não escorregam) para se proteger e decida entre fazer um tour guiado (desde US$ 40 por pessoa), ou alugar a bike e fazer o seu próprio roteiro; custa 60 pesos (R$ 7) por uma hora na Ruedacycles, de segunda a sábado (00-598-4249-0804).

6. CULTURA

Era uma manhã agradável e gelada de domingo quando batemos na portinhola azul da Casapueblo, a antiga residência do artista uruguaio Carlos Páez Vilaró, morto em 2014, aos 90 anos. Assim que cheguei ao local – hoje, um museu e hotel –, tive a sensação que visitava um velho conhecido. 

Lá estava o gato de Vilaró, que ainda circula por lá, sobre uma pilastra, com seus olhos azuis fixos em nós. E muitas de suas esculturas. Ir de manhã à Casapueblo não é o mais indicado, já que assistir ao pôr do sol de um de seus terraços é uma das experiências mais agradáveis de Punta. Na hora que o astro desce ao mar, há sempre a leitura de um texto que celebra a renovação da vida. Mas, se você não pegar dias de sol no inverno ou estiver com pressa, saiba que o passeio mantém o charme a qualquer hora do dia.

Primeiro porque a vista do Atlântico infindável nunca decepciona. Mas também porque as obras multicoloridas e alegres do antigo dono do local remetem ao cotidiano da cultura afrouruguaia. Some a isso a incomparável arquitetura de uma casa toda branca e cheia de curvas, que demorou mais de 40 anos para ficar pronta e foi construída sobre as falésias rochosas de Punta Ballena.

Cada área homenageia uma personalidade diferente, resultado das grandes amizades feitas por Vilaró. Passe pela Callecita de Pelé (Beco do Pelé), pelo Rincón de Eduardo Galeano (Canto de Eduardo Galeano) e corra para se aquecer na sala Pablo Picasso. No caminho, a Taberna del Rio Verde convida a um café com alfajor (50 pesos; R$ 5,66).

As obras de Vilaró, que vão de esculturas a grandes murais, estão espalhadas por todo o museu. Se quiser levar uma recordação, a lojinha tem itens interessantes – caneca de chá, US$ 20; quadro pequeno, US$ 15. Abre todos os dias ( no inverno, entre 10 e 17 horas), com ingressos a 200 pesos (R$ 22,64).

Arte no parque. Mesmo no frio, vale dedicar algumas horas à Fundação Pablo Atchugarry, inaugurada em 2007. A meia hora do centro de Punta, o parque de 15 hectares abriga esculturas do artista uruguaio e conta com exposições temporárias de nomes internacionais, além de uma área verde que recebe eventos de artes plásticas, música e dança.

Se no verão o local recebe cerca de mil pessoas por dia, no inverno o movimento é bem menor, o que facilita a visitação e a observação das obras (abre das 10 às 18 horas, de terça-feira a domingo). A entrada é gratuita. Chegar de carro pela Rota 104 é fácil e prazeroso, difícil mesmo é imaginar que 99% das árvores que cercam a estrada foram plantadas pelo homem.

7. RELAX

Há muitas coisas naturais em Punta que a tornam um escape da vida estressante. Basta sentar na areia da praia para assistir ao pôr do sol e lá se vai toda a pressa cotidiana. Mas como relaxar nunca é demais, a experiência também passa por aproveitar o que os multifacetados hotéis e resorts da cidade têm de melhor: espaços para cuidar do corpo e da mente, como os spas.

No Conrad, os possibilidades variam entre queimar calorias e aquecer o corpo em sessões de aeróbica e numa animada aula de Zumba a massagens e aplicações estéticas especiais, como a antiidade (50 minutos; US$ 101 para hóspede e US$ 123 para não hóspede). Como muitos de seus clientes vão várias vezes ao ano, o resort oferece planos diários, mensais e anuais, com preços que variam entre US$ 45 e US$ 3.800.

Há outros bons hotéis que oferecem o serviço de spa, como o Mantra e o Serena, também abertos a não hóspedes. Na vizinha José Ignácio, o Estância Vik José Ignácio, a 40 minutos do aeroporto de Punta, é uma casa de campo, ao estilo colonial espanhol, que conta com aulas de ioga, espreguiçadeiras com vista para o rio e para o lago José Ignácio e sessões de massagem no próprio quarto. A diária para o casal, com café da manhã, começa em US$ 550 fora da alta temporada.

8. NOITE E GASTRONOMIA

Punta del Este no frio faz juntar a fome com a vontade de comer, literalmente. Afinal, uma das melhores coisas para se fazer na cidade litorânea no inverno é aproveitar seus ótimos restaurantes sem a concorrência do verão, quando é recomendável fazer reserva.

Conectado com a balada de mesmo nome, no Conrad, o restaurante Ovo tem uma proposta tecnológica que casa bem com a música eletrônica do lugar. O local oferece não apenas rede, mas vários tablets presos às mesas. Entre uma garfada e outra, você pode acessar e-mail, Facebook ou Instagram. O cardápio, que, contraditoriamente, não está no computador, oferece pratos asiático-peruanos deliciosos. Para um jantar mais familiar ou romântico, experimente o St. Tropez. O menu é de massas e, uma vez por mês, há a noite do Pasta y Basta – rodízio que inclui oito pratos a US$ 49 por pessoa.

Para manter o clima romântico, um jantar no Bungalow Suízo cairá bem. A casa, cuja a arquitetura remete às típicas cabanas da região de Tirol, na Europa Oriental, tem uma fachada discreta, escondida atrás de um jardim. Sua especialidade, ótima para dias de frio, é o tradicional fondue suíço. São cinco tipos diferentes, acompanhados de uma cesta de pães e petiscos para serem mergulhados na cumbuca fumegante; desde 1.250 pesos (R$ 143). 

Se quiser fugir do tradicional, peça a costela de porco defumada ou o frango com calda de morango. Entre abril e novembro, funciona de quinta-feira a sábado e em feriados prolongados (inclusive os brasileiros e argentinos), das 20 horas à meia-noite, e cobra 110 pesos extras (R$ 12,55) pelo cubierto, a taxa de serviço cobrada em quase todos os restaurantes uruguaios.

Os bares e restaurantes na orla da Praia Mansa também costumam abrir para o almoço mesmo no inverno, assim como as sorveterias da Avenida Gorlero. Para o chá da tarde, a melhor dica é o clássico waffle do hotel L’Auberge, que desde 1948 serve versões doces e salgadas da iguaria belga no salão de chá. Durante o inverno, abre de sexta-feira a domingo e em alguns fins de semana prolongados.

Para um programa diferente, siga as Colinas de Garzón, uma área de oliveiras e vinhedos a uma hora de Punta. Tudo começa com um passeio de trator pela extensa plantação de oliveiras. Prefira ir em um dia ensolarado para aproveitar melhor o tour de cerca de 15 minutos pela área da colheita e da produção. Ao fim, uma mesa farta aguarda os visitantes, com azeites de diferentes sabores, acompanhados por pães e amêndoas produzidos no local, além de queijos e azeitonas. De acompanhamento, vinho produzido com a uva tannat, tradicional no Uruguai. Tudo está à venda e os preços são ótimos para presentear os amigos – um vidro de azeite extravirgem de 250 ml sai por US$ 4, por exemplo.

A área de vinhedos ainda não está aberta ao público – a expectativa é que seja inaugurada em dezembro. Ainda em obras, a bodega terá um restaurante para 150 pessoas com menu do chef argentino Francis Mallmann, expert no preparo de carnes e mentor de Paola Carosella, uma das juradas do Master Chef Brasil. 

Baladas. É bem comum os cassinos funcionarem como um “esquenta” para a noite, principalmente no inverno, quando a opção dos beach clubs (que funcionam apenas na alta temporada) não existe. Frequentada por um público com média de 25 anos, a Ovo Nightclub do Conrad começa a animar por volta das 2 horas, quando a banda do cassino vai embora. São 300 pesos (R$ 34) para entrar ou 500 pesos (R$ 57) com direito a consumação. 

Uma opção para quem prefere estar entre um público mais velho é o Moby Dick. Aberto na década de 1990, tem uma bela vista para o porto e busca inspiração nos típicos pubs irlandeses. DJs e bandas ao vivo animam o local à noite, mas o bar abre também na hora do almoço. A entrada é gratuita. 

SAIBA MAIS:

Como ir: o voo direto da TAM entre São Paulo e Punta sai às quintas-feiras e domingos; a partir de R$ 1.286,37, ida e volta

Documento: é possível entrar com RG com menos de 10 anos de emissão

Moeda: 1 peso vale R$ 0,12

Site: uruguai.org 

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