Pura arte

Duas cidades que respiram arte. Próximas geograficamente, mas distantes no estilo, Berlim e Viena são pura inspiração. A cada esquina, em cada rosto, em cada prédio surge uma cena que merece o registro. O artista em pernas de pau. A ciclista muçulmana. Os estilos de arquitetura.

CARLINHOS MÜLLER, O Estado de S.Paulo

27 Março 2012 | 07h48

Intensa e moderna, Berlim está na moda. É cada vez mais uma cidade das artes contemporâneas, repleta de estúdios de design, lojas descoladas, restaurantes gourmets. A apenas uma hora de voo, abre-se o universo clássico de Viena e seus palácios medievais, com trilha sonora embalada por Mozart e outros mestres.

Impossível não se deixar contaminar por tal atmosfera. Munido de pincel e aquarela, registrei o cotidiano das duas capitais durante um roteiro de sete dias. Um caderno de viagens, repleto de impressões pessoais, que você confere nesta e nas próximas páginas.

Comecei por Berlim - meu primeiro contato com a cidade, ao entardecer, não podia ser melhor. Me deparei com uma topografia plana e uma riqueza arquitetônica fascinantes. Um horizonte limpo, com prédios quase do mesmo tamanho, o que permite uma visão mais ampla da capital alemã. A grande quantidade de edifícios novos e guindastes chama a atenção - a capital alemã parece estar constantemente em obras, transformando-se sem esquecer de preservar a história.

Já Viena me recebeu ao som dos violinos dos artistas de rua. Estamos, afinal, na Cidade dos Músicos - ali viveram ícones como Mozart, Schubert e Strauss. Apesar do clima clássico, reforçado por seus 27 castelos e 150 palácios espalhados por toda a cidade, Viena não parou no tempo. Além de museus tradicionais, repletos de tesouros dos Habsburgos, a capital austríaca ganhou, em 2001, o Museum Quartier, espaço cuja essência são as artes contemporâneas. Nos dias de sol, é fácil observar nos bancos de concreto coloridos grupos de jovens conversando, pessoas lendo, descansando... Ócio criativo, talvez.

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