Guilherme Sobota/Estadão
Guilherme Sobota/Estadão

Queenstown, a minúscula terra do bungee jumping e de 'O Senhor dos Anéis'

Região neozelandesa foi intensamente usada em filmagens da saga e também no recém-estreado 'Meu Amigo, O Dragão'

Guilherme Sobota, O Estado de S. Paulo

04 Outubro 2016 | 04h50

QUEENSTOWN - Dos lugares visitados na Nova Zelândia, a minúscula Queenstown, no sul da Ilha Sul, é sem dúvida o mais deslumbrante. As montanhas que cercam a cidade e a vista para o Lago Wakatipu são de uma beleza natural que impressiona mesmo viajantes experientes. A região foi intensamente usada em filmagens de O Senhor dos Anéis e também do recém-estreado Meu Amigo, O Dragão, da Disney.

A cidade tem um apelo especial para fãs de esporte de aventura: pelo menos uma dúzia de estações de esqui operam na região. Também foi ali que nasceu o bungee jumping. Mesmo se faltar a coragem para saltar da plataforma de 43 metros sobre a ponte Kawarau, a visita vale pela vista e pela vibração especial do lugar, embalada pela adrenalina. O Kawarau Bungy Centre fica a 25 minutos de carro do centro da cidade, e o salto custa 195 dólares neozelandeses (R$ 463).

Não tive coragem, mas me arrependi: a experiência não é “nem metade do mau que eu achei que seria”, disse um canadense que se jogou lá de cima. Ainda assim, o lugar oferece uma tirolesa de 130 metros que também dá aquela pontada de adrenalina e exige menos da metade da coragem (e do dinheiro: 50 dólares neozelandeses; R$ 119).

 

Ali por perto fica a vinícola Gibbston Valley, com tours guiados desde 15 dólares (R$ 49), refeições harmonizadas desde 65 dólares (R$ 155) e passeios especiais para quem entende mesmo de vinhos. Outra opção é Amisfield Bistro, misto de adega e restaurante cujo cardápio já vem com sugestões de harmonização – o pinot noir, uma das especialidades do país, é indicado para acompanhar a carne de pato com vegetais frescos. O menu degustação começa em 75 dólares (R$ 178), sem bebidas.

Por 229 dólares (R$ 543; dartriver.co.nz), um ônibus sai do centro de Queenstown em direção ao minúsculo povoado de Glenorchy, a 46 quilômetros de distância. A estrada segue pela margem do Wakatipu, aos pés das montanhas. No meio do caminho, uma parada recebe o sugestivo apelido de “vista de um milhão de dólares”. Autoexplicativo. Na chegada ao lugar que os orgulhosos moradores chamam de “paraíso”, você embarca em um bote rápido e sobe o Rio Dart a 130 quilômetros por hora. Há, ainda, tour guiado pela floresta em um parque nacional e visitas a fazendas particulares que foram usadas para encenar Isengard, uma das principais locações de O Senhor dos Anéis.

Aproveite também para caminhar em Queenstown. Há bons restaurantes, bares e uma lanchonete muito peculiar (leia abaixo). Além disso, os 40 minutos de passo tranquilo entre o Jardim Botânico, a região central e o Skyline (suba a gôndola: são 33 dólares, R$ 78) vão fazer você lembrar dessa cidade por muito tempo. 

 

Saciar a fome no FergburgerAndar pelo centro de Queenstown é uma experiência pacata até você vislumbrar uma fila que dobra a esquina em frente a uma lanchonete. Fundada em 2001 em uma garagem como “opção de comida para os bêbados da madrugada”, a Fergburger é uma simpática casa de hambúrgueres que atrai visitantes do mundo todo, sem exagero. O hambúrguer é ótimo (em média, 13 dólares; R$ 30). Escolhi o tradicional da casa, com cebola vermelha e molho de tomate, e acertei. O lugar ganhou fama quando a Nova Zelândia sediou a Copa do Mundo de Rúgbi, em 2011.

 

Mais conteúdo sobre:
Nova Zelândia

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.