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Qual personagem de Friends seria sua melhor companhia de viagem?

Já faz 15 anos que a série acabou, mas a legião segue tão fiel que uma exposição comemorativa, programada para setembro, já está com ingressos esgotados

Adriana Moreira, O Estado de S.Paulo

15 de agosto de 2019 | 11h00

Já faz 15 anos que a série terminou, mas a legião de fãs continua fidelíssima. Prova disso é que a mostra interativa em comemoração aos 25 anos de Friends, de 7 de setembro a 6 de outubro em Nova York, já está com os ingressos esgotados (US$ 29,50). Há chance de abrir vagas extras (vale se cadastrar no site do evento), mas não há certezas. Todo esse furor é em razão da reprodução dos vários ambientes da série e detalhes instagramáveis, como um peru para colocar na cabeça, a reprodução da cafeteria Central Perk, a mesa de pebolim de Joey e Chandler, a porta roxa do apartamento de Monica

Embora a série se passe em Nova York, a maior parte das cenas foi gravada mesmo nos estúdios da Warner, em Los Angeles. No tour pelos sets de gravação (a partir de US$ 69), é possível ver, por exemplo, a escadaria de onde o jovem Ross viu, decepcionado, Rachel saindo para o baile de formatura com outro par. Mas a melhor parte para os fãs é tirar foto no sofá original do Central Perk, no fim do passeio.

O grupo de amigos protagonizou muitas aventuras ao longo dos 10 anos da série. Baseado nessas experiências, decidimos propor um exercício divertido: como seria viajar com seu personagem favorito e para onde ir com ele?

Ross

O paleontólogo é fascinado (obviamente) por história natural. No seriado, ele trabalha no Museu de Pré-história Natural – que não existe na vida real. Mas certamente Ross ficaria contente em visitar o Museu de História Natural (US$ 23) de Nova York, cujo acervo inclui esqueletos de um mamute de 11 mil anos, de um tiranossauro rex que viveu há mais de 66 milhões de anos, um meteorito de 15 toneladas e diversas exposições interativas. Outro museu que vale a visita é o de História Natural de Londres, cujo acervo guarda mais de 80 milhões de espécies. Há uma área dedicada apenas aos dinossauros, outra aos oceanos, outras à vida selvagem (incluindo pássaros e insetos) e ao espaço.

Mas não há dúvidas de que Ross e seus admiradores ficariam ainda mais encantados com um lugar aqui no Brasil mesmo: o Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí. São mais de mil sítios arqueológicos com pinturas rupestres e outros sinais do homem primitivo, distribuídos em uma área de 130 mil hectares. A vantagem é que ali ele nem  precisaria de um planetário para ter um encontro romântico com Rachel: à noite, o céu naturalmente estrelado é um espetáculo apaixonante.

Rachel

Rachel seria sua melhor parceira para uma viagem de compras. Ela não apenas conhece as melhores grifes, mas também as melhores liquidações. Em Nova York, logicamente, ela estaria em seu hábitat. Mas não há dúvidas que usaria seus conhecimentos em qualquer cidade cosmopolita (afinal, encontramos as mesmas grifes em todas elas). Posso ver a mãe de Emma cheia de sacolas em Tóquio, Milão, Madri ou Praga. Paris, contudo, para onde ela quase se mudou no final da décima temporada, seria literalmente um sonho de consumo. Além da vocação para moda e das vitrines tentadoras, a cidade é repleta de excelentes brechós, recheados de tesouros de marcas famosas. Vale lembrar, claro, que é bom checar o limite do seu cartão de crédito antes de embarcar nessa viagem.

Chandler

 

Viajar com Chandler possivelmente seria um exercício de paciência – durante uma viagem, tudo é potencializado, e o excesso de sarcasmo em algum momento poderia tirar a graça da viagem. Lembre-se que, quando a turma vai a Londres para o casamento de Ross e Emily, ele não foi exatamente a pessoa mais paciente com Joey – que acaba fazendo os programas turísticos da cidade sozinho. Por outro lado, o senhor Bing vai fugir daqueles programas turistões e pode ser uma boa companhia para explorar o lado B das cidades. Ele morou um tempo em Tulsa, Oklahoma, e poderia dar algumas dicas, mas não se trata exatamente de um destino turístico. Uma boa opção seria ir com ele a Vermont, espécie de Campos do Jordão dos nova-iorquinos. Não se preocupe, não precisa ser uma viagem romântica: afinal, ele esteve lá com Ross na 9ª temporada. Chandler vai conhecer todas as lojas de doces de bordo do caminho, já que teve de parar várias vezes para seu cunhado comprar caixas e caixas da especialidade local.

Monica

Ter Monica como companheira de viagem teria algumas vantagens. Ela iria organizar a viagem inteira, de modo que você não precisaria se preocupar com muita coisa. Além disso, para quem estivesse interessado em uma viagem gastronômica, não haveria melhor parceira do que a chef do Javu, cobiçado restaurante nova-iorquino da ficção. Por isso mesmo, ela seria ótima para um tour pelos restaurantes de Nova York, que tem casas excelentes e inúmeras pegadinhas. Como conhecedora de boa culinária italiana – afinal, a crítica que fez sobre o Alessandro’s na quarta temporada até lhe rendeu um trabalho como chef –, embarcar com ela em uma imersão na Itália seria uma ideia deliciosa. Imagine percorrer os vinhedos da Toscana, os restaurantes tradicionais de Modena ou escapar das casas pega-turistas de Roma em sua companhia?

 

Phoebe

Eis a companhia perfeita para uma road trip. A bordo do táxi que era de sua avó, daria para fazer vários roteiros  memoráveis pelos Estados Unidos. Afinal, ela emprestou seu carro para Joey e Chandler cruzarem o país na quinta temporada – e depois voltou dirigindo de Las Vegas a Nova York por mais de 2.500 quilômetros. Conhecedora das estradas e dos pontos de parada mais curiosos dos Estados Unidos (como um cara com barba de abelhas ou uma galinha que cacareja música), seria uma viagem para se divertir. Ela certamente toparia fazer o clássico roteiro pela costa da Califórnia, de São Francisco a Los Angeles, seguindo pela Highway 1. No caminho, paradas para muitas fotos (especialmente no trecho de Big Sur) e em cidades como Carmel, Santa Barbara e San Luis Obispo. Outra opção é ir de Nova York a Miami, por paisagens menos paradisíacas que as da costa oeste, mas com paradas interessantes na região de Washington e para conhecer uma Flórida além dos parques de diversão. Phoebe toparia qualquer coisa, com certeza.

 

Joey

Sem dúvida, Joey seria o parceiro mais divertido. Ele faria todos os registros da viagem, dormiria em qualquer lugar, toparia qualquer programa – por mais turístico ou bizarro que fosse. O único senão seriam os lanchinhos: Joey precisa comer o tempo todo (mas se você não se importar com cheiro de cheetos e molho do sanduíche de almôndegas escorrendo por toda parte, vai ficar tudo bem). Por outro lado, ele come de tudo e não vai reclamar das suas escolhas gastronômicas (se você quiser comer bem, o papel de descobrir restaurantes terá de ser seu). Sendo assim, o melhor destino para ir ao lado de Joey seria Las Vegas: quer melhor lugar para não se preocupar com coisa alguma? Dos cassinos aos musicais, das pool parties às luzes da Fremont, de restaurantes com estrelas Michelin aos famosos bufês dos hotéis, o senhor Tribianni se divertiria com tudo. Além de Vegas, qualquer destino de praia ao lado de Joey seria uma boa opção. Afinal, se você for atingido por uma água-viva, ele já avisou que faria xixi em qualquer um de seus amigos, se preciso fosse.

 

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