Quando anoitece, é hora de 'salir de boleto'

O pisco é o combustível oficial para as animadas baladas limenhas, que [br]se espalham pelo eixo Miraflores-Barranco

LIMA, O Estado de S.Paulo

25 Maio 2010 | 01h57

O eixo Miraflores-Barranco basta para exercitar-se num dos esportes noturnos mais difundidos em Lima: "salir de boleto", ou cair na balada. Nessa intensa atividade, em que peruanos e peruanas demonstram toda sua hospitalidade, você também aprende um novo verbo: "piscotear". Sim, o pisco é a bebida nacional do Peru, e combustível renovável a cada bar, pub e discoteca encontrado no caminho.

A noite de Miraflores, conduzida por avenidas com cara de bulevar, desemboca numa praça ampla, retangular, limpa, verde, iluminada. Famílias passeiam, jovens deixam-se levar. Bares acompanham uma das laterais do paço público, catedral à vista.

É bom sempre ficar esperto, claro, atitude prudente em qualquer parte do mundo. Ainda mais quando esticar para Barranco, bairro boêmio, alternativa para uma boa balada de frente para um Pacífico longo, largo, poderoso, algo irritável, interminável.

São muitas as opções. Uma boate aqui, outra acolá, um boteco cá, outro escada abaixo. Sob a Ponte dos Suspiros, cenário de fotos ora apaixonadas, a noite esquenta a doses de pisco. Todos querem ver e se mostrar. Cruzam-se olhares, música a altos decibéis. Pisco. Pisco. Pisco!

Fôlego. A ponte une as ruas Ayacucho e Hermita, ambas cheias de opções, está suspensa a 8 metros de altura e tem 44 metros de extensão. Dizem que quem com ela se depara pela primeira vez, e a atravessa de um só fôlego, tem o desejo realizado. Tente se lembrar disso, prenda a respiração e suerte! Chabuca Granda (1920-1983), um dos maiores nomes do cancioneiro popular peruano, compôs em homenagem ao local.

Mas tudo bem se você não se lembrar de nada disso na hora de cruzar a ponte. Ao lado dela, ou debaixo, a redenção se traduz nas baladas: Ekeko, Tayta, Bierbaus, Deja Vu, Estación, Posada del Mirador, Acantilados de Barranco, Pizelli, Whio"s, Queirolo, Posada del Angel, Barlovento... Não tem muito como errar.

/ FÁBIO VENDRAME

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