CARLO ALLEGRI|REUTERS
CARLO ALLEGRI|REUTERS

Quanto dar de gorjeta nos EUA?

Alguém que está apenas fazendo seu trabalho merece compensação a mais? Um grupo de viajantes experientes sugere quando a gratificação extra deve ser dada e quais os valores recomendados

George Hobica, Tribune Content News Service

04 Maio 2016 | 17h07

Colaborou Adriana Moreira

Nas viagens aos Estados Unidos, dar ou não dar gorjeta é sempre uma questão. No caso dos restaurantes, 15% é o mínimo de praxe, embora já exista um movimento, criado pelas próprias empresas, que defende aboli-las (leia mais em bit.ly/semgorjeta). Mas como proceder em relação a outros serviços? Guias, motoristas, mensageiros de hotéis merecerem uma gratificação? Para muitos turistas, as regras (se é que elas existem), são nebulosas. 

Por isso, perguntamos diretamente para uma seleção de viajantes experientes quanto devemos oferecer em situações corriqueiras do dia a dia viajante – deixamos de fora os cruzeiros, que têm regras específicas. 

Wendy Perrin, colunista no TripAdvisor.com e blogueira, diz não gostar de dar gorjeta para alguém “só porque essa pessoa veio trabalhar”. “A gorjeta não deveria ser recompensa por um bom serviço? E o montante não deveria variar de acordo com a qualidade do serviço prestado?”

Além de Wendy, a seleção de especialistas inclui Sarah Schlichter, editora-sênior do IndependentTraveler.com; Ed Perkins, do SmarterTravel.com; e William D. Frye, professor de Hospitalidade e Turismo da Universidade Niagara.

Leia mais: Perguntamos a especialistas em mercado aéreo como economizar na compra das passagens

Guias e motoristas

Táxi e Uber: Sarah Schlichter, editora do IndependentTraveler.com, explica que um dos atrativos do Uber é justamente o fato de não haver gorjeta. “Mas você pode dar, se quiser (em dinheiro).” No caso dos táxis, ela é praticamente automática e pode ser entre 15% a 25% da corrida – nossos especialistas recomendam ficar entre 15% e 20%. Ultimamente, no entanto, já há motoristas dispensando a gorjeta – é o chamado “efeito Uber”.

Guias: Nos museus, não se preocupe em dar gorjeta, “a não ser que o tour tenha sido algo excepcional”, explica Sarah. Para passeios de dia inteiro ou meio período, ela recomenda ofertar entre US$ 5 e US$ 25, dependendo da distância, qualidade e preço pago pelo tour. O professor William Frye, da Universidade Niagara, costuma dar de US$ 3 a US$ 10 (quanto menor o grupo do tour, maior a gorjeta). Ed Perkins, do SmartTraveller.com, oferece US$ 3 para um tour de meio dia e US$ 5 em um tour de dia inteiro, embora saliente que esse valor pode mudar de acordo com o tamanho do grupo.

Motorista: “Quanto menos o motorista fala, mais eu dou de gorjeta”, diz Wendy Perrin, que prefere ficar com seus pensamentos. Ed Perkins diz que dá “de US$ 5 a US$ 10 por um dia”, mas diminui o valor diário em tours mais longos. Sarah separa US$ 5 por dia para o motorista e de US$ 8 a US$ 10 para o guia, enquanto o professor Frye dá de US$ 3 a US$ 5.

 

Hotéis

Camareira: O valor pode variar muito. “Depende de quanta bagunça meus filhos fizeram”, explica Wendy Perrin. “Talvez em torno de US$ 5 a US$ 10 por dia.” Ed Perkins oferece US$ 2 por dia e Sarah Schlichter, de US$ 2 a US$ 5, mesmo valor sugerido pelo professor Frye. 

Um funcionário que traga gelo ou qualquer outra coisa para seu quarto: Wendy acredita que não é necessário dar gorjeta, a não ser que ele tenha feito um grande deslocamento para trazer o item. Já Perkins sempre dá US$ 2. 

Concierge: Para Wendy, não há regras fixas. “Depende de quanto tempo ele precisou, o quanto foi difícil conseguir aquela reserva no restaurante...” Já Sarah recomenda de US$ 5 a US$ 25 para um concierge que tenha prestado serviços importantes. Para Frye, a partir de US$ 10, de acordo com o serviço realizado. 

Entregador de bagagem: Perkins e Sarah recomendam de US$ 1 a US$ 2 por mala, mas Wendy acredita que depende da distância entre seu quarto e a portaria, da rapidez da entrega e de quantas malas você tem. 

Para o porteiro que ajudou com o táxi: “Se é o trabalho dele, não precisa dar nada”, diz Wendy, embora ela pague US$ 2 ou US$ 3 se está chovendo. Sarah recomenda de US$ 1 a US$ 3 e Frye, US$ 5 para aqueles que ajudam com as malas (ou até mais, dependendo da quantidade de bagagem). 

 

Aeroporto

Para o motorista da van do serviço de aluguel de carros (ou do shuttle para os hotéis): A colunista Wendy Perrin diz que vai depender do que ele fizer por você. “Se ajudar com uma mala muito pesada, talvez US$ 1 ou US$ 2”, calcula. O jornalista Ed Perkins, por sua vez, sugere US$ 1 e o professor Frye afirma que pagaria US$ 2, mas “só se ele ajudar com a bagagem”. 

Carregador: Ed Perkins sugere US$ 2 para uma mala e US$ 3 para duas; já Wendy recomenda US$ 2 por mala. Frye se mostrou mais generoso: “Se ele ajudar no check-in, de US$ 3 a US$ 5 para a primeira mala e US$ 2 para cada mala adicional, dependendo de quão pesada ela estiver”.

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