Quatro dicas para ir à Europa no inverno

Para fazer uma boa viagem à Europa no Natal, no réveillon e em janeiro, não basta gostar de frio: é preciso adaptar a viagem às circunstâncias climáticas. Diminua a velocidade, evite périplos pelo interior, calibre suas expectativas para a virada do ano, e você aproveitará melhor.

RICARDO , FREIRE, O Estado de S.Paulo

23 Setembro 2014 | 02h06

Aproveite o Natal, desencane do réveillon. O melhor do fim do ano na Europa são os mercados natalinos. Na Alemanha e na Áustria, as cidades se encontram nesses mercados no caminho do trabalho para casa - e fazem seu happy hour com vinho quente (glühwein) e delícias da época. Se você vai para esses países (ou para Alsácia, Suíça, Dolomitas e República Checa) tente chegar antes do dia 23 de dezembro para ter essa experiência.

Já o réveillon europeu é frio - em todos os sentidos. São poucos os lugares onde você vai encontrar animação prolongada nas ruas. O melhor réveillon da Europa é o de Edimburgo, na Escócia - o Hogmanay, que dura três dias. O réveillon de Berlim também consegue manter o povo na rua até tarde. Na grande maioria dos lugares, porém, a festa de rua é rápida; animação, só nos clubes noturnos.

Prefira cidades grandes, evite as muito pequenas. Dias que amanhecem tarde e escurecem cedo; temperaturas próximas do zero; possibilidade de ventos cortantes e chuvisqueiro persistente: todos esses fatores dificultam a vida do turista ao ar livre. Por isso as cidades maiores são os destinos ideais da estação, por oferecerem vida cultural e gastronômica em ambientes fechados.

Por outro lado, as cidades pequeninas são dadas à hibernação. Em vez de programar périplos pelo interior, considere demorar-se mais nas capitais e centros regionais.

Montanha sim, litoral não. As cidades pequenas que valem a pena nesta época são as estações de esqui, que vivem sua altíssima temporada. As mais concorridas, no entanto, permanecem focadas no público esquiador, com muitos hotéis impondo permanências mínimas de vários dias. Se você quer aproveitar o inverno europeu para ver neve pela primeira vez, pense em cidades de montanha que ficam perto de cidades maiores: por exemplo, Garmisch-Partenkirschen (a 1h30 de trem de Munique), Sierra Nevada (a 45 minutos de ônibus de Granada) e Chamonix (a 1 hora de ônibus de Genebra).

Mas se você estava pensando em Costa Amalfitana, Côte d'Azur, Croácia ou Grécia em janeiro, é melhor repensar o itinerário: é uma época triste para fazer viagens pelo litoral.

Andaluzia, onde a Europa não passa frio. Com temperaturas frequentemente acima dos 15 graus e chuvas moderadas, o sul da Espanha é o destino mais agradável do inverno europeu. É das poucas regiões que, na comparação com as férias de julho, se sai objetivamente melhor em janeiro - no verão, o calor de Sevilha e Granada não é para os fracos. Barcelona e Lisboa também costumam ter invernos bastante suportáveis, e permitem uma ótima viagem combinada com a Andaluzia. (Já Madri é gelada, e o norte de Portugal, extremamente chuvoso.)

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