Que tipo de viajante você quer ser em 2018?

Fim de ano é aquela coisa: hora de fazer um balanço do que passou e planejar um novo ciclo

Adriana Moreira, O Estado de S.Paulo

26 Dezembro 2017 | 00h15

Fim de ano é aquela coisa: hora de fazer um balanço do que passou e planejar um novo ciclo, com muitas metas para não serem realizadas ao longo do ano seguinte (a gente sabe como é). Mas daquela lista imensa que fazemos, sempre sobra uma ou duas coisinhas que conseguimos cumprir – e é por esse motivo que repetimos o mesmo ritual no ano seguinte. Que tal então ser um viajante melhor em 2018? Aqui, algumas resoluções que, com um pouco de boa vontade, serão fáceis de seguir. 

Não ser mais o chato da viagem. Sabe aquela pessoa que reclama de tudo, todo o tempo? Não seja ela. Ninguém fica feliz com voo atrasado, trânsito na estrada ou cerveja quente, mas que tal ser a pessoa que faz do limão uma limonada (ou até mesmo uma caipirinha)? Férias são para relaxar e ser feliz, por isso um pouco de tolerância e paciência não faz mal à ninguém – mesmo quando surgem os inevitáveis perrengues.

Viajar para um destino improvável. Se você odeia frio, experimente um fim de semana invernal na serra. Adora grandes cidades? Escolha um vilarejo afastado. Medo de altura? Que tal encarar um salto de paraquedas ou uma trilha em uma montanha íngreme? Sair da zona de conforto faz bem para o autoconhecimento – e, acredite, você pode se surpreender com você mesmo e se divertir muito nessa viagem (falo de experiência própria). É claro que, para ser agradável, será preciso planejar bem a viagem – levar roupas quentinhas; escolher um vilarejo afastado, mas confortável; conversar bastante com o instrutor de paraquedismo. O importante é dar o primeiro passo.

Provar um prato exótico. Ok, começar com uma viagem inteira pode ser demais para o viajante resistente. Tente algo menor, como um prato exótico. Uma farofinha de içá (formiga do Vale do Paraíba), por exemplo, um caldinho de sururu (molusco delicioso típico do Nordeste), um sarapatel (prato nordestino feito com vísceras)... Os sabores de um lugar também retratam a cultura e a história local, e sua experiência de viagem será mais rica.

Fazer a viagem dos sonhos de alguém. Você não tem o menor interesse por museus, por exemplo, mas seu parceiro (a) de viagens vibra só de ouvir falar em Van Gogh ou Monet. Acompanhá-lo (a) em uma visita cultural vai deixá-lo (a) radiante, e você pode até aprender um pouco sobre o assunto. Mas vá de coração aberto: sem bufar, fazer cara feia ou pedir para ir embora. 

Ter um pouco mais de empatia. Trocar de assento para não separar um casal, não colocar música alta na praia, recolher seu lixo (isso inclui aquele papelzinho de bala e a guimba do cigarro), sorrir para o atendente, não invadir o espaço do outro no avião (falei sobre esse tema na coluna Possível, sim. Fácil? Nem sempre). Nas viagens – e, por que não, na vida –, pequenas atitudes podem fazer uma enorme diferença. Pratique sem moderação.

Não se esquivar da responsabilidade. Turistar é uma delícia, mas o turista tem sim suas responsabilidades – não se pode esquecer que há quem more no lugar onde passamos as férias. É possível fazer a diferença com pequenas escolhas. Preferir artesanato local a lembrancinhas genéricas produzidas na China. Não fazer passeios explorem indevidamente pessoas ou animais (a blogueira Amanda Noventa falou um pouco sobre esse assunto na coluna Instagram lança sistema de alerta para fotos com abuso de animais). Respeitar os costumes locais. Causar o menor impacto possível no meio ambiente. Não “roubar” fotos: em vez disso, peça licença, pergunte se pode fotografar, explique o por quê. Sua foto vai ficar ainda mais bonita – e você pode ganhar uma linda história de presente para acompanhar a foto.

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